{"id":6154,"date":"2019-02-25T14:04:37","date_gmt":"2019-02-25T17:04:37","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/segundo-ibge-desemprego-foi-o-maior-dos-ultimos-7-anos-em-13-capitais\/"},"modified":"2019-02-25T14:04:37","modified_gmt":"2019-02-25T17:04:37","slug":"segundo-ibge-desemprego-foi-o-maior-dos-ultimos-7-anos-em-13-capitais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/segundo-ibge-desemprego-foi-o-maior-dos-ultimos-7-anos-em-13-capitais\/","title":{"rendered":"Segundo IBGE, desemprego foi o maior dos \u00faltimos 7 anos em 13 capitais"},"content":{"rendered":"<div class=\"content\">\n<p>A taxa de\u00a0<strong>desemprego<\/strong>\u00a0do quarto trimestre de 2018 foi de 11,6%, ou 0,3 ponto percentual menor do que a do trimestre anterior (11,9%), atingindo 12,2 milh\u00f5es de trabalhadores e trabalhadoras. Al\u00e9m da queda p\u00edfia, outros dados sobre desemprego, desalento e subtutiliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho, divulgados nesta sexta-feira (22), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), mostram que depois do golpe de 2016, a vida da classe trabalhadora brasileira s\u00f3 piorou.<\/p>\n<p>O desemprego registrou a maior alta dos \u00faltimos sete anos em 13 capitais do pa\u00eds em 2018 \u2013 dezenove capitais tiveram \u00edndice de desemprego maior que a m\u00e9dia nacional de 12,3% no ano passado.\u00a0<\/p>\n<p>Em apenas seis das 27 unidades da federa\u00e7\u00e3o, a taxa de desemprego do 4\u00ba trimestre do ano passado caiu em rela\u00e7\u00e3o ao 3\u00ba trimestre de 2018. As menores taxas foram registradas em Santa Catarina (6,4%), Mato Grosso (6,9%) e Mato Grosso do Sul (7,0%). J\u00e1 as maiores taxas de desemprego foram registradas no Amap\u00e1 (19,6%), Bahia (17,4%), e Alagoas (15,9%).<\/p>\n<p>O total de trabalhadores e trabalhadoras\u00a0<strong>subutilizados<\/strong>\u00a0(desempregados os subocupados por insufici\u00eancia de horas e a for\u00e7a de trabalho potencial) no 4\u00ba trimestre do ano passado foi de 26,96 milh\u00f5es. O total de\u00a0<strong>desalentados,<\/strong><strong>pessoas com 14 anos ou mais de idade que desistiram<\/strong>\u00a0de procurar emprego depois de muito tentar se recolocar no mercado de trabalho foi de 4,70 milh\u00f5es. Os estados que t\u00eam mais desalentados s\u00e3o Bahia (804 mil pessoas) e Maranh\u00e3o (512 mil).<\/p>\n<p><strong>Os sem carteira<\/strong><\/p>\n<p>No quarto trimestre de 2018, trabalhavam\u00a0<strong>sem carteira assinada<\/strong>\u00a011,5 milh\u00f5es (74,1%) dos trabalhadores da iniciativa privada. \u00a0Os menores percentuais dos sem carteira foram encontrados nas Regi\u00f5es Nordeste (59,9%) e Norte (61,9%); o maior estava no Sul (82,9%).<\/p>\n<p><strong>Total de ocupados<\/strong><\/p>\n<p>93 milh\u00f5es de pessoas estavam\u00a0<strong>ocupadas\u00a0<\/strong>no 4\u00ba trimestre de 2018, sendo 67,1% de empregados (incluindo empregados dom\u00e9sticos), 4,9% de empregadores, 25,6% de pessoas que trabalharam por\u00a0<strong>conta pr\u00f3pria<\/strong>\u00a0e 2,3% de trabalhadores familiares auxiliares.<\/p>\n<p>As regi\u00f5es Norte (33,2%) e Nordeste (29,0%) apresentaram os maiores percentuais de trabalhadores por conta pr\u00f3pria. J\u00e1 o Distrito Federal (20,4%), S\u00e3o Paulo (21,5%) e Santa Catarina (21,8%) apresentaram as menores taxas. Por Unidades da Federa\u00e7\u00e3o, os maiores percentuais de trabalhadores por conta pr\u00f3pria foram do Par\u00e1 (35,1%), Maranh\u00e3o (33,2%) e Amazonas (34,0%), enquanto os menores ficaram com o Distrito Federal (20,4%), S\u00e3o Paulo (21,5%) e Santa Catarina (21,8%).<\/p>\n<p><strong>Mulheres t\u00eam menor n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o que os homens<\/strong><\/p>\n<p>No 4\u00b0 trimestre de 2018, as mulheres eram maioria tanto na popula\u00e7\u00e3o em idade de trabalhar no Brasil (52,4%), quanto em todas as Grandes Regi\u00f5es. Por\u00e9m, entre as pessoas ocupadas, predominavam os homens no Brasil (56,1%) e em todas as regi\u00f5es, sobretudo na Norte, onde os homens representavam (60,2%).<\/p>\n<p>O n\u00edvel da ocupa\u00e7\u00e3o dos homens no Brasil foi de 64,3% e o das mulheres de 45,6%, no 4\u00ba trimestre de 2018. O comportamento diferenciado deste indicador entre homens e mulheres foi verificado nas cinco Grandes Regi\u00f5es, com destaque para a Norte, onde a diferen\u00e7a entre homens e mulheres foi a maior (22,9 pontos percentuais), e para o Sudeste, com a menor diferen\u00e7a (17,7 pontos percentuais).<\/p>\n<p>J\u00e1 na popula\u00e7\u00e3o desocupada, no quarto trimestre de 2018, as mulheres eram maioria (52,1%). Em quase todas as regi\u00f5es, o percentual de mulheres na popula\u00e7\u00e3o desocupada era superior ao de homens. A exce\u00e7\u00e3o foi a regi\u00e3o Nordeste (49,1%). Na Regi\u00e3o Centro-Oeste, o percentual das mulheres foi o maior: elas representavam 55,8% das pessoas desocupadas.<\/p>\n<p>A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o no Brasil, no 4\u00ba trimestre de 2018, foi de 11,6%, mas com diferen\u00e7as significativas entre homens (10,1%) e mulheres (13,5%). Este comportamento foi observado nas cinco Grandes Regi\u00f5es. As mulheres tamb\u00e9m se mantiveram como a maior parte da popula\u00e7\u00e3o fora da for\u00e7a de trabalho, tanto no pa\u00eds (64,7%) tanto em todas as regi\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Taxa de desocupa\u00e7\u00e3o para pretos e pardos \u00e9 maior que a taxa nacional<\/strong><\/p>\n<p>O contingente dos desempregados no 1\u00ba trimestre de 2012 era de 7,6 milh\u00f5es de pessoas, quando os pardos representavam 48,9% dessa popula\u00e7\u00e3o, seguidos dos brancos (40,2%) e dos pretos (10,2%). No 4\u00ba trimestre de 2018, esse contingente subiu para 12,2 milh\u00f5es de pessoas e a participa\u00e7\u00e3o dos pardos passou a ser de 51,7%; a dos brancos reduziu para 34,6% e dos pretos subiu para 12,9%.<\/p>\n<p><strong>Rendimento m\u00e9dio permaneceu est\u00e1vel em todas as regi\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>No 4\u00ba trimestre de 2018, o rendimento m\u00e9dio real foi estimado em R$ 2.254. Este resultado apresentou estabilidade tanto em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre imediatamente anterior (R$ 2.237) e tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.241). Nas Grandes Regi\u00f5es, tamb\u00e9m houve estabilidade estat\u00edstica nessas duas compara\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Subutiliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o desalentada \u00e9 definida como aquela que estava fora da for\u00e7a de trabalho por uma das seguintes raz\u00f5es: n\u00e3o conseguia trabalho adequado, \u00a0n\u00e3o tinha experi\u00eancia ou qualifica\u00e7\u00e3o, ou era considerado muito jovem ou idosa, ou n\u00e3o havia trabalho onde que residia \u2013 e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria dispon\u00edvel para assumir a vaga. Ela faz parte da for\u00e7a de trabalho potencial.<\/p>\n<\/div>\n<p id=\"page-author\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Fonte: CUT<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa de\u00a0desemprego\u00a0do quarto trimestre de 2018 foi de 11,6%, ou 0,3 ponto percentual menor do que a do trimestre anterior (11,9%), atingindo 12,2 milh\u00f5es de trabalhadores e trabalhadoras. 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