{"id":2380,"date":"2012-12-28T00:00:00","date_gmt":"2012-12-28T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/trabalhadores-precisam-fazer-disputa-com-conservadores-diz-contraf-cut\/"},"modified":"2012-12-28T00:00:00","modified_gmt":"2012-12-28T02:00:00","slug":"trabalhadores-precisam-fazer-disputa-com-conservadores-diz-contraf-cut","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/trabalhadores-precisam-fazer-disputa-com-conservadores-diz-contraf-cut\/","title":{"rendered":"Trabalhadores precisam fazer disputa com conservadores, diz Contraf-CUT"},"content":{"rendered":"<p>Apesar de ter provocado a crise econ\u00f4mica, que desde 2008 fechou mais de 30 milh\u00f5es de postos de trabalho em todo o mundo, e na Europa estar destruindo o Estado de bem-estar social constru\u00eddo em quase um s\u00e9culo de lutas dos trabalhadores, o neoliberalismo perdeu o pudor e volta a dominar todos os espa\u00e7os na grande m\u00eddia nacional.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Em nome do deus mercado, os neoliberais, cujo quartel-general se esconde nas entranhas no sistema financeiro, combatem a pol\u00edtica de queda de juros e spread do governo federal, rebelam-se contra a redu\u00e7\u00e3o das tarifas de eletricidade e contra as interven\u00e7\u00f5es do Estado para regular \u00e1reas estrat\u00e9gicas da economia. Demonizam as pol\u00edticas sociais e amplificam a campanha visando criminalizar a a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos que os combatem, especialmente dirigentes pol\u00edticos do Partido dos Trabalhadores.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT, que acaba de ser reconduzido \u00e0 presid\u00eancia da UNI Am\u00e9ricas Finan\u00e7as, defende que \u00e9 desafio do movimento sindical sair do corporativismo e fazer esse enfrentamento com os neoliberais e com os conservadores, que t\u00eam hoje a hegemonia nos grandes ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Nesta entrevista exclusiva, concedida \u00e0s v\u00e9speras do ano novo, Carlos Cordeiro faz tamb\u00e9m um balan\u00e7o da campanha nacional dos banc\u00e1rios de 2012 e aponta os desafios para o futuro.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Que balan\u00e7o voc\u00ea faz do ano de 2012?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Carlos Cordeiro<\/strong> \u2013 Foi bastante positivo. O \u00eaxito na verdade teve in\u00edcio em 2011, quando sofremos uma press\u00e3o muito grande dos banqueiros, da m\u00eddia e do governo para n\u00e3o ter aumento real de sal\u00e1rio, porque traria infla\u00e7\u00e3o. Fizemos o enfrentamento, junto com outras categorias, e conquistamos ganho real de sal\u00e1rio pelo oitavo ano seguido. E em 2012 n\u00e3o tivemos um aumento de infla\u00e7\u00e3o, como eles amea\u00e7avam, e tivemos novo ganho real.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos nove anos, conquistamos 16% de aumento real em todos os sal\u00e1rios e 36% de ganho real no piso. Podemos dizer que \u00e9 uma pol\u00edtica permanente e constante de aumento real de sal\u00e1rio e valoriza\u00e7\u00e3o do piso. E isso ocorre no momento em que comemoramos os 20 anos da nossa Conven\u00e7\u00e3o Coletiva de Trabalho, que \u00e9 hoje uma refer\u00eancia para todos os trabalhadores brasileiros.<\/p>\n<p>N\u00e3o tem maior inclus\u00e3o social do que distribui\u00e7\u00e3o de renda via aumento de sal\u00e1rio. Embora ainda em uma velocidade lenta, \u00e9 uma mudan\u00e7a, porque antigamente t\u00ednhamos perdas e neste \u00faltimo per\u00edodo conseguimos reverter, o que \u00e9 fundamental para reduzir a desigualdade no pa\u00eds. O aumento real deste ano vem coroar esta pol\u00edtica correta, que come\u00e7a l\u00e1 atr\u00e1s com a Conven\u00e7\u00e3o Coletiva.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Os avan\u00e7os na parte econ\u00f4mica foram o ganho mais importante?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Carlos Cordeiro<\/strong> \u2013 N\u00e3o. T\u00e3o ou mais importante que as conquistas econ\u00f4micas s\u00e3o os avan\u00e7os sociais no \u00faltimo per\u00edodo. Em 2012, por exemplo, tivemos grande avan\u00e7o no tema da seguran\u00e7a banc\u00e1ria. No ano passado tivemos 49 mortes em assaltos envolvendo bancos e no primeiro semestre de 2012 foram 27 homic\u00eddios, o que nos obriga a buscar uma solu\u00e7\u00e3o. Conseguimos manter uma din\u00e2mica de negocia\u00e7\u00e3o sobre seguran\u00e7a com a Fenaban que aponta para um projeto-piloto, embora ainda com algumas fragilidades, que contempla antigas reivindica\u00e7\u00f5es como porta girat\u00f3ria com detector de metal e biombos em frente aos caixas. Abrimos um canal de negocia\u00e7\u00e3o onde vamos poder testar essa pol\u00edtica de seguran\u00e7a, fazer uma avalia\u00e7\u00e3o do que funcionou ou n\u00e3o funcionou, com o objetivo de implantar um projeto nacional.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>O que mais voc\u00ea destacaria da campanha nacional de 2012?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Carlos Cordeiro<\/strong> \u2013 Na quest\u00e3o do emprego, tivemos avan\u00e7os na Caixa, com a contrata\u00e7\u00e3o de mais de 5 mil banc\u00e1rios em 2012 e com a conquista de uma cl\u00e1usula no acordo coletivo que garante mais 7 mil contrata\u00e7\u00f5es em 2013. Isso \u00e9 importante na disputa que estamos travando com os bancos privados, particularmente Santander e Ita\u00fa.<\/p>\n<p>O banco espanhol, que obt\u00e9m aqui 26% do lucro mundial, demitiu 1.280 trabalhadores na v\u00e9spera do Natal, desrespeitando o Brasil e os brasileiros. J\u00e1 o Ita\u00fa, apesar do maior lucro do sistema financeiro nacional, cortou mais de 7 mil postos de trabalho nos primeiros nove meses do ano, mostrando que n\u00e3o est\u00e1 gerando empregos para contribuir com o desenvolvimento do pa\u00eds. Al\u00e9m disso, eles abusaram da rotatividade, essa jabuticaba para reduzir custos e turbinar lucros, al\u00e9m de pagarem b\u00f4nus milion\u00e1rios para os altos executivos.<\/p>\n<p>Conquistamos ainda novas cl\u00e1usulas sobre sa\u00fade do trabalhador e no tema igualdade de oportunidades tamb\u00e9m teve avan\u00e7o. Conseguimos arrancar da Fenaban a realiza\u00e7\u00e3o de um novo censo, que vai permitir fazer uma reflex\u00e3o aberta, p\u00fablica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pol\u00edticas que os bancos v\u00eam adotando a partir do Mapa da Diversidade, e saber se surtiram efeito ou n\u00e3o. Hoje temos clareza que n\u00e3o surtiram efeito, mas o novo censo, embora n\u00e3o seja instrumento que acabe a discrimina\u00e7\u00e3o, \u00e9 um meio importante para discutirmos em cima de fatos concretos com a Fenaban sobre pol\u00edticas para acabar com as discrimina\u00e7\u00f5es. Isso \u00e9 uma luta, \u00e9 um processo e o censo \u00e9 mais um passo nessa dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea destacaria algo no campo da organiza\u00e7\u00e3o da categoria?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Carlos Cordeiro<\/strong> \u2013 A grande conquista que temos \u00e9 a unidade dos banc\u00e1rios de todo o pa\u00eds. N\u00e3o s\u00f3 na campanha deste ano, mas do \u00faltimo per\u00edodo, evidenciando que, quanto maior a unidade dos banc\u00e1rios, maior s\u00e3o as conquistas. E isso aponta para o futuro. Se de fato queremos enfrentar os bancos e melhorar as condi\u00e7\u00f5es de trabalho e remunera\u00e7\u00e3o dos banc\u00e1rios, vai depender no nosso grau de unidade. N\u00e3o s\u00f3 unidade entre trabalhadores dos bancos p\u00fablicos e privados, mas tamb\u00e9m unidade interna do movimento sindical banc\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>E quais os desafios que voc\u00ea enxerga para 2013?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Carlos Cordeiro<\/strong> \u2013 O projeto pol\u00edtico eleito pelo povo brasileiro vem sendo atacado constantemente pela direita organizada neste pa\u00eds, comandada pelos grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o. E isso nos leva a uma disputa que est\u00e1 colocada na sociedade hoje. N\u00f3s do movimento sindical, que somos a refer\u00eancia dos trabalhadores, precisamos entrar nesta disputa mais fortalecidos ainda, organizados e articulados.<\/p>\n<p>\u00c9 importante tamb\u00e9m pautar a discuss\u00e3o dos temas que interessam aos trabalhadores e \u00e0 sociedade. A reforma tribut\u00e1ria \u00e9 um deles. Que reforma tribut\u00e1ria os trabalhadores querem? E dentro dela qual o papel do Estado, quem vai financiar o Estado, quais as pol\u00edticas p\u00fablicas, as pol\u00edticas sociais?<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>O 3\u00ba Congresso da Contraf-CUT, em abril de 2012, apontou mais temas priorit\u00e1rios para os trabalhadores na discuss\u00e3o com a sociedade?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Carlos Cordeiro<\/strong> \u2013 Sim. Outro tema importante \u00e9 a reforma pol\u00edtica, que h\u00e1 d\u00e9cadas est\u00e1 na ordem do dia, mas cuja discuss\u00e3o n\u00e3o avan\u00e7a porque \u00e9 travada pelas for\u00e7as conservadoras. Qual a reforma pol\u00edtica que queremos? Como devem ser o Congresso Nacional, as assembl\u00e9ias legislativas e as c\u00e2maras de vereadores para que de fato representem os trabalhadores e n\u00e3o o poder econ\u00f4mico, como hoje, que coloca l\u00e1 seus representantes com campanhas milion\u00e1rias? Precisamos discutir o financiamento p\u00fablico das campanhas pol\u00edticas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>E sobre o sistema financeiro?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Carlos Cordeiro<\/strong> \u2013 A reforma do sistema financeiro \u00e9 absolutamente priorit\u00e1ria. Por isso, n\u00f3s precisamos cada vez de uma confer\u00eancia nacional sobre o sistema financeiro. Como o governo ignorou as v\u00e1rias solicita\u00e7\u00f5es que fizemos para realiz\u00e1-la, cabe aos trabalhadores e outros representantes da sociedade concretiz\u00e1-la. \u00c9 muito importante discutir n\u00e3o apenas o papel dos bancos e do cr\u00e9dito, mas acima de tudo o que a sociedade quer de um sistema financeiro, para onde estar\u00e1 direcionado, quem vai ser atendido, a quest\u00e3o da universaliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os banc\u00e1rios, a redu\u00e7\u00e3o dos juros e das tarifas e, acima de tudo, com fiscaliza\u00e7\u00e3o eficiente e puni\u00e7\u00e3o exemplar quando houver falcatruas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 outros temas que ganham relev\u00e2ncia cada vez maior, como por exemplo o do marco regulat\u00f3rio da m\u00eddia.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Carlos Cordeiro<\/strong> \u2013 Acho que precisamos discutir urgentemente uma regulamenta\u00e7\u00e3o da m\u00eddia. O marco regulat\u00f3rio das comunica\u00e7\u00f5es no Brasil \u00e9 de 1962, de uma \u00e9poca que n\u00e3o havia sequer televis\u00e3o a cores, quanto mais TV a cabo e internet. A Argentina est\u00e1 fazendo essa discuss\u00e3o, com um projeto que tem recebido elogios das Na\u00e7\u00f5es Unidas. A Inglaterra est\u00e1 punindo os excessos e crimes cometidos pelos jornais do Rupert Murdoch. Na Europa e nos Estados Unidos h\u00e1 limite para que um mesmo grupo empresarial acumule propriedades cruzadas de meios de comunica\u00e7\u00e3o, de forma a impedir o oligop\u00f3lio e incentivar a diversidade de propriedade de meios de comunica\u00e7\u00e3o e, em \u00faltima inst\u00e2ncia, a liberdade de express\u00e3o e a pluralidade de opini\u00f5es.<\/p>\n<p>As reformas tribut\u00e1ria e pol\u00edtica, a regulamenta\u00e7\u00e3o do sistema financeiro e o marco regulat\u00f3rio das comunica\u00e7\u00f5es s\u00e3o temas que a sociedade, e especialmente os trabalhadores, precisam ficar a par deles. E para isso o movimento sindical precisa estar preparado, conhecer esses temas e se especializar neles para promover a discuss\u00e3o, fazer o debate e dialogar com os trabalhadores. Temos que ter posi\u00e7\u00e3o a respeito desses temas e, mais do que isso, fazer a disputa na sociedade, sendo a refer\u00eancia dos trabalhadores, porque hoje os empres\u00e1rios acabam sendo a grande refer\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>E quais s\u00e3o os desafios no campo sindical?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Carlos Cordeiro<\/strong> \u2013 Do ponto de vista corporativo, o grande desafio hoje colocado \u00e9 o emprego. Temos de criar condi\u00e7\u00f5es para grandes mobiliza\u00e7\u00f5es em defesa do emprego, porque banco e governo \u00e9 como feij\u00e3o: s\u00f3 com press\u00e3o. \u00c9 importante negociar, estabelecer as mesas de negocia\u00e7\u00e3o, mas negocia\u00e7\u00e3o sem mobiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 fr\u00e1gil. E isso passa por ampliar nosso di\u00e1logo com os trabalhadores, para estarem mais presentes nesses processos de negocia\u00e7\u00e3o, participando das mobiliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel dar um salto de qualidade no debate do emprego. N\u00e3o podemos ficar atr\u00e1s do debate que h\u00e1 em outros pa\u00edses, que t\u00eam empregos est\u00e1veis, sem rotatividade. Esse \u00e9, sem d\u00favida, hoje o maior desafio que a categoria banc\u00e1ria tem. \u00c9 preciso acabar com a demiss\u00e3o imotivada, com a terceiriza\u00e7\u00e3o, com a precariza\u00e7\u00e3o, com o trabalho indecente, com os projetos de correspondentes banc\u00e1rios.<\/p>\n<p>Os outros dois desafios corporativos s\u00e3o o da remunera\u00e7\u00e3o e das condi\u00e7\u00f5es de trabalho. \u00c9 preciso inverter essa l\u00f3gica de remunera\u00e7\u00e3o vari\u00e1vel x remunera\u00e7\u00e3o fixa. Temos que lutar por uma remunera\u00e7\u00e3o decente, fixa, e que tenha impacto em toda a vida laboral, especialmente na aposentadoria do trabalhador. Essa \u00e9 uma mudan\u00e7a que vai depender de muito debate com os trabalhadores e muito enfrentamento com os bancos e com o governo. E, claro, da nossa unidade e mobiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Por fim, qual \u00e9 a sua mensagem de ano novo para banc\u00e1rios e banc\u00e1rias de todo Brasil?<\/strong><\/p>\n<p>Carlos Cordeiro \u2013 Quero desejar um maravilhoso ano novo para toda a categoria e seus amigos e familiares, repleto de muitos sonhos, esperan\u00e7as, lutas, conquistas e realiza\u00e7\u00f5es. Que as luzes do Natal nos acompanhem e iluminem os nossos caminhos ao longo de 2013. E que tenhamos muita paz, que s\u00f3 existe com emprego, melhores sal\u00e1rios e condi\u00e7\u00f5es de trabalho, respeito, valoriza\u00e7\u00e3o, justi\u00e7a social e dignidade.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>Fonte: Contraf-CUT<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de ter provocado a crise econ\u00f4mica, que desde 2008 fechou mais de 30 milh\u00f5es de postos de trabalho em todo o mundo, e na Europa estar destruindo o Estado de bem-estar social constru\u00eddo em quase um s\u00e9culo de lutas dos trabalhadores, o neoliberalismo perdeu o pudor e volta a dominar todos os espa\u00e7os na [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-2380","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2380","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2380"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2380\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2380"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2380"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2380"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}