{"id":1845,"date":"2012-08-17T00:00:00","date_gmt":"2012-08-17T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/brasileiros-ignoram-valor-das-taxas-que-gastam-para-manter-conta-corrente\/"},"modified":"2012-08-17T00:00:00","modified_gmt":"2012-08-17T03:00:00","slug":"brasileiros-ignoram-valor-das-taxas-que-gastam-para-manter-conta-corrente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/brasileiros-ignoram-valor-das-taxas-que-gastam-para-manter-conta-corrente\/","title":{"rendered":"Brasileiros ignoram valor das taxas que gastam para manter conta corrente"},"content":{"rendered":"<p>Estado de Minas<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O consumidor reclama das tarifas banc\u00e1rias e dos altos juros cobrados pelos empr\u00e9stimos feitos com as institui\u00e7\u00f5es financeiras, mas \u00e9 acomodado e faz pouco esfor\u00e7o para tentar pagar menos. Os dados fazem parte de levantamento da Proteste Associa\u00e7\u00e3o de Consumidores, que ouviu 5,09 mil pessoas no pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O estudo mostra que os clientes dos bancos costumam ser leais, mas n\u00e3o se informam sobre o custo para manter a conta ou outros tipos de cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Apesar da possibilidade de portabilidade, o levantamento constatou que 74% dos clientes mant\u00eam a principal conta corrente no mesmo banco em que recebem o sal\u00e1rio ou pens\u00e3o. Mais da metade (52%) n\u00e3o troca de institui\u00e7\u00e3o financeira h\u00e1 pelo menos 10 anos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Cerca de 39% dos entrevistados n\u00e3o sabiam informar quanto pagam pela sua conta-corrente. Entre os que sabem, o valor m\u00e9dio gasto por m\u00eas \u00e9 de R$ 54,93. A pesquisa mostra ainda que os bancos deixaram a desejar no valor dos juros e tarifas (muito altos) e na transpar\u00eancia das informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cMas o consumidor tamb\u00e9m n\u00e3o conhece bem o seu perfil para poder contratar os servi\u00e7os e pagar menos. Ele precisa definir as prioridades como cliente do banco para n\u00e3o ter o \u00f4nus do produto que n\u00e3o precisa\u201d, avalia Maria In\u00eas Dolci, coordenadora institucional da Proteste.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Um programa de aconselhamento ao cr\u00e9dito poderia ajudar o consumidor brasileiro, segundo avalia\u00e7\u00e3o da Proteste. O programa orientaria sobre qual cr\u00e9dito escolher e qual a melhor forma de pagamento, evitando assim que voltasse a pedir empr\u00e9stimo com a finalidade de pagar o primeiro d\u00e9bito.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Os entrevistados possuem, em sua maioria, dois cart\u00f5es de cr\u00e9dito (60%) e pagam anuidade m\u00e9dia de R$ 61 para cada um. Cada cart\u00e3o apresenta limite m\u00e9dio de R$ 2.984,20. \u201cSe a pessoa gasta muito, \u00e9 recomendado que tenha um s\u00f3 cart\u00e3o, pois tem controle maior do d\u00e9bito\u201d, observa Maria In\u00eas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O cr\u00e9dito rotativo \u00e9 pr\u00e1tica comum de percentual consider\u00e1vel (20,5%) de entrevistados que n\u00e3o consegue pagar o total da fatura. Dos consumidores que t\u00eam um segundo empr\u00e9stimo pessoal, 26,3% afirmaram que solicitaram o cr\u00e9dito para pagar outras d\u00edvidas. \u201cIsso demonstra uma falta de planejamento e a incapacidade de pagar o d\u00e9bito com o sal\u00e1rio que ganha\u201d, diz Maria In\u00eas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cEscolho o meu banco pelo gerente. J\u00e1 teve vez que cheguei a mudar de institui\u00e7\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o dele\u201d, afirma a empres\u00e1ria Fernanda Grossi<br \/>O m\u00e9dico Vicente de Paula retrata bem o perfil m\u00e9dio do consumidor detectado pela pesquisa. Ele \u00e9 cliente de tr\u00eas institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias: Ita\u00fa, Sistema de Cooperativas de Cr\u00e9dito do Brasil (Sicoob) e Bradesco. No Ita\u00fa, ele \u00e9 cliente h\u00e1 40 anos, no Bradesco h\u00e1 12 anos, e no Sicoob h\u00e1 13.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o posso fazer a op\u00e7\u00e3o de um \u00fanico banco, pois recebo os honor\u00e1rios em institui\u00e7\u00f5es diferentes\u201d, afirma. Na sua opini\u00e3o, os bancos poderiam remunerar melhor o dinheiro do consumidor. \u201cEles (os bancos) deveriam remunerar a nossa conta corrente por pelo menos a metade da taxa de juros que empresta\u201d, observa.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A empres\u00e1ria Fernanda Grossi \u00e9 cliente h\u00e1 mais de 10 anos do Santander. A sua conta de empresa \u00e9 no Banco do Brasil. Ela conta que j\u00e1 pensou em sair, mas o que define a sua escolha \u00e9 o tratamento do gerente da institui\u00e7\u00e3o. \u201cEscolho pelo gerente. J\u00e1 teve vez que cheguei a mudar de banco em fun\u00e7\u00e3o dele\u201d, diz.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>ENDIVIDAMENTO FAMILIAR<\/strong><\/p>\n<p>A facilidade de obten\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito, a falta de planejamento familiar e as altas taxas de juros cobradas pelo mercado impulsionam o endividamento dos consumidores, segundo outro levantamento divulgado ontem pela Proteste. A pesquisa ouviu 200 pessoas e constatou que, quando uma fam\u00edlia assume uma d\u00edvida, paga em m\u00e9dia 189% a mais por ano do que o valor real do bem financiado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>As fam\u00edlias que participaram do estudo t\u00eam renda m\u00e9dia de R$ 2.401 e declararam pagamentos de d\u00edvidas de R$ 1.009,45, em m\u00e9dia, o que resulta em comprometimento de 42% da renda para pagamento de d\u00e9bitos. O estudo mostrou que as fam\u00edlias t\u00eam em m\u00e9dia tr\u00eas d\u00edvidas ativas. Entretanto, 23% das fam\u00edlias t\u00eam cinco d\u00edvidas ou mais.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>Fonte: Estado de Minas<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estado de Minas \u00a0 O consumidor reclama das tarifas banc\u00e1rias e dos altos juros cobrados pelos empr\u00e9stimos feitos com as institui\u00e7\u00f5es financeiras, mas \u00e9 acomodado e faz pouco esfor\u00e7o para tentar pagar menos. 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