{"id":4961,"date":"2018-08-03T16:57:59","date_gmt":"2018-08-03T19:57:59","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/pela-promocao-da-igualdade-de-oportunidades-na-sociedade-e-nos-bancos\/"},"modified":"2018-08-03T16:57:59","modified_gmt":"2018-08-03T19:57:59","slug":"pela-promocao-da-igualdade-de-oportunidades-na-sociedade-e-nos-bancos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/pela-promocao-da-igualdade-de-oportunidades-na-sociedade-e-nos-bancos\/","title":{"rendered":"Pela promo\u00e7\u00e3o da igualdade de oportunidades na sociedade e nos bancos"},"content":{"rendered":"<div class=\"content\">\n<p>A promo\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas para eliminar desigualdades e discrimina\u00e7\u00f5es de ra\u00e7a, cor, g\u00eanero, idade ou orienta\u00e7\u00e3o sexual (LGBTQ) nos locais de trabalho \u00e9 muito importante para os banc\u00e1rios.<\/p>\n<p>A categoria, uma das primeiras a ter, desde o ano 2000, a igualdade de oportunidades como cl\u00e1usula na Conven\u00e7\u00e3o Coletiva de Trabalho, tamb\u00e9m foi pioneira na realiza\u00e7\u00e3o do Censo da Diversidade. A primeira edi\u00e7\u00e3o da pesquisa feita junto a trabalhadores e trabalhadoras de bancos p\u00fablicos e privados foi realizada em 2008 e a segunda em 2014.<\/p>\n<p>Os banc\u00e1rios contam tamb\u00e9m com uma comiss\u00e3o bipartite, composta por representantes dos trabalhadores e dos bancos. A cada tr\u00eas meses eles se re\u00fanem para debater o tema e desenvolver propostas, com base no Censo da Diversidade, de orienta\u00e7\u00e3o dos empregados, gestores e empregadores. O objetivo \u00e9 prevenir eventuais distor\u00e7\u00f5es que levem a atos e posturas discriminat\u00f3rias nos ambientes de trabalho e na sociedade de forma geral.<\/p>\n<p>\u201cA comiss\u00e3o bipartite e os censos s\u00e3o importantes para a promo\u00e7\u00e3o da igualdade. Um debate fundamental que ajuda a categoria a se apropriar do tema\u201d, classifica Juvandia Moreira, presidenta da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).<\/p>\n<p><strong>Preconceitos que precisam ser eliminados<\/strong><br \/> Os bancos reproduzem de certa forma a sociedade em que est\u00e3o inseridos e onde o machismo (61%) \u00e9 o preconceito mais arraigado, seguido pelo racismo (46%), LGBTfobia (44%) e gordofobia (30%). Esses dados foram usados na quinta rodada de negocia\u00e7\u00e3o da Campanha Nacional Unificada 2018, na quarta-feira (1\u00ba), para contextualizar o momento que o pa\u00eds est\u00e1 vivendo e que interfere no mercado de trabalho com dificuldade de ascens\u00e3o profissional.<\/p>\n<p>Mesmo sendo praticamente metade da categoria, as mulheres ganham em m\u00e9dia 23% menos que os homens e, apesar do alto n\u00edvel de escolaridade, ocupam menos cargos de ger\u00eancia e diretoria.<\/p>\n<p><a class=\"has-subtitle img\" style=\"height: 619px; width: 956px;\" title=\"\" href=\"http:\/\/admin.contrafcut.com.br\/system\/uploads\/ck\/images\/GR%C3%81FICO%20OCUPA%C3%87%C3%83O%20POR%20SEXO(1).jpg\" data-lightbox=\"lightbox\" data-title=\"\"><img decoding=\"async\" style=\"height: 619px; width: 956px;\" src=\"http:\/\/www.contrafcut.org.br\/images\/_61776312862ecff0a7ecb50cb508c85e.jpg\" alt=\"\" \/><\/a><\/p>\n<p>O mesmo se d\u00e1 com os negros. Metade da popula\u00e7\u00e3o brasileira, os pretos correspondem a 3,4% da categoria e os pardos a 21,4% (de acordo com o censo de 2014).<\/p>\n<p><a class=\"has-subtitle img\" style=\"height: 633px; width: 956px;\" title=\"\" href=\"http:\/\/admin.contrafcut.com.br\/system\/uploads\/ck\/images\/GR%C3%81FICO%20OCUPA%C3%87%C3%83O%20POR%20RA%C3%87A(1).jpg\" data-lightbox=\"lightbox\" data-title=\"\"><img decoding=\"async\" style=\"height: 633px; width: 956px;\" src=\"http:\/\/www.contrafcut.org.br\/images\/_91848a2f91d765be95d25c5a7feb5b6e.jpg\" alt=\"\" \/><\/a><\/p>\n<p>Para Elaine Cutis, secret\u00e1ria da Mulher da Contraf-CUT, o momento \u00e9 muito prop\u00edcio para a realiza\u00e7\u00e3o de um novo censo da diversidade. \u201cJ\u00e1 se passaram cinco anos desde o \u00faltimo e estamos vivendo um per\u00edodo no qual h\u00e1 uma s\u00e9rie de amea\u00e7as de retrocesso, com preconceitos e machismo arraigado sendo incentivados at\u00e9 por candidatos \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica do Brasil. Temos de fazer o debate junto aos trabalhadores para que toda evolu\u00e7\u00e3o na consci\u00eancia de g\u00eanero, de ra\u00e7a, de orienta\u00e7\u00e3o sexual n\u00e3o se perca\u201d, afirma dirigente, lembrando que, em 2017, a Contraf-CUT lan\u00e7ou uma <a href=\"http:\/\/www.contrafcut.org.br\/noticias\/contraf-cut-lanca-campanha-nacional-de-combate-a-discriminacao-3666\"><ins><strong>Campanha Nacional de Combate \u00e0 Discrimina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/ins><\/a> para sensibilizar a sociedade do preconceito sofrido por mulheres, negros, Lgbts e pessoas com defici\u00eancia (PCDs).<\/p>\n<p>Para o secret\u00e1rio de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, Almir Aguiar, o censo da diversidade deveria ser realizado pelo menos a cada dois anos, j\u00e1 que a rotatividade no setor banc\u00e1rio \u00e9 cada vez maior. \u201cDessa forma podemos avaliar se houve evolu\u00e7\u00e3o na contrata\u00e7\u00e3o dos grupos que mais sofrem preconceito. Precisamos observar ainda se negros, mulheres, transsexuais e PCDs continuam encontrando barreiras para a inser\u00e7\u00e3o e ascens\u00e3o no sistema financeiro\u201d, afirma o dirigente.<\/p>\n<p><strong>Identidade visual \u00e9 direito<\/strong><br \/> O respeito \u00e0 identidade visual dos empregados, \u00e0s suas caracter\u00edsticas f\u00edsicas e express\u00e3o de sua personalidade \u00e9 outra reivindica\u00e7\u00e3o dos banc\u00e1rios.<\/p>\n<p>Os dirigentes sindicais deram v\u00e1rios exemplos do que acontece hoje nas institui\u00e7\u00f5es financeiras, como a proibi\u00e7\u00e3o do uso de barba ou a recomenda\u00e7\u00e3o de que mulheres usem roupas que ajudem nas vendas.<\/p>\n<p>No Bradesco, por exemplo, os banc\u00e1rios s\u00e3o proibidos de usar barba. Por mais que os bancos neguem, s\u00e3o comuns relatos de persegui\u00e7\u00e3o aos trabalhadores que optam por manter esse tipo de imagem.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso entender, que cada pessoa tem uma forma de se apresentar visualmente, demonstrando de maneira impl\u00edcita seu comportamento, seu modo de ser. Assim tamb\u00e9m como sua personalidade. O trabalhador ao ingressar em uma institui\u00e7\u00e3o financeira, \u00e9 enquadrado e convidado a se uniformizar para que sua identidade deixe de existir e ele se torne \u2018mais um\u2019 adquirindo a identidade visual da institui\u00e7\u00e3o. Ou seja, ele perde sua singularidade. O uso de barba e formato de cabelo, n\u00e3o interfere na capacidade produtiva do trabalhador, os bancos deveriam rever essas exig\u00eancias\u201d, avalia Almir.<\/p>\n<p>\u201cPor isso tudo \u00e9 fundamental a realiza\u00e7\u00e3o de um novo censo para reavaliar o quadro e retomar os debates sobre o tema na mesa bipartite de igualdade de oportunidades. Os bancos ficaram de avaliar e retomar o assunto na rodada de negocia\u00e7\u00e3o de 7 de agosto\u201d, completa Juvandia.<\/p>\n<\/div>\n<p id=\"page-author\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><em><strong>Fonte: Contraf-CUT<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A promo\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas para eliminar desigualdades e discrimina\u00e7\u00f5es de ra\u00e7a, cor, g\u00eanero, idade ou orienta\u00e7\u00e3o sexual (LGBTQ) nos locais de trabalho \u00e9 muito importante para os banc\u00e1rios. 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