{"id":897,"date":"2012-03-30T00:00:00","date_gmt":"2012-03-30T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/presidente-da-contraf-cut-faz-balanco-da-gestao-e-aponta-novos-desafios\/"},"modified":"2012-03-30T00:00:00","modified_gmt":"2012-03-30T03:00:00","slug":"presidente-da-contraf-cut-faz-balanco-da-gestao-e-aponta-novos-desafios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/presidente-da-contraf-cut-faz-balanco-da-gestao-e-aponta-novos-desafios\/","title":{"rendered":"Presidente da Contraf-CUT faz balan\u00e7o da gest\u00e3o e aponta novos desafios"},"content":{"rendered":"<p>O presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, fez um balan\u00e7o positivo da gest\u00e3o 2009-2012 que est\u00e1 encerrando o mandato no dia 13 de abril. Carl\u00e3o, como \u00e9 mais conhecido, apontou tamb\u00e9m alguns desafios para o pr\u00f3ximo tri\u00eanio, na perspectiva de avan\u00e7ar a hist\u00f3ria de lutas dos banc\u00e1rios e da classe trabalhadora.<br \/>O diagn\u00f3stico foi feito durante recente entrevista concedida para a imprensa da Federa\u00e7\u00e3o dos Banc\u00e1rios do Rio de Janeiro e Esp\u00edrito Santo. A Contraf-CUT fez uma edi\u00e7\u00e3o do material, destacando as principais quest\u00f5es focadas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Carl\u00e3o, que tamb\u00e9m preside a UNI Am\u00e9ricas Finan\u00e7as, tra\u00e7ou um paralelo entre a gest\u00e3o de uma entidade sindical e a compra de um apartamento na planta. \u201cVoc\u00ea assina o contrato e, em tr\u00eas anos, recebe um apartamento. No movimento sindical \u00e9 parecido: n\u00f3s recebemos os votos e, tr\u00eas anos depois, temos que apresentar o resultado das nossas a\u00e7\u00f5es\u201d, comparou.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Que conquistas foram alcan\u00e7adas nos \u00faltimos tr\u00eas anos?Que \u201capartamento\u201d est\u00e1 sendo entregue aos banc\u00e1rios ao final desta gest\u00e3o da Contraf?<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O principal neste \u201capartamento\u201d que estamos entregando, acima de tudo, \u00e9 a consolida\u00e7\u00e3o de uma dire\u00e7\u00e3o coesa, que apostou no trabalho em equipe, e com olhar para todo o pa\u00eds. Hoje temos um n\u00famero grande de diretores que visitaram a maioria dos sindicatos. N\u00e3o foi uma Contraf presidencialista. Todos os sindicatos t\u00eam falado que um dos pontos fortes desta gest\u00e3o \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o dos dirigentes da Contraf em todos estados e das entidades em todos os espa\u00e7os da Contraf.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Como aumentou essa participa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Na mesa de negocia\u00e7\u00e3o da Fenaban, por exemplo, temos sindicatos de v\u00e1rios estados do pa\u00eds. Houve tamb\u00e9m uma amplia\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o nas comiss\u00f5es de empresa e nas comiss\u00f5es tem\u00e1ticas. Isto foi fundamental para as conquistas, como o aumento real de sal\u00e1rio, a valoriza\u00e7\u00e3o do piso da categoria e avan\u00e7os na igualdade de oportunidades \u2013 como a amplia\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a maternidade e a inclus\u00e3o do parceiro homoafetivo no plano de sa\u00fade.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Que outros avan\u00e7os foram importantes?<\/strong><\/p>\n<p>Tivemos tamb\u00e9m avan\u00e7os na seguran\u00e7a, por exemplo, com a obrigatoriedade dos bancos informarem semestralmente os dados sobre assaltos e ataques e, uma conquista do ano passado, a proibi\u00e7\u00e3o do banc\u00e1rio transportar dinheiro. Houve avan\u00e7os na sa\u00fade, com o programa de combate ao ass\u00e9dio moral, que prev\u00ea que os sindicatos recebam as den\u00fancias dos banc\u00e1rios e encaminhem aos bancos, e que as entidades sejam informadas sobre o andamento da investiga\u00e7\u00e3o das den\u00fancias. Ainda na \u00e1rea da sa\u00fade, alcan\u00e7amos outra vit\u00f3ria no ano passado, com o direito do banc\u00e1rio avaliar os exames peri\u00f3dicos, que s\u00e3o v\u00e1lidos como exames demissionais, e informar se foram feitos de forma adequada.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Na sua opini\u00e3o, qual foi o grande avan\u00e7o da campanha nacional de 2011?<\/strong><\/p>\n<p>O grande avan\u00e7o que tivemos foi pol\u00edtico. Diziam que nunca conseguir\u00edamos aumento real porque isso contaminaria a infla\u00e7\u00e3o. Imagina: se os bancos n\u00e3o tivessem feito um acordo com aumento real, os demais setores jamais concederiam. Se com este lucro todo, o banco n\u00e3o der aumento real, quem \u00e9 que vai dar? A grande conquista que tivemos no ano passado foi essa vit\u00f3ria pol\u00edtica.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Que inova\u00e7\u00f5es foram marcantes na gest\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Tivemos os Cadernos Contraf. A gente fala muito de igualdade de oportunidades nos bancos, mas precisamos exercitar a igualdade de oportunidades dentro dos sindicatos, das federa\u00e7\u00f5es e da pr\u00f3pria confedera\u00e7\u00e3o. Come\u00e7amos a fazer mais pesquisas, public\u00e1-las nos Cadernos e cada dirigente sindical passou a receber um exemplar, etiquetado com seu nome. Esta \u00e9 uma demonstra\u00e7\u00e3o importante de que a Contraf faz pesquisas; que tem uma posi\u00e7\u00e3o de diretoria e n\u00e3o mais de pessoas; e que socializa as informa\u00e7\u00f5es e os documentos, para que os dirigentes possam ter instrumentos de negocia\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Outra inova\u00e7\u00e3o foi a Pesquisa do Emprego Banc\u00e1rio, feita em parceria com o Dieese, que teve muita repercuss\u00e3o na sociedade, desnudando a pol\u00edtica de rotatividade e a redu\u00e7\u00e3o dos postos de trabalho nos bancos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>N\u00f3s come\u00e7amos a fazer a pesquisa no in\u00edcio do mandato, a partir dos dados do Caged do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego. Ent\u00e3o, come\u00e7amos a observar que a rotatividade acontece somente aqui no Brasil \u2013 nenhum outro pa\u00eds da Am\u00e9rica Latina ou da Europa tem a rotatividade perversa que n\u00f3s temos aqui. Por isso dizemos que a rotatividade \u00e9 como jabuticaba \u2013 s\u00f3 tem no Brasil. Isso n\u00f3s descobrimos com a pesquisa. Em todos os setores da nossa economia h\u00e1 rotatividade, mas percebemos na pesquisa que, nos bancos, o sal\u00e1rio m\u00e9dio dos novos contratados \u00e9 54 % menor que o daqueles que foram demitidos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Por que os bancos usam e abusam da rotatividade?<\/strong><\/p>\n<p>Os bancos est\u00e3o se utilizando desta rotatividade para baixar custos. N\u00f3s temos conquistado aumento real de sal\u00e1rios, os bancos contratam, mas conseguem diminuir os custos de folha. E quando olhamos para outros setores da economia, a diferen\u00e7a entre os sal\u00e1rios dos novos e dos dispensados fica em torno de 3 %. Este \u00e9 um problema espec\u00edfico do setor banc\u00e1rio. A pesquisa apontou onde est\u00e1 o problema.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 preciso fazer para a rotatividade deixar de ser jabuticaba?<\/strong><\/p>\n<p>Quando n\u00f3s desnudamos esta realidade, por um lado, colocamos os bancos numa situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil. Mas, acima de tudo, isso nos traz um desafio, que \u00e9 descobrir que tipo de a\u00e7\u00e3o sindical \u2013 de negocia\u00e7\u00e3o e de mobiliza\u00e7\u00e3o \u2013 temos que adotar para romper com essa viol\u00eancia que os bancos est\u00e3o praticando. Foi depois destas pesquisas que, junto com a unidade e a for\u00e7a da mobiliza\u00e7\u00e3o, obtivemos avan\u00e7os no BB e na Caixa e conseguimos, pela primeira vez, incluir nos acordos espec\u00edficos destes bancos a contrata\u00e7\u00e3o de mais trabalhadores. Foram 10 mil no BB, em dois anos, e mais 10 mil na Caixa. Isso foi fruto destas pesquisas. Eu n\u00e3o tenho d\u00favidas de que, se quisermos ter emprego e remunera\u00e7\u00e3o de qualidade, temos que continuar investindo em pesquisas e dialogando com os dirigentes para se apropriarem destas informa\u00e7\u00f5es, buscando negocia\u00e7\u00f5es que, de fato, possam resultar em avan\u00e7os.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>E a luta pelo emprego decente?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00f3s ousamos na campanha nacional do ano passado quando colocamos no centro a quest\u00e3o do emprego decente, a partir da estrat\u00e9gia da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) e da CUT. Para garantir emprego decente, n\u00f3s precisamos acabar com a rotatividade, conquistar estabilidade no emprego. Mais: temos de assegurar um emprego saud\u00e1vel, onde n\u00e3o haja press\u00e3o por metas abusivas e ass\u00e9dio moral, para acabar com o adoecimento no trabalho. Precisamos de emprego seguro, sem mortes em assaltos e com condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a. E \u00e9 necess\u00e1rio propiciar uma aposentadoria digna, sem fator previdenci\u00e1rio e com previd\u00eancia complementar para todos os banc\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>O que voc\u00ea destaca na dire\u00e7\u00e3o da Contraf-CUT nos \u00faltimos tr\u00eas anos?<\/strong><\/p>\n<p>Temos, de fato, uma dire\u00e7\u00e3o formada por pessoas que priorizaram o seu tempo para serem dirigentes da Contraf-CUT. N\u00e3o havia isto antes. Muitos diretores apenas davam o nome para compor a dire\u00e7\u00e3o. Hoje temos um n\u00famero grande de pessoas que est\u00e3o l\u00e1 no dia a dia e s\u00e3o dirigentes qualificados, que conseguem pensar e elaborar pol\u00edticas, e tamb\u00e9m negociar. Mas isso n\u00e3o bastava, era preciso ter o convencimento dos sindicatos, que entenderam essa gest\u00e3o e participaram muito mais.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Esse \u00e9 o caminho para o movimento sindical?<\/strong><\/p>\n<p>O resultado de uma negocia\u00e7\u00e3o coletiva \u00e9 fruto de um processo, que \u00e9 feito com a qualifica\u00e7\u00e3o dos dirigentes, a unidade nacional, o convencimento dos sindicatos e, acima de tudo, a mobiliza\u00e7\u00e3o a partir dos sindicatos, na base da categoria. N\u00e3o tenho d\u00favida: os sindicatos, hoje, est\u00e3o dialogando muito mais com os banc\u00e1rios, ocupando os espa\u00e7os na sociedade.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 o segredo da negocia\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Antes, t\u00ednhamos boas informa\u00e7\u00f5es, mas morr\u00edamos nas negocia\u00e7\u00f5es porque os trabalhadores sequer sabiam que est\u00e1vamos negociando alguns temas. Hoje temos os sindicatos participando da negocia\u00e7\u00e3o, os banc\u00e1rios informados e mobilizados e conseguimos fazer o di\u00e1logo coma sociedade, o que \u00e9 importante n\u00e3o s\u00f3 para termos o apoio da popula\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m para mostrar as mazelas que os bancos praticam. Assim, tivemos boa participa\u00e7\u00e3o dos sindicatos, dos dirigentes da Contraf e tamb\u00e9m, muito boa, dos trabalhadores. E tamb\u00e9m, com uma exposi\u00e7\u00e3o desses problemas na sociedade, conseguimos colocar os bancos numa situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil e avan\u00e7amos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A constru\u00e7\u00e3o da unidade dos trabalhadores do sistema financeiro \u00e9 uma prioridade?<\/strong><\/p>\n<p>A unidade foi uma marca nos \u00faltimos tr\u00eas anos. Antes, era comum haver calend\u00e1rios diferentes para negocia\u00e7\u00f5es com a Fenaban, \u00edndices reivindicados diferentes, sindicatos que entravam e saiam da greve antes ou depois. Isto tudo enfraquecia muito o movimento. O esfor\u00e7o coordenado pela Contraf \u2013 e os sindicatos responderam de maneira positiva \u2013 foi a constru\u00e7\u00e3o da unidade. Dialogamos, at\u00e9, com sindicatos n\u00e3o cutistas, alguns at\u00e9 que estavam fora do Comando Nacional.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>O esfor\u00e7o pela unidade envolveu tamb\u00e9m outras centrais sindicais?<\/strong><\/p>\n<p>Eu dialoguei com outras centrais e a Contec. Nos \u00faltimos dois anos, as duas confedera\u00e7\u00f5es tiveram o mesmo \u00edndice e o mesmo calend\u00e1rio. N\u00e3o tenho d\u00favidas de que os avan\u00e7os que tivemos na Conven\u00e7\u00e3o Coletiva de Trabalho (CCT) s\u00e3o fruto de um grau muito maior de unidade dos sindicatos \u2013 cutistas e n\u00e3o cutistas \u2013 porque enxergaram na Contraf essa capacidade de coordena\u00e7\u00e3o e articula\u00e7\u00e3o do processo. Isso foi fundamental na mesa de negocia\u00e7\u00e3o, os bancos perceberam que essa unidade estava muito forte. Por isso que, na greve do ano passado, a cada dia aumentava o n\u00famero de ag\u00eancias paradas, porque n\u00f3s t\u00ednhamos o controle do processo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>E a representa\u00e7\u00e3o de todos os trabalhadores do ramo financeiro?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00f3s queremos construir uma conven\u00e7\u00e3o coletiva para cada uma das categorias dentro do ramo financeiro. Hoje j\u00e1 temos uma s\u00f3 para banc\u00e1rios, uma s\u00f3 para financi\u00e1rios e acordo coletivo para cooperativ\u00e1rios e tamb\u00e9m um para os trabalhadores do mercado de capitais, que s\u00e3o os funcion\u00e1rios da bolsa de valores e das corretoras. Queremos tamb\u00e9m fazer uma CCT para os securit\u00e1rios. N\u00f3s representamos todos estes trabalhadores, isto para n\u00f3s \u00e9 estrat\u00e9gico. Por isso vimos ampliando, ainda que a passos lentos, essa representa\u00e7\u00e3o. Inclusive porque os trabalhadores est\u00e3o enxergando neste modelo de negocia\u00e7\u00e3o um grande espa\u00e7o para valorizar suas CCTs. Esse \u00e9 tamb\u00e9m um reconhecimento desta nossa pol\u00edtica acertada.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>E o pr\u00f3ximo \u201capartamento\u201d, que deve ser prometido para ser entregue daqui a tr\u00eas anos?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00f3s desenvolvemos um projeto de forma\u00e7\u00e3o em que todo dirigente sindical tinha que ter acesso a uma forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Saber da estrutura e da pr\u00e1tica sindical banc\u00e1ria, quais os espa\u00e7os de negocia\u00e7\u00e3o, o papel de uma federa\u00e7\u00e3o, de uma confedera\u00e7\u00e3o, de uma central sindical. Quem vem para o sindicalismo tem que ter uma no\u00e7\u00e3o geral. Mas nem todo mundo que tem afinidade pelo mesmo tema.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Isso significa investir para qualificar o dirigente sindical?<\/strong><\/p>\n<p>Precisamos continuar com esse curso b\u00e1sico, mas tamb\u00e9m devemos fazer m\u00f3dulos de especializa\u00e7\u00e3o sobre sistema financeiro, terceiriza\u00e7\u00e3o, negocia\u00e7\u00e3o coletiva e sa\u00fade, dentre outros temas. Assim. daqui a tr\u00eas anos, poder\u00edamos entregar um \u201capartamento\u201d em que ter\u00edamos, por exemplo, 30 dirigentes especializados em 10 temas, o que representaria 300 especialistas no movimento. Hoje j\u00e1 temos dirigentes como o Miguel Pereira, que \u00e9 especialista na \u00e1rea de terceiriza\u00e7\u00e3o e fala n\u00e3o s\u00f3 pela Contraf, mas tamb\u00e9m pela CUT Nacional. Temos o Pl\u00ednio Pav\u00e3o, que \u00e9 especialista na \u00e1rea de sa\u00fade do trabalhador. Queremos pegar este modelo e, com nossa pol\u00edtica de forma\u00e7\u00e3o, dar condi\u00e7\u00f5es para que os dirigentes de todo o pa\u00eds possam se especializar.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Por que a forma\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante?<\/strong><\/p>\n<p>Para que possamos transformar n\u00e3o s\u00f3 a realidade do banc\u00e1rio, mas a realidade da sociedade, porque pertencemos \u00e0 classe dos trabalhadores. Devemos aproveitar este momento em que o Brasil \u00e9 o sexto pa\u00eds mais rico do mundo para deixarmos de ser o 12\u00ba pior em distribui\u00e7\u00e3o de renda.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Qual deve ser o papel do movimento sindical para transformar a sociedade?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o podemos ficar assistindo, mas sermos protagonistas e atores sociais. Precisamos nos mobilizar cada vez mais e disputar a hegemonia na sociedade. Para tanto, \u00e9 fundamental debater as grandes reformas. Por exemplo, qual vai ser nosso posicionamento na reforma tribut\u00e1ria, que vai discutir o papel do Estado? Qual vai ser nosso papel na reforma pol\u00edtica, que vai discutir o Congresso que queremos. E, acima de tudo, na reforma do sistema financeiro, para discutir que banco e que sistema financeiro temos e o que queremos. Por isso, \u00e9 importante que os dirigentes sindicais se especializem, para que os trabalhadores enxerguem no movimento sindical e nos sindicalistas as refer\u00eancias para uma sociedade mais justa, mais fraterna e mais igualit\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>Fonte: Contraf-CUT<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, fez um balan\u00e7o positivo da gest\u00e3o 2009-2012 que est\u00e1 encerrando o mandato no dia 13 de abril. 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