{"id":8106,"date":"2019-12-18T17:34:06","date_gmt":"2019-12-18T20:34:06","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/enquanto-informalidade-no-mercado-de-trabalho-cresce-taxa-de-sindicalizacao-diminui\/"},"modified":"2019-12-18T17:34:06","modified_gmt":"2019-12-18T20:34:06","slug":"enquanto-informalidade-no-mercado-de-trabalho-cresce-taxa-de-sindicalizacao-diminui","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/enquanto-informalidade-no-mercado-de-trabalho-cresce-taxa-de-sindicalizacao-diminui\/","title":{"rendered":"Enquanto informalidade no mercado de trabalho cresce, taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o diminui"},"content":{"rendered":"<p>De 92,3 milh\u00f5es de ocupados no Brasil no ano passado, 11,5 milh\u00f5es eram associados a alguma entidade sindical, de acordo com o IBGE. Isso corresponde a uma taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o de 12,5%, a menor da recente s\u00e9rie hist\u00f3rica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua. Em 2012, o percentual era de 16,1%. A queda pode estar associada <a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/economia\/2019\/12\/novo-mercado-tem-cada-vez-mais-pessoas-trabalhando-em-veiculos-ambulantes-e-entregadores\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ao crescente n\u00famero de pessoas trabalhando com aplicativos, nas ruas, em casa e por conta pr\u00f3pria, como demonstra outro levantamento do instituto<\/a>, tamb\u00e9m divulgado nesta quarta-feira (18). De 2017 para 2018, a perda foi de 1,5 milh\u00e3o de trabalhadores sindicalizados.<\/p>\n<p>A queda foi generalizada, mas as taxas de sindicaliza\u00e7\u00e3o variam bastante conforme o setor. Na \u00e1rea p\u00fablica, representa o dobro da m\u00e9dia geral, com 25,7%. Entre os trabalhadores do setor privado com carteira assinada, tamb\u00e9m est\u00e1 acima da m\u00e9dia, chegando a 16% \u2013 eram 20,9% em 2012. J\u00e1 entre os sem carteira, o percentual despenca e vai a 4,5%, e fica um pouco maior no grupo de trabalhadores por conta pr\u00f3pria (7,6%). As principais retra\u00e7\u00f5es foram apuradas entre os empregadores (de 15,6% para 12,3%, menos 3,3 pontos percentuais) e pelos trabalhadores formais do setor privado (menos 3,1 pontos).<\/p>\n<p>\u201c<big>Em todos os n\u00edveis de instru\u00e7\u00e3o houve queda na taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o, mas quanto maior o n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o, maior era a taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o\u201d, informa o IBGE. No grupo de trabalhadores com ensino fundamental completo e m\u00e9dio incompleto, a taxa \u00e9 de 8,1%. Mesmo com queda, os ocupados com n\u00edvel superior completo chegam a a 20,3%.<\/big><\/p>\n<h5>Maior no Nordeste<\/h5>\n<p><big>A<\/big>\u00a0taxa caiu em todas as regi\u00f5es brasileiras. No Sudeste, por exemplo, a retra\u00e7\u00e3o foi de 12,1%, com menos 683 mil sindicalizados. O Norte perdeu 180 mil e o Centro-Oeste, 192 mil, com redu\u00e7\u00e3o de 20% nos dois casos. A maior taxa \u00e9 do Nordeste: 14,1%. Em seguida, v\u00eam Sul (13,9%), Sudeste (12%), Centro-Oeste (10,3%) e Norte (10,1%).<\/p>\n<p>Ainda segundo a pesquisa, de 27,9 milh\u00f5es de pessoas ocupadas como empregadores ou trabalhadores por conta pr\u00f3pria, 1,556 milh\u00e3o (5,6%) eram associados a uma cooperativa de trabalho ou produ\u00e7\u00e3o. Entre os trabalhadores dom\u00e9sticos, a taxa \u00e9 ainda menor: 2,8% de sindicalizados, ante 3,1% no ano anterior.<\/p>\n<p>Entre os setores econ\u00f4micos, a maior taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o, 22%, estava no grupo que re\u00fane admnistra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, defesa e seguridade social, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade humana e servi\u00e7os sociais. Em seguida, com 19,1%, agricultura, pecu\u00e1ria, produ\u00e7\u00e3o florestal, pesca e aquicultura. Na ind\u00fastria, a taxa \u00e9 de 15,2%, queda de 2,1 pontos em rela\u00e7\u00e3o a 2017. A do com\u00e9rcio fica abaixo da m\u00e9dia geral (8,1%).<\/p>\n<h5>Defesa de direitos<\/h5>\n<p>Alguns sindicatos t\u00eam m\u00e9dia bastante superior \u00e0 nacional, casos, por exemplos, dos Banc\u00e1rios de S\u00e3o Paulo, dos Professores do Ensino Oficial do Estado (Apeoesp) e dos Metal\u00fargicos do ABC. As entidades procuram enfatizar a import\u00e2ncia da sindicaliza\u00e7\u00e3o para garantir, por exemplo, a manuten\u00e7\u00e3o dos acordos coletivos e evitar perda de direitos, ainda mais em tempos de flexibiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os banc\u00e1rios, por exemplo, t\u00eam uma conven\u00e7\u00e3o coletiva de abrang\u00eancia nacional. O acordo celebrado em 2018 tem garantia de dois anos. Recentemente, nova negocia\u00e7\u00e3o evitou mudan\u00e7as na jornada da categoria, possibilidade que havia sido aberta com a Medida Provis\u00f3ria 905. Os metal\u00fargicos tamb\u00e9m fecharam acordos nos diversos grupos econ\u00f4micos, garantindo reajuste e manuten\u00e7\u00e3o das cl\u00e1usulas sociais.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) lan\u00e7ou uma campanha para lembrar aos trabalhadores a import\u00e2ncia da atua\u00e7\u00e3o sindical. Conquistas como f\u00e9rias, 13\u00ba sal\u00e1rio e jornadas menores n\u00e3o s\u00e3o obtidas por \u201cbondade\u201d patronal, mas representam resultados de mobiliza\u00e7\u00e3o. S\u00f3 entre 2012 e 2017, foram celebradas 53 mil conven\u00e7\u00f5es coletivas de trabalho no pa\u00eds.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Fonte: Rede Brasil Atual<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De 92,3 milh\u00f5es de ocupados no Brasil no ano passado, 11,5 milh\u00f5es eram associados a alguma entidade sindical, de acordo com o IBGE. Isso corresponde a uma taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o de 12,5%, a menor da recente s\u00e9rie hist\u00f3rica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua. Em 2012, o percentual era de 16,1%. 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