{"id":7876,"date":"2019-11-06T14:51:14","date_gmt":"2019-11-06T17:51:14","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/brasil-2018-13-5-milhoes-na-extrema-pobreza-2-4-milhoes-nem-nem-e-desigualdade-em-alta\/"},"modified":"2019-11-06T14:51:14","modified_gmt":"2019-11-06T17:51:14","slug":"brasil-2018-13-5-milhoes-na-extrema-pobreza-2-4-milhoes-nem-nem-e-desigualdade-em-alta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/brasil-2018-13-5-milhoes-na-extrema-pobreza-2-4-milhoes-nem-nem-e-desigualdade-em-alta\/","title":{"rendered":"Brasil 2018: 13,5 milh\u00f5es na extrema pobreza, 2,4 milh\u00f5es \u2018nem-nem\u2019 e desigualdade em alta"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil tinha 13,5 milh\u00f5es de pessoas na extrema pobreza em 2018, 6,5% da popula\u00e7\u00e3o, n\u00edvel recorde desde 2012, segundo a S\u00edntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada hoje (6) pelo IBGE. O instituto adota crit\u00e9rio do Banco Mundial, que inclui na extrema pessoa quem tem renda mensal per capita inferior a US$ 1,90 por dia. \u201cEsse n\u00famero \u00e9 equivalente \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de Bol\u00edvia, B\u00e9lgica, Cuba, Gr\u00e9cia e Portugal\u201d, diz o IBGE. A pesquisa inclui outros dados negativos, como a desigualdade no mercado de trabalho, e a chamada gera\u00e7\u00e3o \u201cnem-nem\u201d.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/economia\/2019\/11\/pobre-nao-poupa-diz-ministro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Recentemente, o ministro da Economia, Paulo Guedes, queixou-se que os pobres \u201cconsomem tudo\u201d o que ganham.<\/a><\/p>\n<p>Em um momento de corte de gastos p\u00fablicos, o gerente do estudo, Andr\u00e9 Sim\u00f5es, afirma a necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para esse segmento mais vulner\u00e1vel da popula\u00e7\u00e3o. \u201cEsse grupo necessita de cuidados maiores que seriam, por exemplo, pol\u00edticas p\u00fablicas de transfer\u00eancia de renda e de dinamiza\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho. \u00c9 fundamental que as pessoas tenham acesso aos programas sociais e que tenham condi\u00e7\u00f5es de se inserir no mercado de trabalho para terem acesso a uma renda que as tirem da situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza\u201d, afirma o IBGE.<\/p>\n<p>O pa\u00eds tem tamb\u00e9m 52,5 milh\u00f5es na chamada linha da pobreza, vivendo com menos de R$ 420<em>\u00a0per capita<\/em>\u00a0por m\u00eas. O \u00edndice at\u00e9 caiu de 2017 para 2018, de 26,5% para 25,3% da popula\u00e7\u00e3o, mas, como lembra o instituto, est\u00e1 longe do melhor resultado da s\u00e9rie: 22,8%, em 2014. \u201cEm 2012, foi registrado o maior n\u00edvel da s\u00e9rie para a pobreza, 26,5%, seguido de queda de 4 pontos percentuais em 2014. A partir de 2015, com a crise econ\u00f4mica e pol\u00edtica e a redu\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho, os percentuais de pobreza passaram a subir com pequena queda em 2018, que n\u00e3o chega a ser uma mudan\u00e7a de tend\u00eancia\u201d, diz o analista Pedro Rocha de Moraes.<\/p>\n<p>Mesmo o valor do indicador de pobreza do Bolsa Fam\u00edlia, R$ 89, \u00e9 inferior ao par\u00e2metro global, equivalente a R$ 145. Mas o pesquisador do IBGE Leonardo\u00a0Athias observa que, em 2011, o valor de R$ 70 para o BF era compat\u00edvel com o valor global da \u00e9poca, de US$ 1,25 por dia. \u201cPor falta de corre\u00e7\u00f5es monet\u00e1rias, hoje o valor de R$ 89 \u00e9 abaixo do valor global indicado pelo Banco Mundial\u201d, acrescentou.<\/p>\n<h5>Brancos ganham 74% a mais que negros<\/h5>\n<p>Em outro aspecto da pesquisa, o IBGE mostrou que no ano passado pretos e pardos \u2013 classifica\u00e7\u00e3o usada pelo instituto \u2013 correspondiam a dois ter\u00e7os (66%) dos chamados subocupados por insufici\u00eancia de horas \u2013 quem trabalha menos de 40 horas semanais e gostaria de trabalhar mais. As mulheres, que s\u00e3o 43,7% dos ocupados, correspondem a 54,6% dos subocupados.<\/p>\n<p>A taxa de desemprego para a popula\u00e7\u00e3o preta e parda foi de 14,1%. Entre os brancos, 9,5%, e eles tamb\u00e9m ganhavam, em m\u00e9dia, 73,9% a mais. Quando se calcula o rendimento-hora, a diferen\u00e7a \u00e9 de 68,3%. Dos pretos e pardos, 47,3% est\u00e3o na informalidade, ante 34,6% dos brancos.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com o IBGE, 2,4 milh\u00f5es de jovens de 15 a 29 anos n\u00e3o estudavam nem trabalham em 2018, a chamada gera\u00e7\u00e3o \u201cnem-nem\u201d. O total corresponde a 23% das pessoas nessa faixa est\u00e1ria. \u201cEste patamar coloca o Brasil entre os cinco piores colocados entre os 41 pa\u00edses membros ou parceiros da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE)\u201d, observa o instituto.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Fonte: Rede Brasil Atual<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil tinha 13,5 milh\u00f5es de pessoas na extrema pobreza em 2018, 6,5% da popula\u00e7\u00e3o, n\u00edvel recorde desde 2012, segundo a S\u00edntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada hoje (6) pelo IBGE. 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