{"id":926,"date":"2015-06-23T14:02:00","date_gmt":"2015-06-23T17:02:00","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/maioria-ainda-nao-denuncia-assedio-moral-no-trabalho-revela-pesquisa\/"},"modified":"2015-06-23T14:02:00","modified_gmt":"2015-06-23T17:02:00","slug":"maioria-ainda-nao-denuncia-assedio-moral-no-trabalho-revela-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/maioria-ainda-nao-denuncia-assedio-moral-no-trabalho-revela-pesquisa\/","title":{"rendered":"Maioria ainda n\u00e3o denuncia ass\u00e9dio moral no trabalho, revela pesquisa"},"content":{"rendered":"<p><strong>Exame<\/strong><br \/>Camila Pati <\/p>\n<p>Pelas empresas do Brasil o ass\u00e9dio moral \u00e9 uma pr\u00e1tica recorrente e, pelo que demonstra pesquisa da Vagas.com, impune.<\/p>\n<p>Levantamento realizado pela Vagas.com com 4,9 mil pessoas mostra que 52% j\u00e1 enfrentaram ass\u00e9dio moral ou sexual no trabalho. E 87,5% das v\u00edtimas decidiram n\u00e3o denunciar a conduta.<\/p>\n<p>Medo de perder o emprego \u00e9 a principal raz\u00e3o para \u201cvarrer\u201d o ass\u00e9dio para debaixo do tapete: 39,4% alegaram que o receio evitou o ator de denunciar.<\/p>\n<p>A possibilidade de sofrer repres\u00e1lias aparece em seguida, citada por 31,6%. O sentimento de vergonha tamb\u00e9m aparece como obst\u00e1culo para 11% v\u00edtimas que n\u00e3o denunciaram o ass\u00e9dio, assim como o medo de a culpa recair sobre o denunciante, apontado por 8,2% das v\u00edtimas. <\/p>\n<p>O sentimento de culpa tamb\u00e9m \u00e9 raz\u00e3o apontada por 3,9% dos entrevistados que j\u00e1 foram alvo de ass\u00e9dio no trabalho.<\/p>\n<p>Dentro do grupo dos profissionais que n\u00e3o denunciaram as condutas abusivas, a maioria (56,3%) continuou trabalhando para a mesma empresa. Outros 20,9% foram demitidos e 22,8% pediram demiss\u00e3o depois do ass\u00e9dio.<\/p>\n<p><strong>Sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de impunidade<\/strong><\/p>\n<p>Quem decide denunciar enfrenta sensa\u00e7\u00e3o de impunidade, segundo a pesquisa. \u00c9 que 74,6% dos respondentes que denunciaram disseram que o agressor permaneceu na empresa.<\/p>\n<p>Apenas 12,1% declararam que o agressor foi demitido ap\u00f3s a den\u00fancia, 11% n\u00e3o sabem o que aconteceu e 2% disseram que o denunciado acabou pedindo demiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Ainda no grupo dos denunciantes, 20% foram demitidos ap\u00f3s a iniciativa de denunciar, 17,6% disseram que foram perseguidos. S\u00f3 8,6% levaram o caso \u00e0 Justi\u00e7a. Para 39,2% nada mudou ap\u00f3s a den\u00fancia.<\/p>\n<p><strong>Ass\u00e9dio moral mais frequente<\/strong><\/p>\n<p>Mulheres s\u00e3o as principais afetadas. Entre as v\u00edtimas, elas s\u00e3o 54,4% e eles, 45,6%. O ass\u00e9dio moral \u00e9 bem mais frequente do que o ass\u00e9dio sexual.<\/p>\n<p>Piadas, chacotas, agress\u00f5es verbais ou gritos constantes lideram a incid\u00eancia de casos. Segundo a pesquisa, 47,3% declararam j\u00e1 ter sofrido este tipo de agress\u00e3o e mais da metade das v\u00edtimas s\u00e3o mulheres (51,9%).<\/p>\n<p>J\u00e1 comportamentos abusivos tais como cantadas, propostas sexuais ou olhares abusivos, que caracterizam ass\u00e9dio sexual, somam 9,7% das respostas. Novamente, mulheres s\u00e3o principal alvo: 79,9%, mostra a pesquisa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ExameCamila Pati Pelas empresas do Brasil o ass\u00e9dio moral \u00e9 uma pr\u00e1tica recorrente e, pelo que demonstra pesquisa da Vagas.com, impune. Levantamento realizado pela Vagas.com com 4,9 mil pessoas mostra que 52% j\u00e1 enfrentaram ass\u00e9dio moral ou sexual no trabalho. E 87,5% das v\u00edtimas decidiram n\u00e3o denunciar a conduta. 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