{"id":6440,"date":"2019-04-09T21:06:17","date_gmt":"2019-04-10T00:06:17","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/greves-em-2018-foram-por-ameaca-ou-perda-de-direitos\/"},"modified":"2019-04-09T21:06:17","modified_gmt":"2019-04-10T00:06:17","slug":"greves-em-2018-foram-por-ameaca-ou-perda-de-direitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/greves-em-2018-foram-por-ameaca-ou-perda-de-direitos\/","title":{"rendered":"Greves em 2018 foram por amea\u00e7a ou perda de direitos"},"content":{"rendered":"<p>Entre setor privado (655), funcionalismo p\u00fablico (718) e estatais (73), o pa\u00eds teve 1.453 greves no ano passado, segundo acompanhamento feito pelo Dieese. Um pouco menos do que em 2017 (1.568), mas tr\u00eas vezes mais do que no per\u00edodo pr\u00e9-2013, por exemplo. Mas o que o instituto identifica, principalmente, \u00e9 a altera\u00e7\u00e3o das pautas de reivindica\u00e7\u00f5es, provocada pela mudan\u00e7a de cen\u00e1rio econ\u00f4mico: agora, a pauta \u00e9 \u201csimples, reduzida e quase somente defensiva\u201d. Ou seja, em vez de avan\u00e7os nas conquistas, os trabalhadores t\u00eam como prioridade manter direitos. At\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s, o Dieese detectou tamb\u00e9m maior presen\u00e7a de terceirizados entre os grevistas.<\/p>\n<p>Esse movimento defensivo \u00e9 percebido a partir de 2015, com piora nos indicadores de emprego e nos ganhos salariais. \u201cA \u00eanfase defensiva da pauta das greves continua, mas observam-se importantes descontinuidades. As pautas reivindicat\u00f3rias \u2013 que at\u00e9 ent\u00e3o apresentavam crescente complexidade, com a adi\u00e7\u00e3o, a cada ano, de itens reivindicat\u00f3rios relativos a diversos aspectos da rela\u00e7\u00e3o empregat\u00edcia \u2013 esvaziam-se e, muitas vezes, s\u00e3o reduzidas a uma s\u00f3 exig\u00eancia, imediata, urgente, como no caso das frequentes mobiliza\u00e7\u00f5es contra o atraso no pagamento de sal\u00e1rios\u201d, cita o Dieese.<\/p>\n<p>Um quadro diferente do verificado no per\u00edodo 2012\/2013, quando come\u00e7aram a se destacar paralisa\u00e7\u00f5es organizadas por categorias mais vulner\u00e1veis, observa o instituto. \u201cA partir de 2013 \u2013 e progressivamente \u2013 os grandes protagonistas das mobiliza\u00e7\u00f5es passaram a ser os terceirizados que atuam em empresas contratadas pelo setor privado \u2013 como vigilantes, recepcionistas e encarregados de limpeza \u2013 e os terceirizados de empresas contratadas pelo poder p\u00fablico, como trabalhadores em coleta de lixo e limpeza p\u00fablica, rodovi\u00e1rios do transporte coletivo urbano, enfermeiros e outros profissionais das Organiza\u00e7\u00f5es Sociais de Sa\u00fade \u2013 OSS.\u201d<\/p>\n<p>Os dados indicam que grande parte dos movimentos teve car\u00e1ter de advert\u00eancia ou desfecho r\u00e1pido. No ano passado, 56% das greves terminaram no mesmo dia em que foram deflagradas. Apenas 13% duraram mais de 10 dias.\u00a0De 456 paralisa\u00e7\u00f5es sobre as quais o instituto conseguiu informa\u00e7\u00f5es sobre o desfecho, 76% tiveram algum \u00eaxito \u2013 41% integral e 35% parcial.\u00a0<\/p>\n<p>De 228 paralisa\u00e7\u00f5es com informa\u00e7\u00f5es sobre n\u00famero de grevistas, mais da metade (54%) reuniam at\u00e9 200 trabalhadores. J\u00e1 aquelas com mais de 2 mil participantes representavam s\u00f3 7%. Houve predomin\u00e2ncia de greves por empresa ou unidade (54%) em rela\u00e7\u00e3o a movimentos que abrangiam toda a categoria profissional (46%).<\/p>\n<p>Segundo o Dieese, 82% das greves tinham itens de car\u00e1ter defensivo na pauta. E mais da metade (53%) referia-se a descumprimento de direitos. Em quase 38% dos casos, a principal reivindica\u00e7\u00e3o era sobre atraso de sal\u00e1rio, de f\u00e9rias, do 13\u00ba ou do vale. Em 37%, sobre reajuste ou piso salarial.<\/p>\n<p>Esse resultado muda conforme o setor. No p\u00fablico, 56% das reivindica\u00e7\u00f5es envolvem reajuste e\/ou piso salarial. Na ind\u00fastria privada, regulariza\u00e7\u00e3o de pagamento em atraso (sal\u00e1rio, f\u00e9rias, 13\u00ba ou vale) ficou em primeiro lugar, com 38%, seguido de demandas relativas a alimenta\u00e7\u00e3o, transporte e assist\u00eancia m\u00e9dica (37%) e participa\u00e7\u00e3o nos lucros ou resultados (32%).<\/p>\n<p>De 456 paralisa\u00e7\u00f5es sobre as quais o instituto conseguiu informa\u00e7\u00f5es sobre o desfecho, 76% tiveram algum \u00eaxito \u2013 41% integral e 35% parcial.\u00a0<\/p>\n<p>Confira\u00a0<a href=\"https:\/\/www.dieese.org.br\/balancodasgreves\/2018\/estPesq89balancoGreves2018.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>\u00a0a \u00edntegra do estudo do Dieese.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"lazyloaded\" src=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/trabalho\/2019\/04\/greves-em-2018-foram-por-ameaca-ou-perda-de-direitos-1\/greves\" alt=\"greves\" data-lazy-src=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/trabalho\/2019\/04\/greves-em-2018-foram-por-ameaca-ou-perda-de-direitos-1\/greves\" data-was-processed=\"true\" \/><\/figure>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Fonte: Contraf-CUT<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre setor privado (655), funcionalismo p\u00fablico (718) e estatais (73), o pa\u00eds teve 1.453 greves no ano passado, segundo acompanhamento feito pelo Dieese. 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