{"id":6234,"date":"2019-03-12T17:32:20","date_gmt":"2019-03-12T20:32:20","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/bancos-privados-discriminam-mulheres-com-mais-de-40-anos\/"},"modified":"2019-03-12T17:32:20","modified_gmt":"2019-03-12T20:32:20","slug":"bancos-privados-discriminam-mulheres-com-mais-de-40-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/bancos-privados-discriminam-mulheres-com-mais-de-40-anos\/","title":{"rendered":"Bancos privados discriminam mulheres com mais de 40 anos"},"content":{"rendered":"<div class=\"content\">\n<p>Uma pesquisa realizada pela subse\u00e7\u00e3o do Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Sociais (Dieese) na Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) aponta que a participa\u00e7\u00e3o das mulheres no quadro funcional dos bancos privados reduz 7,8 pontos percentuais ap\u00f3s os 40 anos de idade. At\u00e9 os 39 anos elas ocupam 56,4% dos postos de trabalho. Ap\u00f3s completar 40 anos esse percentual cai para 48,6%. O levantamento foi feito com base nas informa\u00e7\u00f5es da Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais 2017 (Rais).<\/p>\n<p>Segundo a soci\u00f3loga do Dieese, B\u00e1rbara Vallejos, esse fen\u00f4meno tem duas causas. \u201cA sa\u00edda precoce de mulheres dos bancos pode ser reflexo tanto da dificuldade de obterem promo\u00e7\u00f5es e de terem acesso a cargos de maior prest\u00edgio e remunera\u00e7\u00e3o quanto da prefer\u00eancia dos bancos pela presen\u00e7a de jovens em seu quadro de funcion\u00e1rios\u201d, disse. B\u00e1rbara afirmou ainda que o fato \u00e9 verificado para mulheres e homens, mas o fator idade pesa mais sobre as mulheres.<\/p>\n<p><a class=\"has-subtitle img\" title=\"\" href=\"http:\/\/admin.contrafcut.com.br\/system\/uploads\/ck\/images\/GraficoMulheresMaisde40.jpg\" data-lightbox=\"lightbox\" data-title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.contrafcut.org.br\/images\/_ffa1f9bab0500345b37f1083b01bfb38.jpg\" alt=\"\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Igualdade de oportunidades<\/strong><br \/>Para a soci\u00f3loga do Dieese, os dados revelam que n\u00e3o se pode falar em uma mudan\u00e7a de rota efetiva na gest\u00e3o dos bancos. \u201cHoje mulheres s\u00e3o exclu\u00eddas dos cargos de comando, o que dificulta a incorpora\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas n\u00e3o discriminat\u00f3rias por parte de dirigentes, gestores intermedi\u00e1rios e supervisores\u201d, disse, lembrando que muitas mulheres deixam de trabalhar nos bancos porque ficam estagnadas em suas carreiras, mesmo tendo, na m\u00e9dia, melhor forma\u00e7\u00e3o e resultados do que os homens.<\/p>\n<p>A presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, lembrou que desde 1990 as quest\u00f5es de igualdade de oportunidades s\u00e3o pautadas nas mesas de negocia\u00e7\u00e3o com os bancos. \u201cJ\u00e1 obtivemos muitos avan\u00e7os, mas os dados mostram que os bancos ainda exercem pol\u00edticas de gest\u00e3o impregnadas por uma vis\u00e3o discriminat\u00f3ria\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Entre as conquistas da Mesa de Igualdade de Oportunidades, est\u00e3o as cl\u00e1usulas da isonomia de direitos para homoafetivos, extens\u00e3o da licen\u00e7a-maternidade para 180 dias, da licen\u00e7a paternidade para 20 dias, vinculada \u00e0 programa ou atividade de orienta\u00e7\u00e3o sobre a paternidade respons\u00e1vel e a realiza\u00e7\u00e3o de tr\u00eas censos da diversidade pela Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Bancos (Fenaban) em parceria com a Contraf-CUT.<\/p>\n<p>O primeiro Censo da Diversidade Banc\u00e1ria foi realizado em 2008. O segundo em 2014. O terceiro \u00e9 uma conquista da Campanha Nacional da categoria em 2018. Ser\u00e1 elaborado e aplicado no decorrer de 2019 e os resultados ser\u00e3o divulgados em 2020.<\/p>\n<p>\u201cAs mulheres s\u00e3o v\u00edtimas de muitos tipos de viol\u00eancia. A discrimina\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho \u00e9 uma delas e, assim como a viol\u00eancia dom\u00e9stica e o feminic\u00eddio, precisa ser combatida por toda sociedade. O Censo da Diversidade Banc\u00e1ria pode nos ajudar neste sentido\u201d, explicou a presidenta da Contraf-CUT. \u201cMas, o Censo vai al\u00e9m. Ele tamb\u00e9m pode nos ajudar no combate de outros tipos de discrimina\u00e7\u00e3o, como aquelas praticadas contra negros e negras, contra pessoas com defici\u00eancia e contra LGBTs\u201d, concluiu.<\/p>\n<p><strong>Quest\u00e3o salarial<\/strong><br \/>A\u00a0<ins><strong><a href=\"http:\/\/admin.contrafcut.com.br\/system\/uploads\/ck\/files\/PEB%20janeiro%20de%202019.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pesquisa Mensal do Emprego Banc\u00e1rio<\/a><\/strong><\/ins>, tamb\u00e9m realizada pelo Dieese, mostra que as\u00a0<ins><strong><a href=\"http:\/\/www.contrafcut.org.br\/noticias\/bancarias-recebem-apenas-82-8-do-valor-pago-aos-bancarios-080e\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Banc\u00e1rias recebem apenas 82,8% do valor pago aos banc\u00e1rios<\/a><\/strong><\/ins>. Os dados apontam que as 1.089 mulheres admitidas nos bancos em janeiro de 2019 receberam, em m\u00e9dia, um valor corresponde a 82,8% da remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia auferida pelos 1.359 homens contratados no per\u00edodo. As informa\u00e7\u00f5es levam em conta os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do IBGE.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa, a diferen\u00e7a salarial entre banc\u00e1rias e banc\u00e1rios persiste ao longo de toda a carreira, uma vez que tamb\u00e9m \u00e9 constatada no momento do desligamento dos trabalhadores da categoria. As 1.189 mulheres desligadas dos bancos em janeiro recebiam, em m\u00e9dia, valor correspondente a 79% da remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia dos 1.253 homens que deixaram seus cargos nos bancos no primeiro m\u00eas de 2019.<\/p>\n<p><strong>Rais<\/strong><br \/>O levantamento das informa\u00e7\u00f5es salariais do setor banc\u00e1rios pela Rais 2017 tamb\u00e9m apresenta diferen\u00e7a na remunera\u00e7\u00e3o entre homens e mulheres. Em 2012 essa diferen\u00e7a era de 24%. Em 2017 caiu para 22,3%. \u201c\u00c9 verdade que h\u00e1 uma pequena redu\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a entre os sal\u00e1rios pagos aos homens e \u00e0s mulheres, mas a continuar neste ritmo, vai levar 66 anos para acabar com a diferen\u00e7a\u201d, disse a presidenta da Contraf-CUT. No mercado de trabalho em geral, mantido o atual ritmo de redu\u00e7\u00e3o, levar\u00e1 42 anos para que o sal\u00e1rio das mulheres se iguale ao dos homens.<\/p>\n<p><a class=\"has-subtitle img\" title=\"\" href=\"http:\/\/admin.contrafcut.com.br\/system\/uploads\/ck\/images\/Rais%20Diferen%C3%A7a%20salarial%20homensXmulheres.jpeg\" data-lightbox=\"lightbox\" data-title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.contrafcut.org.br\/images\/_89e76029194ffe0fcc13846587ce3811.jpeg\" alt=\"\" \/><\/a><\/p>\n<p><a class=\"has-subtitle img\" title=\"\" href=\"http:\/\/admin.contrafcut.com.br\/system\/uploads\/ck\/images\/Tempo%20de%20equipara%C3%A7%C3%A3o%20salarial%20homensXmulheres.jpeg\" data-lightbox=\"lightbox\" data-title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.contrafcut.org.br\/images\/_1d197f01aa6867ea6421b2141905c337.jpeg\" alt=\"\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<p id=\"page-author\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Fonte: Contraf-CUT<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa realizada pela subse\u00e7\u00e3o do Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Sociais (Dieese) na Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) aponta que a participa\u00e7\u00e3o das mulheres no quadro funcional dos bancos privados reduz 7,8 pontos percentuais ap\u00f3s os 40 anos de idade. 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