{"id":5113,"date":"2018-08-22T21:47:12","date_gmt":"2018-08-23T00:47:12","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/bancos-gastam-r-1-6-bi-em-publicidade-que-fala-as-mulheres-mas-discriminam-bancarias\/"},"modified":"2018-08-22T21:47:12","modified_gmt":"2018-08-23T00:47:12","slug":"bancos-gastam-r-1-6-bi-em-publicidade-que-fala-as-mulheres-mas-discriminam-bancarias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/bancos-gastam-r-1-6-bi-em-publicidade-que-fala-as-mulheres-mas-discriminam-bancarias\/","title":{"rendered":"Bancos gastam R$ 1,6 bi em publicidade que fala \u00e0s mulheres, mas discriminam banc\u00e1rias"},"content":{"rendered":"<div class=\"content\">\n<p>Os cinco maiores bancos que atuam no Brasil (BB, Caixa, Bradesco, Ita\u00fa e Santander) gastaram R$ 1,6 bi em publicidade no primeiro semestre de 2017. Em geral, as propagandas dessas institui\u00e7\u00f5es financeiras vendem a imagem de respeito \u00e0s mulheres. Mas, na vida real, \u00e9 bem diferente: uma das propostas apresentadas pela federa\u00e7\u00e3o dos bancos (Fenaban), na rodada de negocia\u00e7\u00e3o realizada na quarta-feira (21), da Campanha Nacional Unificada deste ano, retira das banc\u00e1rias em licen\u00e7a-maternidade o direito ao pagamento integral da Participa\u00e7\u00e3o nos Lucros e Resultados (PLR), tornando proporcional aos dias trabalhados.<br \/> O mesmo para trabalhadores afastados por doen\u00e7a ou acidente de trabalho. Aqui, \u00e9 importante lembrar que os bancos criaram apenas 1% dos empregados no Brasil entre 2012 e 2017, mas foram respons\u00e1veis por 5% dos afastamentos por doen\u00e7a nesse per\u00edodo.<br \/> \u201cOs bancos tentam vender para a sociedade uma imagem, mas na realidade discriminam as mulheres, nesse caso ainda mais grave, as banc\u00e1rias m\u00e3es. \u00c9 inaceit\u00e1vel e j\u00e1 dissemos isso aos negociadores da Fenaban na mesa de negocia\u00e7\u00e3o\u201d, critica Juvandia Moreira, presidenta da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), uma das coordenadoras do Comando dos Banc\u00e1rios, que negocia com a Fenaban.<br \/> \u201cNa categoria banc\u00e1ria, as mulheres ocupam 49% do total de postos de trabalho e recebem, em m\u00e9dia, sal\u00e1rios 23% menores que os dos homens. Os banqueiros querem penaliz\u00e1-las ainda mais propondo a redu\u00e7\u00e3o de uma conquista adquirida durante anos, ap\u00f3s muita luta, de toda a sociedade, que \u00e9 a manuten\u00e7\u00e3o de seus direitos durante a licen\u00e7a-maternidade. As banc\u00e1rias j\u00e1 recebem sal\u00e1rios menores, t\u00eam menos oportunidades de ascens\u00e3o profissional, problemas que precisam ser corrigidos. Um absurdo e n\u00e3o vamos aceitar mais essa discrimina\u00e7\u00e3o\u201d, refor\u00e7a Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Banc\u00e1rios de S\u00e3o Paulo, Osasco e Regi\u00e3o, tamb\u00e9m coordenadora do Comando. \u201cA gan\u00e2ncia dos bancos em aumentar seus lucros adoece banc\u00e1rios e prejudica os trabalhadores.\u201d<\/p>\n<p><strong>Bancos refor\u00e7am a desigualdade<\/strong><br \/> A injusta realidade das mulheres banc\u00e1rias fica ainda mais evidente quando se observa que elas t\u00eam escolaridade maior que a dos banc\u00e1rios: 80% das trabalhadoras dos bancos t\u00eam n\u00edvel superior completo, enquanto entre os homens esse percentual cai para 74%.<br \/> Em seus Relat\u00f3rios Anuais de Sustentabilidade os bancos apresentam algumas informa\u00e7\u00f5es que ilustram a desigualdade com a qual as mulheres s\u00e3o tratadas nestas institui\u00e7\u00f5es. No Bradesco, por exemplo, o sal\u00e1rio m\u00e9dio das mulheres da \u00e1rea Supervis\u00e3o\/Administrativa representa apenas 85% do sal\u00e1rio m\u00e9dio dos homens que trabalham na mesma \u00e1rea.<br \/> Al\u00e9m da diferen\u00e7a salarial, a injusti\u00e7a se expressa tamb\u00e9m no acesso aos cargos mais altos da institui\u00e7\u00e3o: o Santander, por exemplo, tem 161 homens diretores e apenas 33 mulheres no mesmo n\u00edvel de cargo. Nos cargos gerenciais s\u00e3o 655 homens e apenas 234 mulheres. E isso em um banco que tem em seu quadro 59% de mulheres. No Ita\u00fa a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 diferente. A diretoria tem 94 homens e apenas 13 mulheres.<br \/> Ainda mais preocupante \u00e9 que mesmo nos bancos p\u00fablicos a discrimina\u00e7\u00e3o de g\u00eanero \u00e9 latente. A diretoria estatut\u00e1ria do Banco do Brasil tem 36 homens e apenas uma mulher. Na Caixa apenas 7% dos cargos de dirigentes s\u00e3o ocupados por mulheres.<br \/> \u201cPor isso, a promo\u00e7\u00e3o da igualdade de oportunidades \u00e9 cl\u00e1usula da nossa CCT desde o ano 2000 e \u00e9 uma luta di\u00e1ria da categoria\u201d, completa Juvandia.<\/p>\n<\/div>\n<p id=\"page-author\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><em><strong>Fonte: Contraf-CUT<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os cinco maiores bancos que atuam no Brasil (BB, Caixa, Bradesco, Ita\u00fa e Santander) gastaram R$ 1,6 bi em publicidade no primeiro semestre de 2017. Em geral, as propagandas dessas institui\u00e7\u00f5es financeiras vendem a imagem de respeito \u00e0s mulheres. 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