{"id":7412,"date":"2019-08-22T03:42:18","date_gmt":"2019-08-22T06:42:18","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/juros-do-cheque-especial-batem-recorde-e-penalizam-a-sociedade\/"},"modified":"2019-08-22T03:42:18","modified_gmt":"2019-08-22T06:42:18","slug":"juros-do-cheque-especial-batem-recorde-e-penalizam-a-sociedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/juros-do-cheque-especial-batem-recorde-e-penalizam-a-sociedade\/","title":{"rendered":"Juros do cheque especial batem recorde e penalizam a sociedade"},"content":{"rendered":"<p>Em junho deste ano, o Banco Central registrou a <a href=\"https:\/\/spbancarios.com.br\/08\/2019\/mesmo-com-selic-em-6-cheque-especial-chega-322\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">maior taxa m\u00e9dia de juros<\/a> do cheque especial da s\u00e9rie hist\u00f3rica: 322,23% ao ano. Em 1994, pior ano at\u00e9 ent\u00e3o, a taxa chegou a 293,95% ao ano. Para a presidenta da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Juvandia Moreira, a situa\u00e7\u00e3o al\u00e9m de facilitar o aumento do endividamento do cidad\u00e3o, prejudica toda a popula\u00e7\u00e3o, levando a queda nos investimentos, desemprego e aumento das desigualdades sociais. \u201cA manuten\u00e7\u00e3o de taxas de juros altas suga o dinheiro da sociedade. O dinheiro \u00e9 utilizado por quem tem dinheiro para ter mais dinheiro. Quem n\u00e3o tem dinheiro \u00e9 exclu\u00eddo dessa sociedade\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Mesmo com a Taxa B\u00e1sica de Juros (Selic) em 6%, <a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/economia\/2019\/07\/copom-reduz-juros-em-meio-ponto-percentual-para-6-ao-ano\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">menor patamar hist\u00f3rico<\/a>, os bancos seguem cobrando juros exorbitantes de quem utiliza o cheque especial. A m\u00e9dia geral dos bancos \u00e9 reduzida pelas taxas cobradas nos bancos p\u00fablicos, que, mesmo assim, s\u00e3o extremamente elevadas: 298,9% na Caixa Econ\u00f4mica Federal e 298,5% no Branco do Brasil (dados de junho). No final de julho, a Caixa reduziu sua taxa para aproximadamente 213% ao ano. Em alguns bancos privados as taxas se aproximam de 400% ao m\u00eas.<\/p>\n<p>Os bancos justificam essas altas taxas pela crise econ\u00f4mica e o cen\u00e1rio de recess\u00e3o vivido pelo brasil. O que deixaria as institui\u00e7\u00f5es financeiras em uma posi\u00e7\u00e3o \u201cdefensiva\u201d para evitar perdas. O argumento n\u00e3o se sustenta, haja vista o alto lucro que essas empresas tiveram nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Ita\u00fa e Santander lucraram R$ 85,9 bilh\u00f5es em 2018, uma alta de 16,12% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. No primeiro semestre deste ano, com exce\u00e7\u00e3o da Caixa que ainda n\u00e3o divulgou seu balan\u00e7o, os outros quatro bancos alcan\u00e7aram lucros de R$ 42,4 bilh\u00f5es, um crescimento de 20,4% em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro semestre do ano passado.<\/p>\n<p>\u201cEles inventam desculpas para mant\u00ea-los neste patamar. Em 2013, durante o governo da presidenta ex-Dilma Rousseff, os bancos p\u00fablicos foram utilizados como ferramentas para estimular o desenvolvimento do pa\u00eds. Uma das medidas foi a redu\u00e7\u00e3o das taxas de juros, numa tentativa de for\u00e7ar os bancos privados a tamb\u00e9m reduzirem suas taxas. Hoje, o governo n\u00e3o tem essa preocupa\u00e7\u00e3o. Os bancos p\u00fablicos est\u00e3o sendo sucateados e fatiados para serem vendidos\u201d, explica Juvandia.<\/p>\n<p>No governo Dilma, os bancos p\u00fablicos foram utilizados para garantir maior competi\u00e7\u00e3o e menores taxas de juros no cheque especial. Em mar\u00e7o de 2013, as taxas ca\u00edram para 60,8%, ao ano, na Caixa e 80,4%, ao ano, no Banco do Brasil. Com essa medida, a taxa de juros do cheque especial no per\u00edodo chegou a cair para 136,7%, ao ano, a menor da s\u00e9rie hist\u00f3rica. E alcan\u00e7ou uma m\u00e9dia de 155,7%, ao ano.<\/p>\n<p>\u201cOs bancos lucram muito em todo o mundo. Mas, no Brasil temos o segundo maior spread banc\u00e1rio do mundo. S\u00f3 \u00e9 menor do que o praticado em Madagascar. At\u00e9 anunciam redu\u00e7\u00e3o das taxas dos bancos p\u00fablicos, mas n\u00e3o disponibilizam recursos para que eles financiem. Ao contr\u00e1rio, o que vemos \u00e9 o governo querendo que os bancos p\u00fablicos antecipem a devolu\u00e7\u00e3o de recursos ao Tesouro, para que o governo tenha dinheiro para pagar suas d\u00edvidas. E s\u00e3o justamente os bancos privados os maiores credores do governo\u201d, destacou Juvandia.<\/p>\n<p>Dados do Banco Central demonstram que o cheque especial \u00e9 respons\u00e1vel por aproximadamente 10% dos lucros obtidos na \u00e1rea de cr\u00e9dito do sistema banc\u00e1rio. E tem um retorno mais r\u00e1pido para as institui\u00e7\u00f5es. \u201cVivemos em um mundo capitalista, no qual o lucro \u00e9 a meta. Neste sistema, quanto maior o lucro, melhor a empresa. Para os capitalistas, o ser humano n\u00e3o \u00e9 importante. O que importa \u00e9 o lucro. Quanto maior, melhor\u201d, conclui a presidenta da Contraf-CUT..<\/p>\n<p><strong>Fonte: Rede Brasil Atual<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em junho deste ano, o Banco Central registrou a maior taxa m\u00e9dia de juros do cheque especial da s\u00e9rie hist\u00f3rica: 322,23% ao ano. Em 1994, pior ano at\u00e9 ent\u00e3o, a taxa chegou a 293,95% ao ano. 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