{"id":3963,"date":"2018-03-09T12:45:00","date_gmt":"2018-03-09T15:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/a-desigualdade-entre-homens-e-mulheres-no-mercado-de-trabalho-e-na-vida\/"},"modified":"2018-03-09T12:45:00","modified_gmt":"2018-03-09T15:45:00","slug":"a-desigualdade-entre-homens-e-mulheres-no-mercado-de-trabalho-e-na-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/a-desigualdade-entre-homens-e-mulheres-no-mercado-de-trabalho-e-na-vida\/","title":{"rendered":"A desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho e na vida"},"content":{"rendered":"<div class=\"content\">\n<p>As mulheres brasileiras estudam mais, ganham menos e passam mais tempo ocupadas com tarefas dom\u00e9sticas do que os homens. Essas algumas das conclus\u00f5es do estudo divulgado nesta quarta-feira (7) pelo IBGE \u201cEstat\u00edsticas de g\u00eanero: indicadores sociais das mulheres no Brasil\u201d, que analisou as condi\u00e7\u00f5es de vida das brasileiras a partir de um conjunto de indicadores proposto pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n<p>Em 2016, 21,5% das mulheres de 25 a 44 anos de idade conclu\u00edram o ensino superior contra 15,6% dos homens na mesma faixa et\u00e1ria, mas o rendimento delas equivalia a cerca de \u00be da renda masculina. Enquanto a m\u00e9dia de rendimento dos homens foi de R$ 2.306, o das mulheres foi de R$ 1.764. Ou seja, em m\u00e9dia, as mulheres recebem 76,5% do montante recebido pelos homens. Elas estudam, trabalham fora, e ainda passam cerca de 73% a mais do tempo cuidando da casa e dos filhos do que os homens.<\/p>\n<p>Os dados do IBGE, baseados na Pnad Cont\u00ednua, mostram, ainda, que, no Nordeste, a desigualdade no tempo gasto pelas mulheres em tarefas \u00a0dom\u00e9sticas \u00e9 80% maior do que os homens, chegando a 19 horas semanais.<\/p>\n<p>Para conciliar o trabalho remunerado com afazeres dom\u00e9sticos, as mulheres procuram jornadas mais flex\u00edveis, com carga hor\u00e1ria reduzida. \u00a0A propor\u00e7\u00e3o das que trabalham em per\u00edodo parcial, de at\u00e9 30 horas semanais, \u00e9 de 28,2%, enquanto no caso dos homens o percentual \u00e9 de 14,1%. Nas regi\u00f5es Norte e Nordeste, a propor\u00e7\u00e3o de mulheres com jornada flex\u00edvel \u00e9 de cerca de 37%.<\/p>\n<p>Considerando-se o rendimento m\u00e9dio por hora trabalhada, ainda assim, as mulheres recebem menos do que os homens (86,7%), o que pode estar relacionado com \u00e0 segrega\u00e7\u00e3o ocupacional a que as mulheres est\u00e3o submetidas no mercado de trabalho.\u00a0<\/p>\n<p>E quanto maior a escolaridade, maior a desigualdade.\u00a0\u00a0O diferencial de rendimentos \u00e9 maior na categoria ensino superior completo ou mais, na qual o rendimento das mulheres equivalia a 63,4% do que os homens recebiam, em 2016.\u00a0<\/p>\n<p>As mulheres tamb\u00e9m levam a pior quando se compara o percentual de ocupa\u00e7\u00e3o cargos p\u00fablicos em 2016 levando-se em considera\u00e7\u00e3o a quest\u00e3o de g\u00eanero.<\/p>\n<p>Em 2016, elas ocupavam apenas 37,8% dos cargos gerenciais, tanto no poder p\u00fablico quanto na iniciativa privada, enquanto os homens ocupavam 62,2%.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o das mulheres em cargos gerenciais era mais alta entre as gera\u00e7\u00f5es mais jovens, variando de 43,4% entre as mulheres com 16 a 29 anos, at\u00e9 31,3% entre as mulheres com 60 anos ou mais de idade.<\/p>\n<h3>Em S\u00e3o Paulo*<\/h3>\n<p>No ano passado, as mulheres ocupadas na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo tinham jornada m\u00e9dia semanal de 38 horas, ante 43 horas dos homens, segundo pesquisa da Funda\u00e7\u00e3o Seade (ligada ao governo paulista) e do Dieese. O rendimento m\u00e9dio\/hora era de R$ 10,79 para elas e de R$ 12,42 para eles, uma propor\u00e7\u00e3o de 87%.<\/p>\n<p>&#8220;A presen\u00e7a das mulheres no mercado de trabalho intensificou ao longo do tempo, mas, no per\u00edodo mais recente, de crise econ\u00f4mica, houve pouca altera\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmam as entidades. A taxa de participa\u00e7\u00e3o feminina, de 44,7% em 1985, atingiu 55,3% em 2016 e recuou ligeiramente, para 55,1%, no ano passado. De 2016 para 2017, caiu (2,1%) a participa\u00e7\u00e3o de assalariadas com carteira no setor privado e cresceu (3,6%) a presen\u00e7a de assalariadas sem carteira, al\u00e9m de aut\u00f4nomas (3,9%).<\/p>\n<p>No mesmo per\u00edodo, tamb\u00e9m houve redu\u00e7\u00e3o na ocupa\u00e7\u00e3o das mulheres na ind\u00fastria (-4,8%), na constru\u00e7\u00e3o civil (-26,5%), no com\u00e9rcio (-1,7%) e nos servi\u00e7os (-0,4%).<\/p>\n<\/div>\n<p id=\"page-author\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><em><strong>Fonte: CUT BRASIL<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As mulheres brasileiras estudam mais, ganham menos e passam mais tempo ocupadas com tarefas dom\u00e9sticas do que os homens. 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