{"id":7588,"date":"2019-09-20T14:49:53","date_gmt":"2019-09-20T17:49:53","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/degradacao-da-amazonia-cresce-675-em-agosto-desmatamento-aumentou-63\/"},"modified":"2019-09-20T14:49:53","modified_gmt":"2019-09-20T17:49:53","slug":"degradacao-da-amazonia-cresce-675-em-agosto-desmatamento-aumentou-63","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/degradacao-da-amazonia-cresce-675-em-agosto-desmatamento-aumentou-63\/","title":{"rendered":"Degrada\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia cresce 675% em agosto; desmatamento aumentou 63%"},"content":{"rendered":"<p>Os \u00edndices de<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/ambiente\/2019\/09\/governo-bolsonaro-agrava-crimes-contra-a-amazonia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0desmatamento na Amaz\u00f4nia<\/a>\u00a0seguem\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/ambiente\/2019\/09\/destruicao-amazonia-patrimonio-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">em alta<\/a>. Em agosto desse ano, foram detectados 886 quil\u00f4metros quadrados de desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal, de acordo com o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD). Em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas no ano anterior, esse n\u00famero representa aumento de 63%. Em 2018, foram registrados 545 quil\u00f4metros quadrados de devasta\u00e7\u00e3o. O aumento tem sido constante, com amplia\u00e7\u00e3o significativa resultado das\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/ambiente\/2019\/09\/governo-bolsonaro-agrava-crimes-contra-a-amazonia\/\">pol\u00edticas do governo de Jair Bolsonaro<\/a>\u00a0(PSL).<\/p>\n<p>Os dados s\u00e3o ainda mais alarmantes quando as<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/ambiente\/2019\/09\/defensores-floresta-dizimados\/\">\u00a0queimadas e extra\u00e7\u00f5es seletivas<\/a>\u00a0de madeira s\u00e3o levadas em conta, em um \u00edndice chamado de \u201cdegrada\u00e7\u00e3o\u201d. Nesse cen\u00e1rio, foram computados 922 quil\u00f4metros quadrados, aumento de 675% em compara\u00e7\u00e3o com agosto do ano anterior, que registrou 19 quil\u00f4metros quadrados. Destaque negativo para o estado do Mato Grosso, que contabiliza 45% do total, e do Par\u00e1, com 42%.<\/p>\n<p>O \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel por analisar os dados do SAD \u00e9 o\u00a0<a href=\"https:\/\/imazon.org.br\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz\u00f4nia (Imazon)<\/a>. Eles explicam a diferen\u00e7a entre os dois \u00edndices: \u201cCaracteriza-se desmatamento como o processo de destrui\u00e7\u00e3o total e permanente de uma \u00e1rea verde. Na maioria das vezes, essa floresta \u00e9 convertida em \u00e1reas de pasto. J\u00e1 a degrada\u00e7\u00e3o \u00e9 caracterizada pelo corte raso e seletivo das \u00e1rvores, normalmente para fins de comercializa\u00e7\u00e3o da madeira. Outros exemplos de degrada\u00e7\u00e3o s\u00e3o os inc\u00eandios florestais, muitas vezes usados para abertura de clareiras\u201d.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-378715\" src=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/desmatamento-gr%C3%A1fico-1024x745.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/desmatamento-gr\u00e1fico-1024x745.jpg 1024w, https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/desmatamento-gr\u00e1fico-360x262.jpg 360w, https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/desmatamento-gr\u00e1fico-768x559.jpg 768w, https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/desmatamento-gr\u00e1fico-585x426.jpg 585w, https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/desmatamento-gr\u00e1fico.jpg 1109w\" alt=\"Imazon\/SAD\" width=\"1024\" height=\"745\" \/><\/p>\n<h3>Piores cen\u00e1rios<\/h3>\n<p>Neste m\u00eas, 48% do desmatamento na Amaz\u00f4nia ocorreu em \u00e1reas p\u00fablicas ou privadas em diferentes est\u00e1gios de posse. Em sequ\u00eancia, 23% foram em assentamentos, 20% em unidades de conserva\u00e7\u00e3o e 9% em terras ind\u00edgenas. Os munic\u00edpios que mais desmataram foram Altamira e S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu, ambos no Par\u00e1. Apenas neste munic\u00edpios foram desmatados 92 e 60 quil\u00f4metros quadrados respectivamente.<\/p>\n<p>A partir de agosto, o SAD come\u00e7ou a medir o desmatamento no Maranh\u00e3o, o que n\u00e3o fazia at\u00e9 ent\u00e3o. Entretanto, os n\u00fameros apresentados n\u00e3o contabilizam a devasta\u00e7\u00e3o no estado, para n\u00e3o prejudicar a compara\u00e7\u00e3o. Os dados para a unidade nordestina ser\u00e3o apresentados \u00e0 parte. Foram detectados sete quil\u00f4metros quadrados na Amaz\u00f4nia maranhense, que representa 24% do territ\u00f3rio.<\/p>\n<h3>O sistema<\/h3>\n<p>O Imazon realiza o trabalho de monitoramento e divulga\u00e7\u00e3o do desmatamento na Amaz\u00f4nia h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada. \u201cO Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) \u00e9 uma ferramenta de monitoramento, baseada em imagens de sat\u00e9lites, desenvolvida pelo Imazon para reportar mensalmente o ritmo do desmatamento e da degrada\u00e7\u00e3o florestal da Amaz\u00f4nia. Operando desde 2008, atualmente o SAD utiliza os sat\u00e9lites Landsat 7 (sensor ETM+), Landsat 8 (OLI), Sentinel 1A e 1B, e Sentinel 2A e 2b (MSI) com os quais \u00e9 poss\u00edvel detectar desmatamentos a partir de 1 hectare mesmo sob condi\u00e7\u00e3o de nuvens\u201d, explicam.<\/p>\n<p><strong>Fonte: Rede Brasil Atual<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os \u00edndices de\u00a0desmatamento na Amaz\u00f4nia\u00a0seguem\u00a0em alta. Em agosto desse ano, foram detectados 886 quil\u00f4metros quadrados de desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal, de acordo com o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD). Em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas no ano anterior, esse n\u00famero representa aumento de 63%. Em 2018, foram registrados 545 quil\u00f4metros quadrados de devasta\u00e7\u00e3o. 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