{"id":7964,"date":"2019-11-26T14:13:51","date_gmt":"2019-11-26T17:13:51","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/mulher-negra-trabalha-o-dobro-do-tempo-para-obter-salario-de-homem-branco\/"},"modified":"2019-11-26T14:13:51","modified_gmt":"2019-11-26T17:13:51","slug":"mulher-negra-trabalha-o-dobro-do-tempo-para-obter-salario-de-homem-branco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/mulher-negra-trabalha-o-dobro-do-tempo-para-obter-salario-de-homem-branco\/","title":{"rendered":"Mulher negra trabalha o dobro do tempo para obter sal\u00e1rio de homem branco"},"content":{"rendered":"<p>A popula\u00e7\u00e3o negra no Brasil ainda sofre com condi\u00e7\u00f5es desiguais no mercado de trabalho. Al\u00e9m do n\u00edvel de desocupa\u00e7\u00e3o maior, aqueles que conseguem uma vaga de emprego trabalham mais e recebem menos. A dist\u00e2ncia entre brancos e negros passa tamb\u00e9m pela escolaridade e por postos de trabalhos ocupados. A an\u00e1lise foi sistematizada pelo Dieese, com base na pesquisa Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/economia\/2019\/11\/trabalho-informal-desemprego\/\">(Pnad), do IBGE.<\/a>\u00a0Divididos por g\u00eanero, ra\u00e7a, etnia e regi\u00e3o do pa\u00eds, os dados do segundo trimestre deste ano s\u00e3o tra\u00e7ados ponto a ponto, evidenciando tra\u00e7os\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/trabalho\/2019\/06\/pesquisa-mostra-que-racismo-tambem-e-um-problema-economico\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0do racismo e do machismo no Brasil<\/a>.<\/p>\n<p>Uma mulher negra, por exemplo, precisa trabalhar 55 minutos a mais para recolher o mesmo que um homem branco ganha em uma hora. J\u00e1 para os homens negros, o n\u00famero \u00e9 de 45 minutos a mais de trabalho. A economista Patr\u00edcia Pelatieri, coordenadora de pesquisas do Dieese, comenta o resultado do levantamento. \u201cOs dados comprovam um sentimento posto na sociedade. Existe uma desigualdade enorme no mercado de trabalho e no recorte de etnia e g\u00eaneros se aprofunda ainda mais\u201d, afirmou, em entrevista \u00e0 rep\u00f3rter Emilly Dulce, do\u00a0<em>Brasil de Fato<\/em>, em mat\u00e9ria veiculada na\u00a0<strong>R\u00e1dio Brasil Atual<\/strong>.<\/p>\n<p>O\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/economia\/2019\/10\/desemprego-mercado-trabalho-precariedade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">rendimento m\u00e9dio por hora trabalhada<\/a>\u00a0tamb\u00e9m apresenta desigualdade de g\u00eanero e etnia no pa\u00eds, conforme explica a economista. Enquanto a m\u00e9dia dos negros \u00e9 de R$ 11 para homens e R$ 10, para mulheres, para as pessoas brancas \u00e9 R$ 19 para homens e R$ 17, para mulheres. \u201cEm todos os estados, os negros recebem 30% menos que os n\u00e3o negros, em m\u00e9dia\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>No Brasil, apesar da popula\u00e7\u00e3o negra ser maioria, a desigualdade de oportunidade se repete nas cinco regi\u00f5es. Em S\u00e3o Paulo, enquanto a mulher negra ganha R$ 10,82, por hora, o homem branco angaria R$ 21,84.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Fonte: Rede Brasil Atual<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A popula\u00e7\u00e3o negra no Brasil ainda sofre com condi\u00e7\u00f5es desiguais no mercado de trabalho. Al\u00e9m do n\u00edvel de desocupa\u00e7\u00e3o maior, aqueles que conseguem uma vaga de emprego trabalham mais e recebem menos. 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