{"id":7204,"date":"2019-07-25T19:12:09","date_gmt":"2019-07-25T22:12:09","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/desigualdade-racial-ainda-predomina-no-mercado-de-trabalho\/"},"modified":"2019-07-25T19:12:09","modified_gmt":"2019-07-25T22:12:09","slug":"desigualdade-racial-ainda-predomina-no-mercado-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/desigualdade-racial-ainda-predomina-no-mercado-de-trabalho\/","title":{"rendered":"Desigualdade racial ainda predomina no mercado de trabalho"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil possui mais da metade de sua popula\u00e7\u00e3o (55%) formada por negros e pardos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Mesmo com a diversidade de ra\u00e7as e etnias presentes no pa\u00eds, a intoler\u00e2ncia, o racismo, a xenofobia e a discrimina\u00e7\u00e3o ainda predominam na sociedade.\u00a0<\/p>\n<p>Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNAD) mostram que os negros ainda s\u00e3o inferiorizados. Em 2017, foi registrada uma forte desigualdade na renda m\u00e9dia do trabalho: R$ 1.570 para negros, R$ 1.606 para pardos e R$ 2.814 para brancos.<\/p>\n<p>J\u00e1 no 3\u00ba trimestre de 2018, a pesquisa mostrou n\u00famero de desemprego mais alto entre pardos (13,8%) e pretos (14,6%) do que brancos (11,9%).\u00a0<\/p>\n<p>No setor banc\u00e1rio os n\u00fameros tamb\u00e9m s\u00e3o preocupantes. De acordo com o relat\u00f3rio dos cinco maiores bancos do pa\u00eds, apenas cerca de 20% dos trabalhadores s\u00e3o negros e n\u00e3o participam de cargos de diretoria, exercendo apenas fun\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>De acordo com o secret\u00e1rio de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, Almir Aguiar, a popula\u00e7\u00e3o negra ainda enfrenta o racismo e o machismo no mercado de trabalho. \u201cAs mulheres e homens negros est\u00e3o, em sua maioria, nos servi\u00e7os de limpeza, seguran\u00e7a, servi\u00e7o de copa, constru\u00e7\u00e3o civil. Mulheres negras, em especial, est\u00e3o em ocupa\u00e7\u00f5es com menor prote\u00e7\u00e3o social, sem carteira assinada. Elas t\u00eam mais dificuldade de ocupar postos formais, mais qualificados e que paguem melhor. No entanto, a inclus\u00e3o delas no mercado de trabalho ainda \u00e9 um desafio. Reflexo do passado escravocrata e do racismo estrutural\u201d, afirmou.\u00a0<\/p>\n<p>O deputado federal, Vicente Paulo da Silva, tamb\u00e9m conhecido como Vicentinho, afirmou que os bancos deviam ser exemplos de igualdade de oportunidades.\u00a0 \u201cOs bancos t\u00eam que colocar os trabalhadores em condi\u00e7\u00e3o de igualdade. N\u00e3o se deve medir a sua compet\u00eancia e desenvoltura devido a sua cor da pele ou sexo.\u00a0<\/p>\n<p>Essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 realmente muito dif\u00edcil e requer dos sindicatos e movimentos sociais muita luta e enfrentamento contra os empres\u00e1rios para que se assegure a igualdade\u201d, afirmou.\u00a0<\/p>\n<p>Para combater a discrimina\u00e7\u00e3o racial no Brasil e, especificamente, nos locais de trabalho \u00e9 preciso ir al\u00e9m das comiss\u00f5es que s\u00e3o instauradas entre sindicatos e empresas. \u201cPrecisamos ocupar o espa\u00e7o p\u00fablico. No governo Lula e Dilma tivemos pol\u00edticas de igualdade racial, cotas, lei maria da penha, sistemas como o Estatuto da Igualdade Racial. \u00c9 necess\u00e1rio que todos n\u00f3s nos envolvamos nessa luta e garantir o Estado Democr\u00e1tico de Direito, que \u00e9 fundamental, e estabelecer o que diz a Constitui\u00e7\u00e3o: garantir direitos de igualdade para todos. Essa luta come\u00e7a no local de trabalho\u201d, disse Vicentinho.<\/p>\n<h3><strong>Negros e Pardos s\u00e3o maioria das mortes registradas no ano<\/strong><\/h3>\n<p>Dados do Mapa da Viol\u00eancia de 2018, estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) e o F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (FBSP) mostram que o racismo mata cada vez mais pessoas no Brasil. Em 2017, 75,5% das v\u00edtimas de homic\u00eddios foram de indiv\u00edduos negros. A piora da desigualdade de letalidade racial no Brasil \u00e9 constante. Em dez anos (2007 a 2017) a taxa de mortes de negros cresceu 33,1% comparada a de n\u00e3o negros de 3,3%.\u00a0<\/p>\n<p>Para Almir Aguiar, o fim das \u201cPol\u00edticas Afirmativas\u201d enterram as possibilidades de a\u00e7\u00f5es de equidade na sociedade. \u201cO pacote anticrime do Ministro S\u00e9rgio Moro tem este esp\u00edrito, que ganha coro na classe m\u00e9dia, assustada com a viol\u00eancia, o da solu\u00e7\u00e3o reducionista do \u201cbandido bom, \u00e9 bandido morto\u201d, disse.<\/p>\n<h3><strong>Campanha de Valoriza\u00e7\u00e3o da Diversidade<\/strong><\/h3>\n<p>Com o objetivo de analisar as pol\u00edticas de inclus\u00e3o dos bancos e promover a igualdade de oportunidades no setor banc\u00e1rio. Acontece entre agosto a outubro o 3\u00ba Censo da Diversidade.\u00a0<br \/>Neste ano, o censo vai al\u00e9m da coleta de dados. Tamb\u00e9m ser\u00e1 realizada a Campanha de Valoriza\u00e7\u00e3o da Diversidade. A proposta \u00e9 fruto das mesas de negocia\u00e7\u00f5es com a Fenaban, que visa sensibilizar a categoria e formar agentes da diversidade nas ag\u00eancias e departamentos banc\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Fonte: Rede Brasil Atual<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil possui mais da metade de sua popula\u00e7\u00e3o (55%) formada por negros e pardos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). 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