{"id":7080,"date":"2019-07-10T15:26:41","date_gmt":"2019-07-10T18:26:41","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/policia-do-rio-mata-quase-50-mais-que-no-primeiro-semestre-de-2018\/"},"modified":"2019-07-10T15:26:41","modified_gmt":"2019-07-10T18:26:41","slug":"policia-do-rio-mata-quase-50-mais-que-no-primeiro-semestre-de-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/policia-do-rio-mata-quase-50-mais-que-no-primeiro-semestre-de-2018\/","title":{"rendered":"Pol\u00edcia do Rio mata quase 50% mais que no primeiro semestre de 2018"},"content":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio divulgado pela Rede de Observat\u00f3rios de Seguran\u00e7a revela que o Rio de Janeiro teve aumento de 46% nas mortes\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/cidadania\/2019\/05\/cinco-pessoas-sao-mortas-diariamente-pela-policia-do-rio-de-janeiro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">envolvendo viol\u00eancia policial<\/a>, entre os meses de janeiro e junho deste ano. A compara\u00e7\u00e3o \u00e9 com o mesmo per\u00edodo de 2018.<\/p>\n<p>No primeiro semestre do ano passado, foram registrados 82 casos de mortes por a\u00e7\u00e3o de agentes de seguran\u00e7a. O n\u00famero saltou para 120 \u00f3bitos este ano. Entre grandes opera\u00e7\u00f5es e patrulhamento, foram mais de 1.000 a\u00e7\u00f5es policiais monitoradas nos seis primeiros meses. A conclus\u00e3o da pesquisa \u201cOpera\u00e7\u00f5es policiais no Rio em 2019: existe um novo padr\u00e3o?\u201d \u00e9 de que elas se tornaram mais frequentes, letais e assustadoras para a popula\u00e7\u00e3o, sem efetiva diminui\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia.<\/p>\n<p>De acordo com Silvia Ramos, coordenadora do Observat\u00f3rio da Seguran\u00e7a e da pesquisa, o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/cidadania\/2019\/03\/witzel-e-cobrado-por-plano-de-seguranca-publica-apos-alta-nas-mortes-por-policiais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">governador Wilson Witzel n\u00e3o consegue frear<\/a>\u00a0o crescimento dos grupos armados, por conta da falta de pol\u00edtica de seguran\u00e7a de seu governo. \u201cA novidade \u00e9 que os milicianos se proliferaram para toda a \u00e1rea da regi\u00e3o metropolitana.\u00a0A mil\u00edcia \u00e9 algo espec\u00edfico do Rio de Janeiro. Se voc\u00ea n\u00e3o desarticula, sem usar a intelig\u00eancia, identifica\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o, voc\u00ea faz a opera\u00e7\u00e3o, mas vira fuzil contra fuzil e um monte de gente morre. No governo Witzel, a pol\u00edcia desinteligente multiplicou o n\u00famero de opera\u00e7\u00f5es desorganizadas\u201d, explicou, em entrevista \u00e0\u00a0<strong>R\u00e1dio Brasil Atual<\/strong>.<\/p>\n<p>A falta de articula\u00e7\u00e3o entre as pol\u00edcias civil e militar,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/cidadania\/2019\/04\/100-dias-de-wilson-witzel-poucas-propostas-e-muitos-assassinatos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">depois da extin\u00e7\u00e3o da Secretaria de Seguran\u00e7a<\/a>, \u00e9 um dos problemas apontados. Enquanto as opera\u00e7\u00f5es conjuntas foram uma marca do per\u00edodo da interven\u00e7\u00e3o militar no estado, hoje, representa apenas 3% das a\u00e7\u00f5es policiais.<\/p>\n<p>\u201cA opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 para ser feita por pol\u00edcia militar. H\u00e1 um desgaste muito grande quando voc\u00ea faz opera\u00e7\u00f5es sem uma base de intelig\u00eancia e informa\u00e7\u00e3o, porque n\u00e3o tem essa compet\u00eancia legal para fazer e utiliza muito mais dos improvisos. A atividade priorit\u00e1ria \u00e9 a preven\u00e7\u00e3o e patrulhamento, sem opera\u00e7\u00f5es\u201d, avalia o antrop\u00f3logo Robson Rodrigues, \u00e0 rep\u00f3rter Viviane Nascimento, da\u00a0<strong>TVT<\/strong>.<\/p>\n<h3><strong>Mais mortes por policiais<\/strong><\/h3>\n<p>A morte em decorr\u00eancia da interven\u00e7\u00e3o de agentes de seguran\u00e7a representa quase 30% das mortes violentas registradas em todo o estado fluminense. Apenas no primeiro semestre de 2019, foram 731 pessoas mortas por policiais. Quando se trata de tiroteios, apesar da diminui\u00e7\u00e3o da frequ\u00eancia tornaram-se mais letais. E quando houve participa\u00e7\u00e3o de agentes de seguran\u00e7a, o n\u00famero de v\u00edtimas cresceu 36,1%.<\/p>\n<p>\u201cSe seguir essa tend\u00eancia, a gente vai passar o n\u00famero de registros do ano passado de tiroteios com presen\u00e7a policial, al\u00e9m de ultrapassar os registros de mortes e feridos. Quando olhamos a longo prazo, a gente j\u00e1 superou os registros de 2017, sendo que estou comparando o ano inteiro de 2017 com seis meses de 2019\u2033, alerta Maria Isabel Couto, do laborat\u00f3rio de dados Fogo Cruzado.<\/p>\n<p>Os pesquisadores alertam mais uma vez sobre a necessidade de mudar a l\u00f3gica da pol\u00edtica de seguran\u00e7a aplicada no estado, com mais \u00eanfase em intelig\u00eancia e menos em confronto. \u201cNum pa\u00eds que a gente registra mais 60 mil mortes, a primeira coisa \u00e9 ter um governador que afirme que a principal meta da seguran\u00e7a p\u00fablica \u00e9 reduzir as mortes violentas. \u00c9 um absurdo que isso n\u00e3o seja uma meta clara e evidente, no Rio de Janeiro\u201d, acrescenta Pablo Nunes, da\u00a0Rede de Observat\u00f3rios de Seguran\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Fonte: Rede Brasil Atual<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio divulgado pela Rede de Observat\u00f3rios de Seguran\u00e7a revela que o Rio de Janeiro teve aumento de 46% nas mortes\u00a0envolvendo viol\u00eancia policial, entre os meses de janeiro e junho deste ano. 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