{"id":2587,"date":"2017-07-06T17:11:46","date_gmt":"2017-07-06T20:11:46","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/empresario-que-quer-reforma-trabalhista-hoje-nao-tera-consumidor-amanha\/"},"modified":"2017-07-06T17:11:46","modified_gmt":"2017-07-06T20:11:46","slug":"empresario-que-quer-reforma-trabalhista-hoje-nao-tera-consumidor-amanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/empresario-que-quer-reforma-trabalhista-hoje-nao-tera-consumidor-amanha\/","title":{"rendered":"Empres\u00e1rio que quer reforma trabalhista hoje n\u00e3o ter\u00e1 consumidor amanh\u00e3"},"content":{"rendered":"<p>Economista alerta que trabalhador brasileiro j\u00e1 recebe menos do que o chin\u00eas e ficar\u00e1 ainda mais fr\u00e1gil se a reforma passar. Maior ativo de nossa economia, o mercado interno ser\u00e1 estrangulado, diz<\/p>\n<p><strong>por Reda\u00e7\u00e3o RBA<\/strong><br \/>\u00a0<\/p>\n<p>Para Marcio Pochmann, economista e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a proposta de reforma trabalhista do governo Temer, que modifica mais de 300 artigos da CLT, n\u00e3o vai melhorar a vida do trabalhador nem contribuir\u00e1 para criar empregos. Vai apenas dar ainda mais poder aos empres\u00e1rios, com risco de estrangular o mercado consumidor interno.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 R\u00e1dio Brasil Atual hoje (6), Pochmann afirma que o custo do trabalho, hoje, no Brasil, j\u00e1 \u00e9 menor que na China. &#8220;Alguns anos atr\u00e1s, os empres\u00e1rios reclamavam que n\u00e3o tinham condi\u00e7\u00f5es de competir com o produto chin\u00eas porque l\u00e1 os sal\u00e1rios eram de fome. O que dizer quando o custo do trabalho na China \u00e9 16% maior do que na ind\u00fastria do Brasil?&#8221;, alerta o economista.<\/p>\n<p>O projeto que atualmente tramita em regime de urg\u00eancia no Senado n\u00e3o pode sequer ser chamado de reforma, avalia Pochmann, porque o termo pressup\u00f5e aprimoramento, o que n\u00e3o \u00e9 o caso. Para ele, a ideia de que acordos entre patr\u00f5es e empregados tenham preval\u00eancia sobre a legisla\u00e7\u00e3o \u2013 o chamado negociado sobre o legislado \u2013, deve aprofundar o desequil\u00edbrio na rela\u00e7\u00e3o essas partes. &#8220;Essas proposi\u00e7\u00f5es tendem a fazer com que predomine o poder do empres\u00e1rio diante do trabalhador, do ponto de vista da retirada da efici\u00eancia da lei diante da negocia\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>O economista observa que a negocia\u00e7\u00e3o tende a ser levada, cada vez mais para o sentido individual, o que torna a condi\u00e7\u00e3o do trabalhador ante o empregador ainda mais fr\u00e1gil. &#8220;H\u00e1 um desequil\u00edbrio enorme entre aquele que pode decidir a vida da pessoa, contratando ou n\u00e3o, e aquele que s\u00f3 tem o seu trabalho a oferecer&#8221;, afirma, assinalando que todas as modifica\u00e7\u00f5es que constam nessa proposta de reforma foram elaborada por entidades patronais. &#8220;N\u00e3o se encontram sugest\u00f5es que vieram da parte do trabalhador.&#8221;<\/p>\n<p>A consequ\u00eancia, em sua vis\u00e3o, ser\u00e1 a redu\u00e7\u00e3o ainda maior do custo do trabalho, o que pode acabar por estrangular o mercado consumidor interno, principal ativo do pa\u00eds. &#8220;A empresa que percebe num primeiro momento a reforma como uma possibilidade de redu\u00e7\u00e3o de custos depois n\u00e3o ter\u00e1 para quem vender seus produtos. O custo de contrata\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 renda em circula\u00e7\u00e3o&#8221;, alerta. &#8220;Com a renda menor, o empres\u00e1rio ter\u00e1 dificuldade de vender o seu produto, de prestar o seu servi\u00e7o, pois n\u00e3o haver\u00e1 consumo, nem consumidor e demanda para sustentar o aumento da produ\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>O argumento de que a Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT) \u00e9 antiquada tamb\u00e9m \u00e9 contestada pelo professor, pois a maior parte dos seus artigos foi alterado ao longo desses mais de 70 anos. &#8220;Dos mais de 900 artigos que a CLT possui hoje, somente 10% deles se mant\u00eam como estabelecidos em 1943.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Economista alerta que trabalhador brasileiro j\u00e1 recebe menos do que o chin\u00eas e ficar\u00e1 ainda mais fr\u00e1gil se a reforma passar. 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