{"id":7186,"date":"2019-07-25T12:50:44","date_gmt":"2019-07-25T15:50:44","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/dia-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha-no-brasil-tem-como-mote-a-resistencia\/"},"modified":"2019-07-25T12:50:44","modified_gmt":"2019-07-25T15:50:44","slug":"dia-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha-no-brasil-tem-como-mote-a-resistencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/dia-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha-no-brasil-tem-como-mote-a-resistencia\/","title":{"rendered":"Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha no Brasil tem como mote a resist\u00eancia"},"content":{"rendered":"<div class=\"elementor-element elementor-element-194680ec elementor-widget elementor-widget-theme-post-content\" data-id=\"194680ec\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"theme-post-content.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<p>Desde 1992, o dia 25 de julho se transformou em um marco internacional de luta e de resist\u00eancia da mulher negra. A data foi criada no primeiro Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, na cidade de Santo Domingos, na Rep\u00fablica Dominicana. Com o objetivo de dar visibilidade \u00e0s lutas das mulheres negras contra o racismo, o sexismo e a discrimina\u00e7\u00e3o de classe, mulheres de todo o Brasil, celebram a data para fortalecer a resist\u00eancia contra retrocessos e viol\u00eancia de g\u00eanero.\u00a0 <\/p>\n<p>A Marcha das Mulheres Negras de S\u00e3o Paulo, neste ano ter\u00e1 como tema: \u201cSem viol\u00eancia. Sem racismo. Sem discrimina\u00e7\u00e3o. Sem fome. Com dignidade, educa\u00e7\u00e3o, trabalho, aposentadoria e sa\u00fade.\u201d\u00a0\u00a0\u00a0 <\/p>\n<p>Para o secret\u00e1rio de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, Almir Costa de Aguiar, os temas abordados relacionam com a atual conjuntura pol\u00edtica e social que os brasileiros est\u00e3o vivenciando. \u201cA postura fascista desse governo tem aumentado a crise social. O Brasil voltou a figurar no mapa da fome, cortes de gastos nas universidades, persegui\u00e7\u00e3o aos reitores, desemprego chegando ao patamar de 14 milh\u00f5es de desempregados, 5 milh\u00f5es de desalentados e mais de 30 milh\u00f5es de pessoas na informalidade. Esses n\u00fameros assustam\u201d, ressaltou Almir.\u00a0 <\/p>\n<p>Segundo o secret\u00e1rio, diante dos n\u00fameros alarmantes, \u00e9 preciso lutar contra todos os retrocessos em nosso pa\u00eds, entre eles est\u00e1 a Reforma da Previd\u00eancia, que tamb\u00e9m causar\u00e1 enormes preju\u00edzos aos cidad\u00e3os brasileiros. \u201cA aposentadoria deixa de ser um sonho, e a luta ser\u00e1 pela sobreviv\u00eancia, pois sem emprego, sa\u00fade, sal\u00e1rio digno e a dificuldade para se aposentar, tudo fica ainda mais dif\u00edcil\u201d, explicou.\u00a0 <\/p>\n<p>\u201cNa atual conjuntura, \u00e9 importante resistir para criarmos as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para que o atual presidente n\u00e3o se reeleja, e assim, lutar para resgatar as pol\u00edticas afirmativas e sociais que tiraram mais de 40 milh\u00f5es de pessoas da extrema pobreza e inserir cada vez mais negros e negras nas universidades e com mais empregos\u201d, disse Almir. <\/p>\n<p>Para ele este dia 25 de julho \u00e9 uma data marcante. \u201cO povo negro est\u00e1 lutando com mais for\u00e7a contra essa pol\u00edtica discriminat\u00f3ria, em especial as mulheres negras, que lutam contra o preconceito, por direitos iguais e contra a viol\u00eancia. Chega de feminic\u00eddio, chega de discrimina\u00e7\u00e3o, por esse motivo, todos e todas devemos lutar por uma sociedade mais justa\u201d, concluiu.<\/p>\n<h3>Brasil<\/h3>\n<p>No Brasil, quando analisados fatores como, por exemplo, taxa de homic\u00eddios, inclus\u00e3o no mercado de trabalho, disparidade salarial, condi\u00e7\u00f5es de trabalho e desemprego, as mulheres negras encontram-se em uma das posi\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis da nossa sociedade. De acordo com o estudo Atlas da Viol\u00eancia 2018, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) e pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (FBSP), a taxa de homic\u00eddios de mulheres negras ficou em 5,3 a cada 100 mil habitantes. Entre mulheres n\u00e3o negras, esse \u00edndice cai para 3,1 a cada 100 mil habitantes, uma diferen\u00e7a de 71%. <\/p>\n<p>Outros dados do Ipea revelam que mulheres negras est\u00e3o 50% mais suscet\u00edveis ao desemprego do que outros grupos. Segundo o Instituto, enquanto o desemprego entre mulheres negras subiu 80% em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo anterior \u00e0 crise econ\u00f4mica, entre homens brancos o aumento foi de 4,6 pontos percentuais \u2013 entre homens negros, houve crescimento de 7 pontos percentuais. <\/p>\n<p>De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica), 39,8% de mulheres negras comp\u00f5em o grupo submetido a condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de trabalho \u2013 homens negros abrangem 31,6%; mulheres brancas, 26,9%; e homens brancos, 20,6% do total.<\/p>\n<h3>Nos bancos\u00a0<\/h3>\n<p>O fato de ser uma mulher negra tamb\u00e9m coloca as trabalhadoras do setor banc\u00e1rio em posi\u00e7\u00e3o de desvantagem frente aos demais trabalhadores e trabalhadoras. Analisando a m\u00e9dia salarial, uma banc\u00e1ria negra ganha em m\u00e9dia 26% menos do que um banc\u00e1rio branco.\u00a0 <\/p>\n<p>Mesmo com mais anos de escolaridade, representando praticamente metade da categoria banc\u00e1ria (48,3%) e sendo a maioria no Sudeste (51,9%), as mulheres enfrentam maiores barreiras para ascender na carreira no setor financeiro.\u00a0<\/p>\n<h3>Novo Censo da Diversidade<\/h3>\n<p>Com o objetivo de tra\u00e7ar um perfil da categoria banc\u00e1ria e fazer com que os agentes da diversidade promovam reflex\u00f5es e debates capazes de transformar o quadro de desigualdade de g\u00eanero e racial no setor banc\u00e1rio e na sociedade, est\u00e1 sendo realizado o Censo da Diversidade Banc\u00e1ria, uma conquista dos banc\u00e1rios na Campanha Nacional de 2018.\u00a0 <\/p>\n<p>A proposta foi apresentada pelos trabalhadores \u00e0 Fenaban (federa\u00e7\u00e3o dos bancos) na mesa de igualdade de oportunidades e j\u00e1 come\u00e7ou a ser implementada com a finalidade de embasar pol\u00edticas de inclus\u00e3o, de combate \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o e de promo\u00e7\u00e3o da igualdade de oportunidades no setor banc\u00e1rio. <\/p>\n<p>Lan\u00e7ada no site da Febraban na segunda-feira 15, e dispon\u00edvel tamb\u00e9m no site da Contraf, a campanha se prolongar\u00e1 at\u00e9 outubro, quando tamb\u00e9m se encerrar\u00e1 a fase de question\u00e1rio do Censo, que iniciar\u00e1 no final de agosto. Os dados ser\u00e3o tabulados e analisados entre novembro e janeiro, e os resultados ser\u00e3o divulgados em fevereiro de 2020. O censo deste ano vai al\u00e9m da coleta de dados: tamb\u00e9m ser\u00e1 realizada uma campanha de sensibiliza\u00e7\u00e3o da categoria para o tema, que inclui a forma\u00e7\u00e3o de agentes da diversidade nas ag\u00eancias e departamentos.<\/p>\n<p><strong>Fonte: Contraf-CUT<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 1992, o dia 25 de julho se transformou em um marco internacional de luta e de resist\u00eancia da mulher negra. A data foi criada no primeiro Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, na cidade de Santo Domingos, na Rep\u00fablica Dominicana. 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