{"id":589,"date":"2013-02-26T00:00:00","date_gmt":"2013-02-26T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/bancaria-desmaia-passa-mal-e-itau-responde-com-demissao\/"},"modified":"2013-02-26T00:00:00","modified_gmt":"2013-02-26T03:00:00","slug":"bancaria-desmaia-passa-mal-e-itau-responde-com-demissao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/bancaria-desmaia-passa-mal-e-itau-responde-com-demissao\/","title":{"rendered":"Banc\u00e1ria desmaia, passa mal e Ita\u00fa responde com demiss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Banc\u00e1ria desmaia, passa mal e Ita\u00fa responde com demiss\u00e3o em S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cO banco poderia dar uma satisfa\u00e7\u00e3o melhor ao demitir um funcion\u00e1rio.\u00a0Ela estava doente. Existe um exagero das metas. A gest\u00e3o do banco\u00a0esquece os limites do ser humano, um cliente que vivencia uma situa\u00e7\u00e3o\u00a0dessa n\u00e3o acredita na credibilidade dessa empresa\u201d.<br \/>O depoimento \u00e9 do pai da ex-banc\u00e1ria de uma ag\u00eancia do Ita\u00fa na zona\u00a0leste de S\u00e3o Paulo, que trabalhou no local durante cinco anos. O\u00a0desabafo foi feito enquanto a filha assinava a homologa\u00e7\u00e3o no\u00a0Sindicato e ele lembrava que na \u00e9poca em que exercia a mesma profiss\u00e3o\u00a0&#8211; foi banc\u00e1rio durante cerca de 30 anos. As metas j\u00e1 existiam, mas n\u00e3o\u00a0eram abusivas como s\u00e3o hoje. A trabalhadora, caixa de ag\u00eancia, passou\u00a0mal enquanto atendia um cliente, com fortes dores na regi\u00e3o lombar, na\u00a0cabe\u00e7a e nuca. Ap\u00f3s se queixar da dor, ningu\u00e9m a socorreu.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A prioridade para a gerente, segundo a banc\u00e1ria, era que \u201calgu\u00e9m\u00a0assumisse logo o posto do caixa\u201d. Sem nenhum trabalhador para cumprir\u00a0a fun\u00e7\u00e3o, a press\u00e3o foi grande para que ela se recuperasse e voltasse\u00a0\u00e0s suas atividades. Sem melhoras, ela reassumiu seu posto, sem\u00a0enxergar quase nada, desmaiou.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cNingu\u00e9m chamou socorro. Um banc\u00e1rio me ajudou, se demonstrou\u00a0preocupado. Precisei pedir ajuda por telefone para minha irm\u00e3 e, na\u00a0hora, s\u00f3 pensei em chamar um t\u00e1xi e ir para o hospital, j\u00e1 que meus\u00a0pais estavam viajando\u201d, conta a trabalhadora.<br \/>Segundo ela, em nenhum momento foi cogitada a ideia de pedir uma\u00a0ambul\u00e2ncia ou presen\u00e7a de um m\u00e9dico no local. A banc\u00e1ria relata que\u00a0ficou deitada no ch\u00e3o. A indisposi\u00e7\u00e3o come\u00e7ou \u00e0s 11h15 e somente \u00e0s\u00a015h a funcion\u00e1ria pediu o t\u00e1xi por n\u00e3o ter mais condi\u00e7\u00f5es de<br \/>permanecer no trabalho ap\u00f3s v\u00e1rias tentativas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ela foi ao hospital, ainda est\u00e1 passando por uma bateria de exames\u00a0cardiol\u00f3gicos e de an\u00e1lise cl\u00ednica, com a possibilidade de ser<br \/>encaminhada a um neurologista. \u201cO m\u00e9dico disse que por conta da\u00a0press\u00e3o do meu cotidiano existe a possibilidade dessa indisposi\u00e7\u00e3o ter\u00a0sido o in\u00edcio de um infarto ou s\u00edndrome do p\u00e2nico\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Demiss\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A surpresa foi a volta ao trabalho. Na segunda-feira, no retorno, foi\u00a0demitida. \u201cA gerente me chamou e alegou verbalmente abandono de\u00a0trabalho. Me pressionou a assinar a carta de demiss\u00e3o. Assinei e\u00a0imediatamente procurei o Sindicato. Questionei sobre o abandono, pois\u00a0outros banc\u00e1rios sabiam que eu fui ao m\u00e9dico\u201d. Al\u00e9m de comunicar a\u00a0sa\u00edda para ir ao hospital, outros trabalhadores viram o drama vivido\u00a0pela banc\u00e1ria, o desmaio e a necessidade de ter ficado deitada no ch\u00e3o\u00a0da ag\u00eancia enquanto passava mal.<br \/>A alega\u00e7\u00e3o sobre o abandono de emprego n\u00e3o faz sentindo, uma vez que a\u00a0legisla\u00e7\u00e3o trabalhista n\u00e3o disp\u00f5e a respeito do prazo de aus\u00eancia\u00a0injustificada, mas a jurisprud\u00eancia trabalhista considera abandono\u00a0falta de mais de 30 dias ou per\u00edodo inferior se houver circunst\u00e2ncias\u00a0evidenciadoras. E a dispensa \u00e9 por justa causa.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Justi\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Para a banc\u00e1ria, a hist\u00f3ria de desrespeito ao trabalhador n\u00e3o pode\u00a0ficar por isso mesmo. Com os documentos em m\u00e3os, ela pretende entrar\u00a0com uma a\u00e7\u00e3o judicial pela omiss\u00e3o de socorro do banco e desrespeito\u00a0aos seus direitos. \u201cQuando cheguei no hospital, o m\u00e9dico disse que\u00a0demorei muito para procurar socorro e que a situa\u00e7\u00e3o poderia ser\u00a0pior\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria de Sa\u00fade do Sindicato, Marta Soares, deixa claro que todo\u00a0o aparato judicial ser\u00e1 disponibilizado para que a banc\u00e1ria receba\u00a0apoio nesse momento. \u201cA situa\u00e7\u00e3o \u00e9 inadmiss\u00edvel. Para n\u00f3s, a\u00a0prioridade \u00e9 que ela esteja com boa sa\u00fade. Em seguida, \u00e9 o apoio para\u00a0tomar medidas judiciais cab\u00edveis. Vamos analisar o caso e nossos\u00a0advogados est\u00e3o a disposi\u00e7\u00e3o dela e de qualquer trabalhador que se\u00a0sinta injusti\u00e7ado e tenha seus direitos lesados pelo empregador\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Metas e adoecimento<\/strong><br \/>Marta lembra que cada vez mais as metas abusivas adoecem trabalhadores\u00a0da categoria banc\u00e1ria. O caso da ex-funcion\u00e1ria do Ita\u00fa n\u00e3o foi\u00a0diferente. \u201cEla era caixa, mas era obrigada a vender produtos. \u00c9 uma\u00a0situa\u00e7\u00e3o injusta com o banc\u00e1rio e com o cliente, que precisa de<br \/>qualidade no atendimento, n\u00e3o de uma loja de produtos\u201d.<br \/>A trabalhadora afirma que entre as metas estava a venda de\u00a0previd\u00eancia, seguros de acidentes pessoais e seguros mini\u00a0residenciais. \u201cA press\u00e3o era di\u00e1ria. Mas minha nota de avalia\u00e7\u00e3o era a\u00a0m\u00e1xima\u201d, finaliza.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria de Sa\u00fade entrou em contato com representantes do banco\u00a0para reintegrar a trabalhadora dias antes da homologa\u00e7\u00e3o. \u201cO retorno\u00a0foi negativo, portanto, o pr\u00f3ximo passo \u00e9 apoiar a banc\u00e1ria no \u00e2mbito\u00a0judicial\u201d.<br \/>Fonte: Contraf-CUT com Seeb S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Banc\u00e1ria desmaia, passa mal e Ita\u00fa responde com demiss\u00e3o em S\u00e3o Paulo \u00a0 \u00a0 \u201cO banco poderia dar uma satisfa\u00e7\u00e3o melhor ao demitir um funcion\u00e1rio.\u00a0Ela estava doente. Existe um exagero das metas. 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