{"id":4175,"date":"2018-04-10T17:49:28","date_gmt":"2018-04-10T20:49:28","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/protecao-a-saude-do-trabalhador-avancou-mas-ainda-convive-com-o-seculo-passado\/"},"modified":"2018-04-10T17:49:28","modified_gmt":"2018-04-10T20:49:28","slug":"protecao-a-saude-do-trabalhador-avancou-mas-ainda-convive-com-o-seculo-passado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/protecao-a-saude-do-trabalhador-avancou-mas-ainda-convive-com-o-seculo-passado\/","title":{"rendered":"Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade do trabalhador avan\u00e7ou, mas ainda convive com &#8216;o s\u00e9culo passado&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>No m\u00eas em que as v\u00edtimas de acidentes do trabalho s\u00e3o lembradas, um livro com mais de 500 autores procura detalhar o assunto. O\u00a0<em>Dicion\u00e1rio de Sa\u00fade e Seguran\u00e7a do Trabalhador<\/em>\u00a0j\u00e1 foi lan\u00e7ado em S\u00e3o Paulo, Campinas (SP), Rio de Janeiro, Natal, Jo\u00e3o Pessoa, Macei\u00f3, Aracaju e Salvador, e amanh\u00e3 (11) chegar\u00e1 a Salvador. Na sexta-feira (13), em Curitiba e na pr\u00f3xima segunda-feira (16), em Bras\u00edlia. Para um dos autores, Nilton Freitas, o sistema de prote\u00e7\u00e3o avan\u00e7ou, especialmente no Brasil, mas o mundo do trabalho ainda convive &#8220;com o s\u00e9culo passado&#8221;.<\/p>\n<p>Essas melhorias, em boa parte, est\u00e3o relacionadas a acordos em alguns setores de atividade. &#8220;O sistema normativo, com complementos aditivos, melhorou bastante. Esses normas avan\u00e7aram no sistema de gest\u00e3o, deixou de ser pontual. Importante dizer que foram acordos tripartite (trabalhadores, empres\u00e1rios e governo)&#8221;, observa Nilton que \u00e9 representante regional da\u00a0Federa\u00e7\u00e3o\u00a0Internacional\u00a0dos Trabalhadores da Constru\u00e7\u00e3o\u00a0e\u00a0Madeira\u00a0(ICM).<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m cita a cria\u00e7\u00e3o da\u00a0Rede\u00a0Nacional de Aten\u00e7\u00e3o Integral \u00e0 Sa\u00fade do Trabalhador (Renast), no \u00e2mbito do Sistema \u00danico de Sa\u00fade, e a expans\u00e3o dos Centros de Refer\u00eancia de Sa\u00fade do Trabalhador e, no sistema previdenci\u00e1rio, a figura do nexo t\u00e9cnico, prevendo maior puni\u00e7\u00e3o. &#8220;Nesse conjunto de for\u00e7as houve uma melhora. Pelo menos, uma mudan\u00e7a de perfil. Mas o velho mundo continua existindo. A OIT (<em>Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho<\/em>) discute o futuro do trabalho, a ind\u00fastria 4.0, mas na regi\u00e3o a gente continua convivendo com s\u00e9culos passado, com condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>Hoje, h\u00e1 outros fatores que afetam a sa\u00fade do trabalho, lembra Nilton. &#8220;Antigamente, a pessoa se contaminava involuntariamente. Hoje, ela usa calmantes, tranquilizantes, a pessoa se droga. A pr\u00f3pria manuten\u00e7\u00e3o do emprego \u00e9 um fator (de estresse). A forma de adoecimento ou de sofrimento \u00e9 mais emocional. O desemprego \u00e9 uma forma de adoecimento&#8221;, observa o diretor da ICM, que j\u00e1 assessorou sindicatos e atuou no Minist\u00e9rio do Trabalho.<\/p>\n<p>Para ele, a pr\u00f3pria &#8220;reforma&#8221; trabalhista, al\u00e9m de enfraquecer os sindicatos, tamb\u00e9m debilita a fiscaliza\u00e7\u00e3o do trabalho. A pol\u00edtica do atual governo tamb\u00e9m atua contra o Estado regulador de um sistema de prote\u00e7\u00e3o social. Com isso, o Brasil, a exemplo de outros pa\u00edses, caminha para &#8220;a desregulamenta\u00e7\u00e3o, a aus\u00eancia de prote\u00e7\u00e3o&#8221;. &#8220;\u00c9 para onde estamos indo&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>Organizado pelo m\u00e9dico Ren\u00e9 Mendes, da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Sa\u00fade do Trabalhador e da Trabalhadora (Abrastt), o\u00a0<em>Dicion\u00e1rio<\/em>\u00a0tem 1.280 p\u00e1ginas e 1.237 verbetes. &#8220;Este livro partiu da percep\u00e7\u00e3o de que h\u00e1 uma car\u00eancia muita grande de textos relacionados \u00e0 \u00e1rea para um p\u00fablico muito al\u00e9m dos m\u00e9dicos do Trabalho&#8221;, disse o autor \u00e0 revista\u00a0<em>Prote\u00e7\u00e3o<\/em>.<\/p>\n<h3>Acidentes<\/h3>\n<p>De acordo com o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho, ocorre um acidente no pa\u00eds a cada 48 segundos, com uma morte a cada tr\u00eas horas e 38 minutos. O coordenador nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho, Leonardo Os\u00f3rio Mendon\u00e7a, cita inclusive a morte do ativista norte-americano Martin Luther King, que completou 50 anos no \u00faltimo dia 4.<\/p>\n<p>&#8220;Poucos sabem que o motivo que o levou at\u00e9 Memphis, local do seu assassinato, foi uma greve ambiental, em que empregados de limpeza urbana reclamavam melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Eles carregavam o lixo na cabe\u00e7a, o chorume escorria, mas n\u00e3o tinham onde tomar banho.&#8221;\u00a0Ainda segundo o coordenador, mais de\u00a090% dos acidentes poderiam ser evitados, se fossem seguidas as medidas das normas regulamentadoras do Minist\u00e9rio do Trabalho.<\/p>\n<p>O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Brito Pereira, defende uma &#8220;mudan\u00e7a de h\u00e1bitos&#8221; no ambiente de trabalho. &#8220;Muitas vezes, empregadores e empregados acabam ignorando o perigo gerado por uma atividade de risco. \u00c9 preciso mudar essa cultura, pois, para que o acidente aconte\u00e7a, basta um descuido.&#8221;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>FONTE: Rede Brasil Atual<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No m\u00eas em que as v\u00edtimas de acidentes do trabalho s\u00e3o lembradas, um livro com mais de 500 autores procura detalhar o assunto. 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