{"id":4544,"date":"2018-06-11T20:25:58","date_gmt":"2018-06-11T23:25:58","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/bancarios-definem-reivindicacoes-e-entregam-pauta-aos-bancos-no-dia-13\/"},"modified":"2018-06-11T20:25:58","modified_gmt":"2018-06-11T23:25:58","slug":"bancarios-definem-reivindicacoes-e-entregam-pauta-aos-bancos-no-dia-13","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/bancarios-definem-reivindicacoes-e-entregam-pauta-aos-bancos-no-dia-13\/","title":{"rendered":"Banc\u00e1rios definem reivindica\u00e7\u00f5es e entregam pauta aos bancos no dia 13"},"content":{"rendered":"<div class=\"content\">\n<p>Aumento real para os sal\u00e1rios e demais verbas, defesa da Conven\u00e7\u00e3o Coletiva de Trabalho (CCT) com todos os direitos para todos os trabalhadores da categoria; manuten\u00e7\u00e3o da mesa \u00fanica de negocia\u00e7\u00f5es entre bancos p\u00fablicos e privados; dos empregos, com a proibi\u00e7\u00e3o das demiss\u00f5es em massa. E garantir que nenhum banc\u00e1rio receba PLR menor em 2018.<\/p>\n<p>Essas s\u00e3o algumas das principais reivindica\u00e7\u00f5es definidas, no domingo 10, pelos 627 delegados e delegadas eleitos em todo o Brasil, durante a 20\u00aa Confer\u00eancia Nacional da categoria.<\/p>\n<p><strong>Rea\u00e7\u00e3o contra o golpe<\/strong><br \/> A pauta da Campanha Nacional Unificada 2018 ser\u00e1 entregue \u00e0 federa\u00e7\u00e3o dos bancos (Fenaban) na quarta-feira 13. O Comando Nacional dos Banc\u00e1rios levar\u00e1 \u00e0 Fenaban um pr\u00e9-acordo para garantir a manuten\u00e7\u00e3o de todos os direitos da CCT e dos acordos espec\u00edficos at\u00e9 a defini\u00e7\u00e3o das negocia\u00e7\u00f5es deste ano.<\/p>\n<p>Esta ser\u00e1 a primeira campanha da categoria ap\u00f3s o golpe, j\u00e1 que em 2016 os trabalhadores garantiram um acordo de dois anos contra a retirada de direitos autorizada pela reforma trabalhista do governo golpista de Michel Temer. Esse acordo \u00e9 v\u00e1lido at\u00e9 31 de agosto de 2018.\u00a0<\/p>\n<p>Para se defender dessa\u00a0lei em vigor desde 11 de novembro de 2017, os banc\u00e1rios querem\u00a0incluir cl\u00e1usula determinando que contratos de trabalho intermitente, parcial, aut\u00f4nomo, terceirizado, s\u00f3 podem ocorrer se for acordado com o Comando Nacional dos Banc\u00e1rios. O mesmo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o de banco de horas ou compensa\u00e7\u00e3o que dever\u00e1 ser feita via negocia\u00e7\u00e3o coletiva.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m que as homologa\u00e7\u00f5es realizadas nos sindicatos como forma de defender que os banc\u00e1rios recebam tudo que lhes \u00e9 devido em caso de demiss\u00e3o.<\/p>\n<p>A pauta tamb\u00e9m garante que o acordo valha para o\u00a0trabalhador hipersuficiente. De acordo com nova lei p\u00f3s-golpe, empregados com n\u00edvel superior e remunera\u00e7\u00e3o acima de duas vezes o teto de benef\u00edcios do INSS (que hoje corresponderia a R$ 11.291) negociariam direto com o patr\u00e3o, correndo o risco de perder direitos como a PLR.<\/p>\n<p><strong>Bancos e a desigualdade<\/strong><br \/> A categoria conta com 485.719 trabalhadores (de acordo com dados da Rais de dezembro de 2016), mas dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Caged do Minist\u00e9rio do Trabalho, indicam que mais de 40 mil postos de trabalho foram extintos pelos bancos ap\u00f3s o golpe.<\/p>\n<p>Isso em institui\u00e7\u00f5es que viram o lucro l\u00edquido crescer R$ 20,6 bilh\u00f5es no primeiro trimestre de 2018, crescimento de 20,4% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado. Em 2017, esses cinco maiores (BB, Caixa, Ita\u00fa, Bradesco e Santander) lucraram R$ 77,4 bilh\u00f5es, alta de 33,5% em 12 meses.<\/p>\n<p>\u201cIsso mostra a centralidade da Campanha Nacional dos Banc\u00e1rios para o pa\u00eds. Os bancos continuam lucrando como sempre, numa das piores crises j\u00e1 vividas pelo Brasil. Um setor que ganha tanto n\u00e3o pode colaborar com o empobrecimento da popula\u00e7\u00e3o brasileira, desempregando tantos trabalhadores, cobrando juros t\u00e3o altos que inviabilizam o investimento no desenvolvimento nacional\u201d, afirma a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, uma das coordenadoras do Comando.<\/p>\n<p>A dirigente lembra que entre 2016 e 2017, mais de 444 mil pessoas voltaram \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de pobreza, com renda familiar per capita menor que US$ 5,5\/dia, entre 2016 e 2017. Mais de 1,5 milh\u00f5es de pessoas est\u00e3o na condi\u00e7\u00e3o de pobreza extrema, com renda familiar per capita inferior a US$ 1,9\/dia. \u201cEssa desigualdade \u00e9 inadmiss\u00edvel!\u201d<\/p>\n<p><strong>Trabalhadores e a sociedade<\/strong><br \/> Diante do quadro p\u00f3s-golpe, os trabalhadores definiram como pontos centrais da Campanha Nacional Unificada 2018 a defesa dos bancos p\u00fablicos como BB, Caixa, BNDES, BNB, Basa e das demais estatais (como Petrobras e Eletrobras).<\/p>\n<p>Foram aprovadas resolu\u00e7\u00f5es em defesa dessas institui\u00e7\u00f5es, a luta em defesa da democracia e das elei\u00e7\u00f5es 2018, pela liberdade de Lula que \u00e9 preso pol\u00edtico e seu direito de ser candidato, como pontos estrat\u00e9gicos para os trabalhadores.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cSer\u00e1 nas urnas, por meio da democracia, que o povo trabalhador poder\u00e1 alterar os rumos que est\u00e3o levando o Brasil \u00e0 ru\u00edna desde o golpe. Por isso, orientamos o voto em candidatos a presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais que se comprometam com a defesa dos bancos p\u00fablicos, a revoga\u00e7\u00e3o da reforma trabalhista, da PEC da Morte que congelou investimentos em sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o por 20 anos, da terceiriza\u00e7\u00e3o ilimitada, da reforma da Previd\u00eancia que acaba com o direito \u00e0 aposentadoria\u201d, ressalta Juvandia. \u201cO movimento sindical banc\u00e1rio sempre esteve \u00e0 frente da luta em defesa da democracia e de uma sociedade mais justa e igualit\u00e1ria. Este ano n\u00e3o ser\u00e1 diferente. Estaremos junto com outros trabalhadores e com movimentos sociais em defesa desse pa\u00eds\u00a0soberano que est\u00e1 sendo vendido e desmontado. Vamos para as ruas e para os locais de trabalho debater a import\u00e2ncia do voto para devolver o Brasil aos brasileiros e ao desenvolvimento com crescimento e justi\u00e7a social.\u201d<\/p>\n<p>Os banc\u00e1rios aprovaram durante a Confer\u00eancia, a participa\u00e7\u00e3o no Dia Nacional de Luta, convocado pelas centrais sindicais para 10 de agosto. Ser\u00e1 o Dia do Basta ao desemprego, ao desmonte do Brasil.<\/p>\n<p>Representantes de \u00f3rg\u00e3os de defesa do consumidor, dos trabalhadores eletricit\u00e1rios, petroleiros participaram da 20\u00aa Confer\u00eancia Nacional. \u201cVamos fazer parcerias, luta conjunta contra a retirada de direitos, contra as demiss\u00f5es. Os trabalhadores n\u00e3o podem ficar no isolamento.\u201d\u00a0<\/p>\n<p><strong>Contribui\u00e7\u00e3o negocial\u00a0<\/strong><br \/> Estar\u00e1 na pauta que os banc\u00e1rios entregar\u00e3o aos bancos a cobran\u00e7a da contribui\u00e7\u00e3o negocial\u00a0como cl\u00e1usula da CCT para todos, como mecanismo de participa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores na sustentabilidade dos sindicatos, federa\u00e7\u00f5es, confedera\u00e7\u00e3o e central sindical.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA luta e toda a estrutura das entidades sindicais precisam de recursos para serem mantidas. Desde os departamentos de comunica\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, jur\u00eddico, at\u00e9 a organiza\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o da base durante as campanhas, nada disso se faz sem recursos financeiros. Diante do fim de todas as outras formas de financiamento, com a lei trabalhista do p\u00f3s-golpe, os delegados aprovaram a inclus\u00e3o na pauta de reivindica\u00e7\u00f5es da categoria de cl\u00e1usula prevendo a contribui\u00e7\u00e3o negocial.\u00a0Uma \u00fanica contribui\u00e7\u00e3o por um ano de lutas e conquistas\u201d, ressalta Juvandia.<\/p>\n<\/div>\n<p id=\"page-author\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><em><strong>Fonte: Contraf-CUT<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aumento real para os sal\u00e1rios e demais verbas, defesa da Conven\u00e7\u00e3o Coletiva de Trabalho (CCT) com todos os direitos para todos os trabalhadores da categoria; manuten\u00e7\u00e3o da mesa \u00fanica de negocia\u00e7\u00f5es entre bancos p\u00fablicos e privados; dos empregos, com a proibi\u00e7\u00e3o das demiss\u00f5es em massa. E garantir que nenhum banc\u00e1rio receba PLR menor em 2018. 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