{"id":6976,"date":"2019-06-26T19:06:35","date_gmt":"2019-06-26T22:06:35","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/renda-do-trabalhador-mais-pobre-segue-em-queda-e-ricos-ja-ganham-mais-que-antes-da-crise\/"},"modified":"2019-06-26T19:06:35","modified_gmt":"2019-06-26T22:06:35","slug":"renda-do-trabalhador-mais-pobre-segue-em-queda-e-ricos-ja-ganham-mais-que-antes-da-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/renda-do-trabalhador-mais-pobre-segue-em-queda-e-ricos-ja-ganham-mais-que-antes-da-crise\/","title":{"rendered":"Renda do trabalhador mais pobre segue em queda e ricos j\u00e1 ganham mais que antes da crise"},"content":{"rendered":"<p>A recess\u00e3o que o Brasil atravessou entre 2015 e 2016 afetou ricos e pobres, mas passados tr\u00eas anos desde o fim da &#8220;pior crise do s\u00e9culo&#8221;, como foi batizada \u00e0 \u00e9poca, fica claro que os efeitos delet\u00e9rios desse per\u00edodo foram diferentes para os dois grupos. Os brasileiros mais abastados j\u00e1 viraram a p\u00e1gina das vacas magras. Os pobres, ainda n\u00e3o. Um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas revela que depois da tempestade, os 10% mais ricos j\u00e1 acumulam um aumento de 3,3% de renda do trabalho, ou seja, al\u00e9m de superar as perdas, j\u00e1 ganham mais que antes da recess\u00e3o. Enquanto isso, os brasileiros mais vulner\u00e1veis amargam uma queda de mais de 20% da renda acumulada. Se somarmos os \u00faltimos sete anos, a renda do estrato mais rico aumentou 8,5% e a dos mais pobres caiu 14%.<\/p>\n<p>A depress\u00e3o econ\u00f4mica e a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/05\/30\/politica\/1559214818_076249.html\">t\u00edmida recupera\u00e7\u00e3o que se seguiu<\/a>\u00a0pegou em cheio fam\u00edlias como a de Gilvan Alves dos Santos, de 44 anos. Assistente de log\u00edstica de uma empresa h\u00e1 17 anos, ele viu seu sal\u00e1rio se transformar na \u00fanica renda fixa de uma fam\u00edlia de seis pessoas. Tr\u00eas dos seus quatro filhos est\u00e3o desempregados (a ca\u00e7ula de 15 anos \u00e9 estudante do ensino m\u00e9dio) e a mulher que trabalhava como estoquista foi demitida. Hoje sua parceira estuda fotografia. Para completar a situa\u00e7\u00e3o financeira complicada, Santos n\u00e3o conseguiu durante muito tempo pagar um empr\u00e9stimo e\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/04\/29\/economia\/1556563752_312044.html\">se viu enrolado numa d\u00edvida de 10.000 reais<\/a>. Ap\u00f3s renegociar com o banco, logrou pagar um d\u00e9cimo do que devia, e saiu das estat\u00edsticas da inadimpl\u00eancia. Uma das filhas tamb\u00e9m tem ajudado com a renda da casa fazendo bicos de bab\u00e1. \u201cA situa\u00e7\u00e3o na fam\u00edlia apertou e a renda per capita diminui muito\u201d, lamenta. Com o or\u00e7amento apertado, a fam\u00edlia de Santos engrossou o grupo dos 50% mais pobres &#8211; contabilizando menos de 754 reais por pessoa.<\/p>\n<p>Diferentemente de Santos, Elisa Guimar\u00e3es Figueiredo, de 33 anos, que tamb\u00e9m trabalha com log\u00edstica seguiu um caminho de crescimento nos \u00faltimos anos mantendo-se no estrato mais rico da sociedade. \u201cA crise, na verdade, foi uma oportunidade\u201d, conta. Como trabalhava no setor de ferrovia e, depois em um porto, ela abriu mercado oferecendo solu\u00e7\u00f5es de redu\u00e7\u00e3o de custos a pessoas que utilizavam o transporte rodovi\u00e1rio. Entre 2015 e 2017, ela conseguiu dobrar o sal\u00e1rio e hoje se tornou consultora de log\u00edstica em uma importante consultoria global.<\/p>\n<p>O retrocesso de Gilvan e o crescimento de Elisa s\u00e3o os dois lados da moeda da economia brasileira. A retomada da atividade brasileira \u00e9 bastante\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/desigualdad_economica\">desigual entre os trabalhadores<\/a>. Segundo o levantamento do Ibre\/FGV, as oscila\u00e7\u00f5es na rela\u00e7\u00e3o entre a renda m\u00e9dia do trabalho dos 10% mais ricos e dos 40% mais pobres mostram que, desde 2015, essa desigualdade vem crescendo, e atingiu em mar\u00e7o o maior patamar desde 2012, quando come\u00e7ou a ser feita uma s\u00e9rie hist\u00f3rica sobre o assunto. O indicador utilizado pelo levantamento \u00e9 o \u00edndice de Gini, que monitora a desigualdade de renda em uma escala de 0 a 1 &#8211; sendo que, quanto mais perto do 1, maior \u00e9 a desigualdade. O Brasil atingiu o valor de 0,6257 em mar\u00e7o.<\/p>\n<section id=\"sumario_3|foto\" class=\"sumario_foto izquierda\"><a name=\"sumario_3\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w360\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/06\/06\/economia\/1559851573_724060_1560294971_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/06\/06\/economia\/1559851573_724060_1560294971_sumario_normal_recorte1.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/06\/06\/economia\/1559851573_724060_1560294971_sumario_normal.jpg 360w\" alt=\"Renda efetiva leva em conta al\u00e9m do sal\u00e1rio habitual, rendas vari\u00e1veis como b\u00f4nus, 13o sal\u00e1rio, comiss\u00f5es.\" width=\"360\" height=\"357\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Renda efetiva leva em conta al\u00e9m do sal\u00e1rio habitual, rendas vari\u00e1veis como b\u00f4nus, 13o sal\u00e1rio, comiss\u00f5es.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\">\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Para o pesquisador Daniel Duque, os mais pobres sentem muito mais o impacto da crise pela vulnerabilidade social e pela din\u00e2mica do mercado de trabalho. \u201cH\u00e1 menos empresas contratando e demandando trabalho, ao passo que h\u00e1 mais pessoas procurando. Essa din\u00e2mica refor\u00e7a a posi\u00e7\u00e3o social relativa de cada um. Quem tem mais experi\u00eancia e anos de escolaridade acaba se saindo melhor do que quem n\u00e3o tem\u201d, disse o pesquisador em nota.<\/p>\n<section id=\"sumario_2|foto\" class=\"sumario_foto centro\"><a name=\"sumario_2\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/06\/06\/economia\/1559851573_724060_1560294471_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/06\/06\/economia\/1559851573_724060_1560294471_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/06\/06\/economia\/1559851573_724060_1560294471_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/06\/06\/economia\/1559851573_724060_1560294471_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"Quanto mais perto de 1, maior \u00e9 a desigualdade.\" width=\"980\" height=\"708\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Quanto mais perto de 1, maior \u00e9 a desigualdade.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\">\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do Marcelo Medeiros, vinculado \u00e0 Universidade de Princeton nos Estados Unidos, a recupera\u00e7\u00e3o at\u00e9 agora quase n\u00e3o gera empregos e praticamente s\u00f3 favorece os trabalhadores de renda mais alta. \u201cOs mais pobres est\u00e3o sendo deixados para tr\u00e1s\u201d, diz.<\/p>\n<p>Medeiros come\u00e7ou a estudar de que forma as oscila\u00e7\u00f5es macroecon\u00f4micas afetaram a desigualdade de renda do trabalho que cresceu nos \u00faltimos anos. Junto com Rog\u00e9rio Barbosa, pesquisador p\u00f3s-doutor do Centro de Estudos da Metr\u00f3pole (USP) e visitante da Universidade Columbia, Medeiros detectou que, entre 2014 e 2015, h\u00e1 uma interrup\u00e7\u00e3o da queda da desigualdade. \u201cEm boa medida o desemprego \u00e9 o carro chefe da tend\u00eancia de aumento da desigualdade recente. Em quest\u00e3o de um ano e meio, o trabalho distributivo passa a ser desfeito na mesma velocidade em que ele tinha sido feito&#8221;, explica Barbosa. Ele conta que nos anos 2000, o \u00edndice Gini ca\u00eda 7 pontos ao ano, justamente quando o pa\u00eds vivia um boom de empregos.<\/p>\n<p>A desigualdade se acentua em 2016, com a renda menor entre os trabalhadores. &#8220;A partir da\u00ed temos um aumento de 20 pontos no Gini devido \u00e0 desigualdade dentro do mercado, instabilidade, e inseguran\u00e7a para quem sobreviveu&#8221;, diz. No fim de mar\u00e7o, 13,4 milh\u00f5es de pessoas estavam desempregadas no Brasil, segundo dados do IBGE.<\/p>\n<p>Analisando a s\u00e9rie dessazonalizada (quando se exclui os efeitos das varia\u00e7\u00f5es t\u00edpicas de cada per\u00edodo do ano), \u00e9 poss\u00edvel observar que, em meados de 2014, os 50% mais pobres se apropriavam de 5,74% de toda renda efetiva do trabalho. No primeiro trimestre de 2019, a fra\u00e7\u00e3o cai para 3,5%. Para esse grupo que controla uma quantia pequena do montante existente, essa redu\u00e7\u00e3o de apenas 2.24 pontos percentuais representa, em termos relativos, uma queda de quase 40%.<\/p>\n<p>Enquanto isso, o grupo dos 10% mais ricos da popula\u00e7\u00e3o, na metade de 2014, recebia cerca de 49% do total da renda do trabalho &#8211; e vinha apresentando redu\u00e7\u00e3o nessa parcela, ao longo dos anos anteriores. No in\u00edcio de 2019, sua fra\u00e7\u00e3o chega a 52%. Para Barbosa, a desigualdade de renda aumenta por dois motivos nos \u00faltimos ano. Primeiro, porque muitas das pessoas que conseguem reingressar no mercado v\u00e3o para o setor informal e inseguro, portanto preocupados em reduzir gastos, inibindo a circula\u00e7\u00e3o de dinheiro na economia. E, por outro lado, as pessoas que ficaram no setor formal t\u00eam coloca\u00e7\u00f5es melhores, e, eventualmente, chegam a melhorar seus ganhos. &#8220;Desigualdade n\u00e3o \u00e9 apenas ganhar ou perder, \u00e9 ganhar mais r\u00e1pido. Se algu\u00e9m se distancia do restante da popula\u00e7\u00e3o, aumenta a desigualdade. O topo do mercado formal est\u00e1 se distanciando da base de forma muito r\u00e1pida, algo que n\u00e3o v\u00edamos desde o come\u00e7o de 1990&#8221;, explica Barbosa.<\/p>\n<p>A recess\u00e3o que o Brasil atravessou entre 2015 e 2016 afetou ricos e pobres, mas passados tr\u00eas anos desde o fim da &#8220;pior crise do s\u00e9culo&#8221;, como foi batizada \u00e0 \u00e9poca, fica claro que os efeitos delet\u00e9rios desse per\u00edodo foram diferentes para os dois grupos. Os brasileiros mais abastados j\u00e1 viraram a p\u00e1gina das vacas magras. Os pobres, ainda n\u00e3o. Um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas revela que depois da tempestade, os 10% mais ricos j\u00e1 acumulam um aumento de 3,3% de renda do trabalho, ou seja, al\u00e9m de superar as perdas, j\u00e1 ganham mais que antes da recess\u00e3o. Enquanto isso, os brasileiros mais vulner\u00e1veis amargam uma queda de mais de 20% da renda acumulada. Se somarmos os \u00faltimos sete anos, a renda do estrato mais rico aumentou 8,5% e a dos mais pobres caiu 14%.<\/p>\n<section id=\"sumario_1|apoyos\" class=\"sumario_apoyos izquierda\"><\/section>\n<p>A depress\u00e3o econ\u00f4mica e a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/05\/30\/politica\/1559214818_076249.html\">t\u00edmida recupera\u00e7\u00e3o que se seguiu<\/a>\u00a0pegou em cheio fam\u00edlias como a de Gilvan Alves dos Santos, de 44 anos. Assistente de log\u00edstica de uma empresa h\u00e1 17 anos, ele viu seu sal\u00e1rio se transformar na \u00fanica renda fixa de uma fam\u00edlia de seis pessoas. Tr\u00eas dos seus quatro filhos est\u00e3o desempregados (a ca\u00e7ula de 15 anos \u00e9 estudante do ensino m\u00e9dio) e a mulher que trabalhava como estoquista foi demitida. Hoje sua parceira estuda fotografia. Para completar a situa\u00e7\u00e3o financeira complicada, Santos n\u00e3o conseguiu durante muito tempo pagar um empr\u00e9stimo e\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/04\/29\/economia\/1556563752_312044.html\">se viu enrolado numa d\u00edvida de 10.000 reais<\/a>. Ap\u00f3s renegociar com o banco, logrou pagar um d\u00e9cimo do que devia, e saiu das estat\u00edsticas da inadimpl\u00eancia. Uma das filhas tamb\u00e9m tem ajudado com a renda da casa fazendo bicos de bab\u00e1. \u201cA situa\u00e7\u00e3o na fam\u00edlia apertou e a renda per capita diminui muito\u201d, lamenta. Com o or\u00e7amento apertado, a fam\u00edlia de Santos engrossou o grupo dos 50% mais pobres &#8211; contabilizando menos de 754 reais por pessoa.<\/p>\n<p>Diferentemente de Santos, Elisa Guimar\u00e3es Figueiredo, de 33 anos, que tamb\u00e9m trabalha com log\u00edstica seguiu um caminho de crescimento nos \u00faltimos anos mantendo-se no estrato mais rico da sociedade. \u201cA crise, na verdade, foi uma oportunidade\u201d, conta. Como trabalhava no setor de ferrovia e, depois em um porto, ela abriu mercado oferecendo solu\u00e7\u00f5es de redu\u00e7\u00e3o de custos a pessoas que utilizavam o transporte rodovi\u00e1rio. Entre 2015 e 2017, ela conseguiu dobrar o sal\u00e1rio e hoje se tornou consultora de log\u00edstica em uma importante consultoria global.<\/p>\n<p>O retrocesso de Gilvan e o crescimento de Elisa s\u00e3o os dois lados da moeda da economia brasileira. A retomada da atividade brasileira \u00e9 bastante\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/desigualdad_economica\">desigual entre os trabalhadores<\/a>. Segundo o levantamento do Ibre\/FGV, as oscila\u00e7\u00f5es na rela\u00e7\u00e3o entre a renda m\u00e9dia do trabalho dos 10% mais ricos e dos 40% mais pobres mostram que, desde 2015, essa desigualdade vem crescendo, e atingiu em mar\u00e7o o maior patamar desde 2012, quando come\u00e7ou a ser feita uma s\u00e9rie hist\u00f3rica sobre o assunto. O indicador utilizado pelo levantamento \u00e9 o \u00edndice de Gini, que monitora a desigualdade de renda em uma escala de 0 a 1 &#8211; sendo que, quanto mais perto do 1, maior \u00e9 a desigualdade. O Brasil atingiu o valor de 0,6257 em mar\u00e7o.<\/p>\n<section id=\"sumario_3|foto\" class=\"sumario_foto izquierda\"><a name=\"sumario_3\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w360\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/06\/06\/economia\/1559851573_724060_1560294971_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/06\/06\/economia\/1559851573_724060_1560294971_sumario_normal_recorte1.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/06\/06\/economia\/1559851573_724060_1560294971_sumario_normal.jpg 360w\" alt=\"Renda efetiva leva em conta al\u00e9m do sal\u00e1rio habitual, rendas vari\u00e1veis como b\u00f4nus, 13o sal\u00e1rio, comiss\u00f5es.\" width=\"360\" height=\"357\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Renda efetiva leva em conta al\u00e9m do sal\u00e1rio habitual, rendas vari\u00e1veis como b\u00f4nus, 13o sal\u00e1rio, comiss\u00f5es.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\">\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Para o pesquisador Daniel Duque, os mais pobres sentem muito mais o impacto da crise pela vulnerabilidade social e pela din\u00e2mica do mercado de trabalho. \u201cH\u00e1 menos empresas contratando e demandando trabalho, ao passo que h\u00e1 mais pessoas procurando. Essa din\u00e2mica refor\u00e7a a posi\u00e7\u00e3o social relativa de cada um. Quem tem mais experi\u00eancia e anos de escolaridade acaba se saindo melhor do que quem n\u00e3o tem\u201d, disse o pesquisador em nota.<\/p>\n<section id=\"sumario_2|foto\" class=\"sumario_foto centro\"><a name=\"sumario_2\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/06\/06\/economia\/1559851573_724060_1560294471_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/06\/06\/economia\/1559851573_724060_1560294471_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/06\/06\/economia\/1559851573_724060_1560294471_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/06\/06\/economia\/1559851573_724060_1560294471_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"Quanto mais perto de 1, maior \u00e9 a desigualdade.\" width=\"980\" height=\"708\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Quanto mais perto de 1, maior \u00e9 a desigualdade.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\">\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do Marcelo Medeiros, vinculado \u00e0 Universidade de Princeton nos Estados Unidos, a recupera\u00e7\u00e3o at\u00e9 agora quase n\u00e3o gera empregos e praticamente s\u00f3 favorece os trabalhadores de renda mais alta. \u201cOs mais pobres est\u00e3o sendo deixados para tr\u00e1s\u201d, diz.<\/p>\n<p>Medeiros come\u00e7ou a estudar de que forma as oscila\u00e7\u00f5es macroecon\u00f4micas afetaram a desigualdade de renda do trabalho que cresceu nos \u00faltimos anos. Junto com Rog\u00e9rio Barbosa, pesquisador p\u00f3s-doutor do Centro de Estudos da Metr\u00f3pole (USP) e visitante da Universidade Columbia, Medeiros detectou que, entre 2014 e 2015, h\u00e1 uma interrup\u00e7\u00e3o da queda da desigualdade. \u201cEm boa medida o desemprego \u00e9 o carro chefe da tend\u00eancia de aumento da desigualdade recente. Em quest\u00e3o de um ano e meio, o trabalho distributivo passa a ser desfeito na mesma velocidade em que ele tinha sido feito&#8221;, explica Barbosa. Ele conta que nos anos 2000, o \u00edndice Gini ca\u00eda 7 pontos ao ano, justamente quando o pa\u00eds vivia um boom de empregos.<\/p>\n<div class=\"teads-inread sm-screen\">\n<div>\n<div class=\"teads-ui-components-adchoices\">\u00a0<\/div>\n<div class=\"teads-ui-components-label\">\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<section id=\"sumario_4|foto\" class=\"sumario_foto derecha\"><a name=\"sumario_4\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w360\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/06\/06\/economia\/1559851573_724060_1560295126_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/06\/06\/economia\/1559851573_724060_1560295126_sumario_normal_recorte1.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/06\/06\/economia\/1559851573_724060_1560295126_sumario_normal.jpg 360w\" alt=\"Renda efetiva leva em conta al\u00e9m do sal\u00e1rio habitual, rendas vari\u00e1veis como b\u00f4nus, 13o sal\u00e1rio, comiss\u00f5es.\" width=\"360\" height=\"344\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Renda efetiva leva em conta al\u00e9m do sal\u00e1rio habitual, rendas vari\u00e1veis como b\u00f4nus, 13o sal\u00e1rio, comiss\u00f5es.<\/span><\/figcaption><figcaption class=\"foto-pie\"><\/figcaption><figcaption class=\"foto-pie\"><\/figcaption><figcaption class=\"foto-pie\"><strong><span class=\"foto-texto\">Fonte: El Pa\u00eds<\/span><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A recess\u00e3o que o Brasil atravessou entre 2015 e 2016 afetou ricos e pobres, mas passados tr\u00eas anos desde o fim da &#8220;pior crise do s\u00e9culo&#8221;, como foi batizada \u00e0 \u00e9poca, fica claro que os efeitos delet\u00e9rios desse per\u00edodo foram diferentes para os dois grupos. Os brasileiros mais abastados j\u00e1 viraram a p\u00e1gina das vacas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":6975,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-6976","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6976","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6976"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6976\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6975"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6976"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6976"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6976"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}