{"id":4893,"date":"2018-07-26T12:06:07","date_gmt":"2018-07-26T15:06:07","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/setor-que-mais-lucra-no-brasil-se-recusa-garantir-empregos-na-cct\/"},"modified":"2018-07-26T12:06:07","modified_gmt":"2018-07-26T15:06:07","slug":"setor-que-mais-lucra-no-brasil-se-recusa-garantir-empregos-na-cct","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/setor-que-mais-lucra-no-brasil-se-recusa-garantir-empregos-na-cct\/","title":{"rendered":"Setor que mais lucra no Brasil se recusa garantir empregos na CCT"},"content":{"rendered":"<div class=\"content\">\n<p>O Brasil tem 27 milh\u00f5es de desempregados. A reforma trabalhista do p\u00f3s golpe, aprovada sob o pretexto de ampliar o mercado de trabalho, resultou no inverso: um em cada quatro brasileiros procuram trabalho e n\u00e3o conseguem. Muitos empregados perdem direitos.<\/p>\n<p>Os bancos, ex\u00edmios apoiadores do golpe, colaboram fortemente para esse cen\u00e1rio que agrava a crise no Brasil. Desde 2016, eliminaram 40 mil postos de trabalho banc\u00e1rio.<\/p>\n<p>Por isso, na quarta rodada de negocia\u00e7\u00e3o da Campanha 2018, realizada na quarta-feira (25), o Comando Nacional dos Banc\u00e1rios cobrou dos negociadores da Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Bancos (Fenaban) uma garantia para os empregos e a contrata\u00e7\u00e3o de banc\u00e1rios com todos os direitos previstos na Conven\u00e7\u00e3o Coletiva de Trabalho, independente da remunera\u00e7\u00e3o ou escolaridade. E que os novos tipos de contratos previstos pela lei p\u00f3s-golpe, como intermitente, tempor\u00e1rio e terceirizado, s\u00f3 possam ser feitos mediante negocia\u00e7\u00e3o com os sindicatos.<\/p>\n<p>Os bancos reconheceram esses dados e afirmaram n\u00e3o querer promover demiss\u00f5es ou troca de banc\u00e1rios por empregados precarizados. E falam em \u201cconfian\u00e7a\u201d ao se recusar a colocar isso na Conven\u00e7\u00e3o Coletiva de Trabalho.<\/p>\n<p>\u201cSe dizem que n\u00e3o v\u00e3o contratar intermitentes, tempor\u00e1rios, terceirizados, por que n\u00e3o assinam, n\u00e3o colocam na CCT?\u201d, questionou Juvandia Moreira, presidenta da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Banc\u00e1rios. \u201cCobramos que a Conven\u00e7\u00e3o Coletiva tem de valer para todos, inclusive os hipersuficientes (<em>leia mais abaixo<\/em>) e queremos garantias. Negocia\u00e7\u00e3o prev\u00ea assinatura, \u00e9 assim que se firma compromissos.\u201d<\/p>\n<p>A dirigente lembrou que o que est\u00e1 acontecendo no Brasil j\u00e1 deu errado em outros pa\u00edses. \u201cEsse tipo de legisla\u00e7\u00e3o que retira direitos, enfraquece o mercado interno, o sistema previdenci\u00e1rio. Todos perdem para o 1% mais rico ganhar ainda mais\u201d, ressaltou Juvandia.<\/p>\n<p>Os cinco\u00a0maiores bancos que atuam no pa\u00eds (Ita\u00fa, Bradesco, Santander, BB e Caixa) e comp\u00f5em a mesa de negocia\u00e7\u00e3o, empregam em torno de 90% da categoria. Em 2017 lucraram juntos R$ 77,4 bilh\u00f5es,\u00a0aumento de 33,5% em rela\u00e7\u00e3o a 2016. No primeiro trimestre deste ano j\u00e1 atingiram R$ 20,6 bi em lucro, 18,7% a mais do que no mesmo per\u00edodo de 2017.<\/p>\n<p>\u201cEsse setor que ganha tanto, deve muito ao Brasil e aos brasileiros. Tem plenas condi\u00e7\u00f5es de contratar mais banc\u00e1rios e ajudar a reduzir a extrema pobreza que desde o golpe s\u00f3 aumentou no pa\u00eds.\u201d<\/p>\n<p><strong>Nova rodada no dia 1\u00ba<\/strong><br \/> O Comando Nacional dos Banc\u00e1rios e a Fenaban voltam a se reunir em 1\u00ba de agosto, em S\u00e3o Paulo, para debater as cl\u00e1usulas econ\u00f4micas. Os banc\u00e1rios reivindicam aumento real para sal\u00e1rios, vales, aux\u00edlios e piso, PLR maior. A categoria cobra ainda respeito \u00e0 igualdade de oportunidades e de ascens\u00e3o profissional para todos nos bancos.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cLembramos aos negociadores da Fenaban que eles ficaram de apresentar uma proposta final na rodada do dia 1\u00ba. At\u00e9 agora os bancos prometeram analisar a maior parte das reivindica\u00e7\u00f5es e queremos respostas efetivas para apresentar aos banc\u00e1rios. Chegou a hora de resolverem se querem mesmo resolver a campanha na mesa de negocia\u00e7\u00e3o, como disseram na primeira rodada de negocia\u00e7\u00e3o, em 13 de junho\u201d, lembrou a presidenta da Contraf-CUT.<\/p>\n<h2 style=\"background: #eeeeee; border: 1px solid #cccccc; padding: 5px 10px; text-align: center;\"><strong>Principais reivindica\u00e7\u00f5es e as respostas dos bancos<\/strong><\/h2>\n<div style=\"background: #eee; border: 1px solid #ccc; padding: 5px 10px;\"><em><strong>CCT para todos<\/strong><\/em><br \/> O Comando cobra que a CCT valha para todos os trabalhadores dos bancos, independentemente do n\u00edvel de escolaridade ou da faixa salarial. Inclusive os hipersuficientes (que t\u00eam sal\u00e1rios acima de R$ 11.291,60 e n\u00edvel superior), que representam cerca de 90 mil empregados de bancos p\u00fablicos e privados, e correm risco de perder direitos da CCT e a PLR. Os bancos n\u00e3o garantiram, mas ficaram de analisar a reivindica\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div style=\"background: #eee; border: 1px solid #ccc; padding: 5px 10px;\"><em><strong>Banco de horas<\/strong><\/em><br \/> Os representantes dos trabalhadores n\u00e3o querem acordos individuais porque os banc\u00e1rios n\u00e3o t\u00eam governabilidade para resolver suas folgas, n\u00e3o podem negar o que \u00e9 determinado pelas chefias. A lei p\u00f3s-golpe libera esses acordos individuais e compensa\u00e7\u00e3o em seis meses. O Comando disse n\u00e3o, explicando que os bancos muitas vezes marcavam a folga em cima da hora. E destacou que se precisa de um ano para compensar, \u00e9 porque precisa de gente e tem de contratar. Uma nova proposta deve ser apresentada pela Fenaban.<\/div>\n<div style=\"background: #eee; border: 1px solid #ccc; padding: 5px 10px;\"><em><strong>Garantia no emprego e contra dispensa imotivada e em massa<\/strong><\/em><br \/> Os bancos se negaram a garantir empregos e cl\u00e1usula contra as demiss\u00f5es em massa, sob o argumento de que isso pode criar problema, travar a entrada e sa\u00edda do mercado. O Comando lembrou que metade do setor tem trabalhadores est\u00e1veis e que isso nunca quebrou nenhuma empresa.<\/div>\n<div style=\"background: #eee; border: 1px solid #ccc; padding: 5px 10px;\"><strong>Garantia da gratifica\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/> Os trabalhadores reivindicam que o banco n\u00e3o poder\u00e1 reduzir ou retirar o valor da gratifica\u00e7\u00e3o\/comiss\u00e3o em quaisquer hip\u00f3teses. Mas a Fenaban afirmou que isso promove injusti\u00e7a. Para os dirigentes sindicais, injusti\u00e7a \u00e9 com quem perde a gratifica\u00e7\u00e3o e esse quadro causa inseguran\u00e7a para todos.<\/div>\n<div style=\"background: #eee; border: 1px solid #ccc; padding: 5px 10px;\"><em><strong>Terceiriza\u00e7\u00e3o e outras formas de contrata\u00e7\u00e3o p\u00f3s-golpe<\/strong><\/em><br \/> Diante da lei trabalhista do p\u00f3s-golpe, que liberou a contrata\u00e7\u00e3o de terceiros e a contrata\u00e7\u00e3o de empregados por tempo parcial, intermitente ou aut\u00f4nomos, os dirigentes sindicais querem proibir a troca de banc\u00e1rios por trabalhadores precarizados. A Fenaban pediu um cr\u00e9dito de confian\u00e7a e informou que os bancos n\u00e3o est\u00e3o terceirizando nem t\u00eam planos de fazer isso, ou utilizar esse tipo de contrata\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o aceitaram colocar isso na CCT. Os dirigentes do Comando Nacional dos Banc\u00e1rios insistiram que se n\u00e3o ser\u00e1 feito, pode e deve estar garantido na CCT.<\/div>\n<div style=\"background: #eee; border: 1px solid #ccc; padding: 5px 10px;\"><em><strong>Trabalho em home office<\/strong><\/em><br \/> A Fenaban afirma querer avan\u00e7ar neste tema, permitindo um modelo h\u00edbrido que mescle uma parte do trabalho em casa e uma parte no banco, para o qual querem apresentar uma proposta. O Comando disse que a proposta deve levar em conta as condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade e que n\u00e3o tenha custo do trabalho para o banc\u00e1rio.<\/div>\n<div style=\"background: #eee; border: 1px solid #ccc; padding: 5px 10px;\"><em><strong>Comiss\u00e3o sobre mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas<\/strong><\/em><br \/> Sobre a cria\u00e7\u00e3o de uma comiss\u00e3o bipartite para debater, acompanhar e apresentar propostas em raz\u00e3o dos projetos de mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas e os impactos no emprego banc\u00e1rio, a Fenaban informou que entendeu a mensagem, mas que existe uma preocupa\u00e7\u00e3o sobre o sigilo das empresas e ir\u00e1 refletir sobre o tema.<\/div>\n<div style=\"background: #eee; border: 1px solid #ccc; padding: 5px 10px;\"><em><strong>Ag\u00eancias digitais<\/strong><\/em><br \/> Os trabalhadores reivindicam que os servi\u00e7os em ag\u00eancias banc\u00e1rias digitais sejam desempenhados exclusivamente por banc\u00e1rios, visando garantir a qualidade de atendimento e prote\u00e7\u00e3o do sigilo banc\u00e1rio. Tamb\u00e9m querem que sejam respeitadas jornada e pausas para refei\u00e7\u00e3o e descanso de forma a proteger a sa\u00fade e evitar sobrecarga de trabalho. O Comando cobrou ainda o livre acesso dos dirigentes sindicais a essas unidades. A solicita\u00e7\u00e3o ser\u00e1 analisada pela Fenaban, que dar\u00e1 resposta em uma nova rodada de negocia\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div style=\"background: #eee; border: 1px solid #ccc; padding: 5px 10px;\"><strong>Homologa\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/> O ato homologat\u00f3rio deve ser realizado nos sindicatos diante de sua fun\u00e7\u00e3o fiscalizadora da rescis\u00e3o contratual e do devido pagamento de todos os direitos dos trabalhadores. Os bancos ficaram de analisar para informar se colocam na CCT, mas querem quita\u00e7\u00e3o total do contrato de trabalho ap\u00f3s a homologa\u00e7\u00e3o. Os dirigentes sindicais explicaram que a homologa\u00e7\u00e3o abrange muita gente e que a quita\u00e7\u00e3o total depende de cada banc\u00e1rio.<\/div>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<p id=\"page-author\"><strong>Fonte: Contraf-CUT<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil tem 27 milh\u00f5es de desempregados. A reforma trabalhista do p\u00f3s golpe, aprovada sob o pretexto de ampliar o mercado de trabalho, resultou no inverso: um em cada quatro brasileiros procuram trabalho e n\u00e3o conseguem. Muitos empregados perdem direitos. Os bancos, ex\u00edmios apoiadores do golpe, colaboram fortemente para esse cen\u00e1rio que agrava a crise [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4892,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-4893","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4893","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4893"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4893\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4892"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4893"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4893"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4893"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}