{"id":9707,"date":"2020-09-29T13:47:27","date_gmt":"2020-09-29T16:47:27","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/apos-11-anos-de-reducao-da-pobreza-brasil-vive-5-anos-de-aumento-da-miseria\/"},"modified":"2020-09-29T13:47:27","modified_gmt":"2020-09-29T16:47:27","slug":"apos-11-anos-de-reducao-da-pobreza-brasil-vive-5-anos-de-aumento-da-miseria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/apos-11-anos-de-reducao-da-pobreza-brasil-vive-5-anos-de-aumento-da-miseria\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s 11 anos de redu\u00e7\u00e3o da pobreza, Brasil vive 5 anos de aumento da mis\u00e9ria"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s 11 anos de redu\u00e7\u00e3o continuada da pobreza nos governos Luiz In\u00e1cio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT, 85 milh\u00f5es de brasileiros (os 40% mais pobres) tiveram perdas cont\u00ednuas na renda nos \u00faltimos cinco anos, segundo estudo do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/banco-mundial-aponta-crescimento-da-pobreza-e-desigualdade-no-brasil\/a-55064667\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Banco Mundial<\/a>. Os dados mostram que, entre 2003 e 2014, o Brasil viveu uma fase de avan\u00e7o econ\u00f4mico e social, com cerca de 25 milh\u00f5es de pessoas deixando a pobreza e um aumento significativo da renda dos mais pobres. Por\u00e9m, a partir de 2014, essa parcela da popula\u00e7\u00e3o tem sofrido perda constante em sua renda, ano a ano. Com isso, a desigualdade, que tinha chegado ao menor patamar da hist\u00f3ria em 2015, tamb\u00e9m voltou a subir.<\/p>\n<p>Segundo o Banco Mundial, a parcela da popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza no pa\u00eds era de 13,6% em 2001, caindo para 4,9% em 2013. Enquanto a renda m\u00e9dia dos brasileiros, no geral, cresceu 4,4% entre 2003 e 2014, a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/economia\/2015\/10\/banco-mundial-aponta-que-brasil-tem-reducao-expressiva-na-extrema-pobreza-1495\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">renda dos 40% mais pobres cresceu 7,1%<\/a>. Em consequ\u00eancia, o \u00edndice de Gini caiu de 0,581 para 0,515. O \u00edndice \u00e9 um modelo matem\u00e1tico usado para medir o grau de concentra\u00e7\u00e3o de renda. Ele aponta a diferen\u00e7a entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos e varia de zero a um. Quanto mais perto de zero, menor a desigualdade. Quanto mais pr\u00f3ximo de 1, mais desigual \u00e9 a distribui\u00e7\u00e3o de renda do pa\u00eds.\u00a0<\/p>\n<p>No entanto, o ano da reelei\u00e7\u00e3o de Dilma e o seguinte foram marcados por intensa instabilidade, que movimentou grupos de interesses econ\u00f4micos e pol\u00edticos com o objetivo de derrubar o governo petista \u2013 o que ocorreu em 2016. O per\u00edodo de instabilidade e os anos seguintes de governos pr\u00f3-mercado (Michel Temer e Jair Bolsonaro) cobraram um pre\u00e7o alto para a popula\u00e7\u00e3o mais pobre.<\/p>\n<h2><span style=\"text-decoration: underline;\">Vulner\u00e1veis<\/span><\/h2>\n<p>Entre 2014 e 2019, a renda dos 40% mais pobres caiu, em m\u00e9dia, 1,4% ao ano. Enquanto a renda m\u00e9dia dos brasileiros cresceu 0,3% ao ano no mesmo per\u00edodo. Conforme o estudo, se os ganhos tivessem sido distribu\u00eddos igualmente entre a popula\u00e7\u00e3o, este ano ter\u00edamos 13 milh\u00f5es de brasileiros a menos vivendo em pobreza (renda de R$ 499 ao m\u00eas) e 9 milh\u00f5es a menos na pobreza extrema (renda de at\u00e9 R$ 178 por m\u00eas). O \u00edndice de Gini, que vinha caindo, voltou a subir, chegando a 0,547 em 2019.<\/p>\n<p>Para Gabriel Lara Ibarra, economista s\u00eanior do Banco Mundial e especialista em pobreza no Brasil, essa situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 relacionada \u00e0 mudan\u00e7a na pol\u00edtica econ\u00f4mica do pa\u00eds nos \u00faltimos anos e o aumento da informalidade entre os trabalhadores mais pobres.<\/p>\n<p>\u201cO tipo de trabalho normalmente dispon\u00edvel para quem est\u00e1 na base da distribui\u00e7\u00e3o s\u00e3o os trabalhos informais, com menos prote\u00e7\u00e3o, mais vol\u00e1teis. \u00c9 diverso dos trabalhos dispon\u00edveis para as parcelas mais ricas e mais educadas, que t\u00eam acesso a empregos formais e mais conectados \u00e0 economia, comparado a quando voc\u00ea \u00e9 um aut\u00f4nomo que trabalha vendendo algo na informalidade\u201d, afirmou, em entrevista ao portal\u00a0<em>DW Brasil.<\/em><\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o de aumento da pobreza no Brasil tamb\u00e9m \u00e9 considerada o pior resultado da Am\u00e9rica Latina nos \u00faltimos cinco anos, segundo o Banco Mundial. Embora todos os pa\u00edses tenham sofrido crises econ\u00f4micas desde 2011, o Brasil foi um dos \u00fanicos que teve piora em todos os \u00edndices. Honduras e Equador tiveram aumento de desigualdade. Argentina e Equador observaram aumento da pobreza. E Argentina, Equador e Honduras tiveram aumento da pobreza extrema.<\/p>\n<p><strong>Fonte: Rede Brasil Atual<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s 11 anos de redu\u00e7\u00e3o continuada da pobreza nos governos Luiz In\u00e1cio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT, 85 milh\u00f5es de brasileiros (os 40% mais pobres) tiveram perdas cont\u00ednuas na renda nos \u00faltimos cinco anos, segundo estudo do\u00a0Banco Mundial. 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