{"id":384,"date":"2012-03-02T00:00:00","date_gmt":"2012-03-02T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/assaltos-a-bancos-crescem-14-36-em-2011-indica-pesquisa-da-fenaban\/"},"modified":"2012-03-02T00:00:00","modified_gmt":"2012-03-02T03:00:00","slug":"assaltos-a-bancos-crescem-14-36-em-2011-indica-pesquisa-da-fenaban","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/assaltos-a-bancos-crescem-14-36-em-2011-indica-pesquisa-da-fenaban\/","title":{"rendered":"Assaltos a bancos crescem 14,36% em 2011, indica pesquisa da Fenaban"},"content":{"rendered":"<p>A estat\u00edstica nacional da Febraban sobre assaltos a bancos, consumados ou n\u00e3o, indicou 422 ocorr\u00eancias em 2011, um crescimento de 14,36% em rela\u00e7\u00e3o a 2010. A informa\u00e7\u00e3o foi divulgada na tarde desta quinta-feira (1\u00ba) para a Contraf-CUT, federa\u00e7\u00f5es e sindicatos, durante a mesa tem\u00e1tica de Seguran\u00e7a Banc\u00e1ria, em S\u00e3o Paulo,<\/p>\n<p>A revela\u00e7\u00e3o semestral de assaltos a bancos foi uma das conquistas da Campanha Nacional dos Banc\u00e1rios de 2010, e est\u00e1 prevista na Cl\u00e1usula 31\u00aa da Conven\u00e7\u00e3o Coletiva de Trabalho de 2011\/2012. Os casos de sequestros est\u00e3o inclu\u00eddos, segundo a Fenaban.\u00a0<\/p>\n<p>O crescimento de assaltos em 2011 quebra uma tend\u00eancia decrescente de ocorr\u00eancias nos \u00faltimos anos, conforme apontam os n\u00fameros apresentados pela Fenaban.\u00a0<\/p>\n<p>Confira a evolu\u00e7\u00e3o da estat\u00edstica da Febraban:<\/p>\n<p>. 2000 \u2013 1.903<br \/>. 2001 \u2013 1.302<br \/>. 2002 \u2013 1.009<br \/>. 2003 \u2013 885<br \/>. 2004 \u2013 743<br \/>. 2005 \u2013 585<br \/>. 2006 \u2013 674<br \/>. 2007 \u2013 529<br \/>. 2008 \u2013 509<br \/>. 2009 \u2013 430<br \/>. 2010 \u2013 369<br \/>. 2011 \u2013 422<\/p>\n<p>Avalia\u00e7\u00e3o dos banc\u00e1rios<\/p>\n<p>\u201cEsses n\u00fameros s\u00e3o preocupantes, pois s\u00e3o muito altos e ainda voltaram a subir\u201d, disse Ademir Wiederkehr, secret\u00e1rio de imprensa da Contraf-CUT. Ele avaliou que \u201cpara a redu\u00e7\u00e3o dos assaltos ocorrida a partir de 2000 foi fundamental a instala\u00e7\u00e3o das portas girat\u00f3rias de seguran\u00e7a com detectores de metais, que come\u00e7aram a ser colocadas a partir do final dos anos 90, por for\u00e7a da mobiliza\u00e7\u00e3o dos banc\u00e1rios em todo pa\u00eds e da aprova\u00e7\u00e3o de leis municipais de v\u00e1rias cidades\u201d.<\/p>\n<p>Para o dirigente sindical, \u201co crescimento dos assaltos pode estar ligado \u00e0 retirada de portas girat\u00f3rias por alguns bancos e \u00e0 inaugura\u00e7\u00e3o de novas unidades sem esse equipamento indispens\u00e1vel, que j\u00e1 virou s\u00edmbolo de prote\u00e7\u00e3o da vida de trabalhadores e clientes\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>O diretor do Sindicato dos Banc\u00e1rios de S\u00e3o Paulo, Daniel Reis, tamb\u00e9m n\u00e3o se surpreendeu com os n\u00fameros exibidos. Ele afirmou que o levantamento da Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica j\u00e1 havia revelado o crescimento de 211 para 254 assaltos no Estado de S\u00e3o Paulo, sobretudo nas \u00e1reas nobres da capital paulista.\u00a0<\/p>\n<p>Daniel afirmou que em assembleias realizadas pelo Sindicato no dia anterior, os banc\u00e1rios aprovaram uma mo\u00e7\u00e3o de rep\u00fadio aos bancos que est\u00e3o retirando portas girat\u00f3rias. Ele tamb\u00e9m prop\u00f4s um gesto para a Fenaban: desaconselhar os bancos a retirar esse equipamento. Mas a entidade dos banqueiros disse que \u201cn\u00e3o seria poss\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p>Carta em defesa das portas girat\u00f3rias<\/p>\n<p>A Contraf-CUT entregou uma carta para a Fenaban, manifestando \u201ca grande preocupa\u00e7\u00e3o dos banc\u00e1rios de todo Brasil diante da pol\u00edtica adotada por alguns bancos de retirada das portas girat\u00f3rias\u201d. Para a entidade, \u201ctrata-se de um retrocesso perigoso, que \u00e9 inaceit\u00e1vel\u201d. A reivindica\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201ca manuten\u00e7\u00e3o e a amplia\u00e7\u00e3o das portas girat\u00f3rias para todas as ag\u00eancias e postos de atendimento\u201d.<\/p>\n<p>Banc\u00e1rios cobram n\u00fameros de arrombamentos e \u201csaidinha de banco\u201d\u00a0<\/p>\n<p>Os banc\u00e1rios solicitaram tamb\u00e9m os n\u00fameros dos arrombamentos a bancos, uma vez que esses ataques dispararam nos \u00faltimos anos, sobretudo com o uso de explosivos. A Fenaban disse que n\u00e3o possui n\u00fameros, alegando que ocorrem fora do hor\u00e1rio de atendimento, n\u00e3o envolvem pessoas e seriam problemas de seguran\u00e7a p\u00fablica. \u201cOs bancos s\u00e3o respons\u00e1veis pela seguran\u00e7a de seus estabelecimentos, sendo que tais ataques geram inseguran\u00e7a para trabalhadores e clientes, na medida em que revelam a vulnerabilidade das instala\u00e7\u00f5es\u201d, rebateu Ademir.<\/p>\n<p>A Contraf-CUT ainda requereu dados sobre o crime da \u201csaidinha de banco\u201d, mas a Fenaban voltou a dizer que \u00e9 um problema de seguran\u00e7a p\u00fablica. Os banc\u00e1rios rebateram. \u201cEsse ataque come\u00e7a dentro das ag\u00eancias, diante da falta de privacidade dos clientes na hora dos saques. \u00c9 l\u00e1 que os olheiros escolhem as v\u00edtimas. Portanto, os bancos n\u00e3o podem fugir de suas responsabilidades e jogar a culpa para os clientes e \u00e0 pol\u00edcia\u201d, salientou o dirigente sindical.\u00a0<\/p>\n<p>Portas girat\u00f3rias e \u201csaidinha de banco\u201d na pauta da pr\u00f3xima reuni\u00e3o<\/p>\n<p>A pr\u00f3xima reuni\u00e3o trimestral da mesa tem\u00e1tica, conforme estabelece a conven\u00e7\u00e3o coletiva, ser\u00e1 realizada em maio. A data ficou de ser agendada posteriormente.\u00a0<\/p>\n<p>Os banc\u00e1rios pautaram dois assuntos para discuss\u00e3o: portas girat\u00f3rias e \u201csaidinha de banco\u201d. Segundo Ademir, \u201ca perman\u00eancia das portas de seguran\u00e7a \u00e9 fundamental porque esse equipamento, apesar da controv\u00e9rsia de alguns bancos, j\u00e1 comprovou a sua efic\u00e1cia, como revela a queda dos assaltos desde 2000\u2033.\u00a0<\/p>\n<p>O debate acerca do combate \u00e0 \u201csaidinha de banco\u201d tamb\u00e9m precisa ser retomado. \u201cNo ano passado, apresentamos v\u00e1rias propostas aos bancos, como a instala\u00e7\u00e3o de biombos entre a fila e a bateria de caixas, a coloca\u00e7\u00e3o de divis\u00f3rias opacas e individualizadas entre os caixas, a instala\u00e7\u00e3o de sistemas de monitoramento em tempo real em ag\u00eancias e postos de atendimento, e a isen\u00e7\u00e3o das tarifas de transfer\u00eancias (TED, DOC) para diminuir a circula\u00e7\u00e3o de dinheiro\u201d, destaca Ademir.<\/p>\n<p>A Contraf-CUT frisou que os bancos possuem recursos para ampliar os investimentos em seguran\u00e7a. Segundo pesquisa do Dieese, com base nos balan\u00e7os de 2011 dos cinco maiores bancos, as despesas de seguran\u00e7a e vigil\u00e2ncia somaram R$ 2,6 bilh\u00f5es, o que representa uma m\u00e9dia de 5,2% do lucro l\u00edquido de R$ 50,7 bilh\u00f5es. \u201cOferecer ambientes seguros e protegidos seria uma forma de contrapartida social\u201d, defendeu o dirigente sindical.<\/p>\n<p>Em 2011, conforme pesquisa nacional da Contraf-CUT e da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Vigilantes (CNTV), com base em not\u00edcias da imprensa, 49 pessoas foram mortas em assaltos envolvendo bancos em todo pa\u00eds, uma m\u00e9dia de 4 v\u00edtimas por m\u00eas, na sua maioria clientes. Em 2010, houve 23 ocorr\u00eancias. \u201cA vida das pessoas precisa ser colocada em primeiro lugar\u201d, ressaltou.\u00a0<\/p>\n<p>Participaram da mesa tem\u00e1tica represetantes da Fetec-SP, Fetec-PR, Feeb RJ-ES, Fetraf-MG, Fetrafi-RS, Fetrafi-NE, Fetec-CN e Feeb SP-MS.<\/p>\n<p>Fonte: Contraf-CUT<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A estat\u00edstica nacional da Febraban sobre assaltos a bancos, consumados ou n\u00e3o, indicou 422 ocorr\u00eancias em 2011, um crescimento de 14,36% em rela\u00e7\u00e3o a 2010. 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