{"id":7561,"date":"2019-09-17T13:28:47","date_gmt":"2019-09-17T16:28:47","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/numero-de-greves-por-atraso-no-pagamento-de-salario-cresceu-no-primeiro-semestre\/"},"modified":"2019-09-17T13:28:47","modified_gmt":"2019-09-17T16:28:47","slug":"numero-de-greves-por-atraso-no-pagamento-de-salario-cresceu-no-primeiro-semestre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/numero-de-greves-por-atraso-no-pagamento-de-salario-cresceu-no-primeiro-semestre\/","title":{"rendered":"N\u00famero de greves por atraso no pagamento de sal\u00e1rio cresceu no primeiro semestre"},"content":{"rendered":"<p>A principal motiva\u00e7\u00e3o para as greves no setor privado no primeiro semestre de 2019 foi o atraso no pagamento de sal\u00e1rios, aponta levantamento elaborado pelo Dieese. De acordo com o instituto, 56,3% das paralisa\u00e7\u00f5es foram deflagrados devido a atrasos salariais, ante 49,1% em igual per\u00edodo do ano passado. No funcionalismo p\u00fablico e nas empresas estatais, a principal reivindica\u00e7\u00e3o foi reajuste, mas em menor propor\u00e7\u00e3o se comparado ao ano anterior.<\/p>\n<p>Segundo o Dieese, no setor privado, depois do atraso no pagamento, o segundo fator foi relacionado a alimenta\u00e7\u00e3o: de 23,8%, em 2018, para 27,6% nos primeiros seis meses deste ano. S\u00e3o paralisa\u00e7\u00f5es identificadas como \u201cdefensivas\u201d, ou seja, para manter direitos. As greves por reajuste salarial passaram de 16,8% para 14,9%.<\/p>\n<p>Os dados se relacionam com o levantamento relativo a todo o ano de 2018: 37,9% das greves realizadas tiveram como principal estopim o atraso no pagamento \u2013 de sal\u00e1rio, f\u00e9rias, 13\u00ba ou do piso profissional. Em seguida, 37% das paralisa\u00e7\u00f5es foram por reajuste salarial ou do piso.<\/p>\n<p>De janeiro a junho deste ano, o Dieese registrou 529 greves no pa\u00eds, ante 899 em igual per\u00edodo de 2018. Foram 258 na esfera p\u00fablica (funcionalismo e estatais) e 268 no setor privado, al\u00e9m de tr\u00eas envolvendo ambos. O n\u00famero caiu neste ano, assim como j\u00e1 havia ocorrido em 2018 e 2017 em rela\u00e7\u00e3o aos per\u00edodos imediatamente anteriores. Ao analisar o resultado do ano passado, o instituto j\u00e1 havia apontado \u201cum novo momento\u201d na realiza\u00e7\u00e3o de paralisa\u00e7\u00f5es, a partir da piora nos indicadores de emprego e nos ganhos salariais.<\/p>\n<p>\u201cA \u00eanfase defensiva da pauta das greves continua, mas observam-se importantes descontinuidades. As pautas reivindicat\u00f3rias \u2013 que at\u00e9 ent\u00e3o apresentavam crescente complexidade, com a adi\u00e7\u00e3o, a cada ano, de itens reivindicat\u00f3rios relativos a diversos aspectos da rela\u00e7\u00e3o empregat\u00edcia \u2013 esvaziam-se e, muitas vezes, s\u00e3o reduzidas a uma s\u00f3 exig\u00eancia, imediata, urgente, como no caso das frequentes mobiliza\u00e7\u00f5es contra o atraso no pagamento de sal\u00e1rios\u201d, afirma o Dieese. \u201cAssim, as informa\u00e7\u00f5es reveladas pelas greves dos trabalhadores permitem resumir<br \/>a mudan\u00e7a dos cen\u00e1rios econ\u00f4micos de 2012 a 2018 no contraste entre uma pauta reivindicat\u00f3ria complexa, crescente e inclusive defensiva, e a pauta atual \u2013 simples, reduzida e quase somente defensiva.\u201d<\/p>\n<h5>De 500 para 1.400<\/h5>\n<p>O instituto tamb\u00e9m faz uma pondera\u00e7\u00e3o sobre a quantidade de greves no Brasil: \u201cApesar da diminui\u00e7\u00e3o da quantidade de greves realizadas desde 2017, o n\u00famero registrado em 2018 (1453) ainda \u00e9 expressivamente superior aos patamares verificados antes de 2013, quando ocorriam cerca de 500 paralisa\u00e7\u00f5es ao ano\u201d. Pela s\u00e9rie hist\u00f3rica do Dieese, o recorde de greves \u00e9 de 2016: 2.114. Os tr\u00eas anos anteriores registraram resultados pr\u00f3ximos: 2.057 em 2013, 2.085 em 2014 e 1.964 em 2015. Este \u00faltimo resultado praticamente se repetiu em 1989, marcado por uma greve geral (1.962). De 1997 a 2012, o n\u00famero oscilou entre 300 e 900.<\/p>\n<p>Nas 236 greves no funcionalismo p\u00fablico registrados pelo Dieese no primeiro semestre, o principal fator foi reajuste salarial, ainda que em menor propor\u00e7\u00e3o: 53,4%, ante 57,4% em 2018. A reivindica\u00e7\u00e3o \u201ccondi\u00e7\u00f5es de trabalho\u201d aparece em segundo lugar, tamb\u00e9m caindo, de 26% para 23,7%, assim como plano de cargos e sal\u00e1rios (de 22,5% para 19,5%). J\u00e1 o item \u201catraso\u201d no pagamento aumentou de 14,6% para 17,4%. Quase 73% das greves foram no \u00e2mbito municipal.<\/p>\n<p>Entre as empresas estatais, com 22 paralisa\u00e7\u00f5es, o reajuste salarial segue figurando como principal fator, com 22,7%, bem menos do que em 2018 (34,1%). E o item alimenta\u00e7\u00e3o subiu de 11,4% para 31,8%.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Fonte: Rede Brasil Atual<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A principal motiva\u00e7\u00e3o para as greves no setor privado no primeiro semestre de 2019 foi o atraso no pagamento de sal\u00e1rios, aponta levantamento elaborado pelo Dieese. De acordo com o instituto, 56,3% das paralisa\u00e7\u00f5es foram deflagrados devido a atrasos salariais, ante 49,1% em igual per\u00edodo do ano passado. 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