{"id":1804,"date":"2012-08-09T00:00:00","date_gmt":"2012-08-09T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/banqueiros-se-negam-a-discutir-metas-abusivas-que-adoecem-bancarios\/"},"modified":"2012-08-09T00:00:00","modified_gmt":"2012-08-09T03:00:00","slug":"banqueiros-se-negam-a-discutir-metas-abusivas-que-adoecem-bancarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/banqueiros-se-negam-a-discutir-metas-abusivas-que-adoecem-bancarios\/","title":{"rendered":"Banqueiros se negam a discutir metas abusivas que adoecem banc\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p>\u201cN\u00e3o existem metas abusivas nos bancos. Elas s\u00e3o apenas desafiadoras. O ass\u00e9dio moral, quando existe, \u00e9 resultado do desvio de car\u00e1ter de alguns gestores. As reclama\u00e7\u00f5es que existem nos locais de trabalho s\u00e3o normais, parecidas com as dos filhos que se queixam das cobran\u00e7as dos pais, dos alunos que protestam contra exig\u00eancias dos professores e dos atletas que reclamam do rigor dos t\u00e9cnicos.\u201d<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Foi isso o que os bancos alegaram nesta quarta-feira 8 ao Comando Nacional dos Banc\u00e1rios, coordenado pela Contraf-CUT, durante o segundo dia da primeira rodada de negocia\u00e7\u00e3o da Campanha 2012, bloqueando as discuss\u00f5es sobre sa\u00fade e condi\u00e7\u00f5es de trabalho e as reivindica\u00e7\u00f5es dos trabalhadores pelo fim das metas abusivas e do ass\u00e9dio moral, que est\u00e3o provocando uma verdadeira epidemia de adoecimentos nas unidades.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cOs bancos querem naturalizar e individualizar a viol\u00eancia organizacional, como se ela fosse um desvio de car\u00e1ter e a culpa, em \u00faltima inst\u00e2ncia, fosse dos pr\u00f3prios banc\u00e1rios. N\u00f3s discordamos disso. Consideramos que o ass\u00e9dio moral \u00e9 uma quest\u00e3o coletiva, resultado de um modelo de gest\u00e3o equivocado, gerador de doen\u00e7as\u201d, afirma Walcir Previtale, secret\u00e1rio de Sa\u00fade do Trabalhador da Contraf-CUT.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Os dirigentes sindicais expuseram essa vis\u00e3o aos representantes dos bancos e reafirmaram a reivindica\u00e7\u00e3o de que \u00e9 preciso que os banc\u00e1rios participem da discuss\u00e3o das metas. \u201cO problema hoje \u00e9 de viol\u00eancia organizacional. Por que n\u00e3o fazemos uma pesquisa para ouvir os banc\u00e1rios, de modo a efetuarmos uma radiografia conjunta do problema?\u201d, prop\u00f4s Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Os bancos recusaram tanto a realiza\u00e7\u00e3o da pesquisa como a inclus\u00e3o dos banc\u00e1rios na discuss\u00e3o sobre o estabelecimento de metas. Eles alegam que isso significaria submeter a gest\u00e3o dos bancos ao escrut\u00ednio dos banc\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Combate ao ass\u00e9dio moral<\/strong><\/p>\n<p>O Comando Nacional cobrou dos bancos uma reavalia\u00e7\u00e3o do instrumento de combate ao ass\u00e9dio moral previsto na Conven\u00e7\u00e3o Coletiva com ades\u00e3o espont\u00e2nea para bancos e sindicatos. \u201cEsse instrumento precisa ser avaliado. Ele \u00e9 insuficiente e precisa de ajustes. Tem havido reincid\u00eancias e, como \u00e9 volunt\u00e1rio, n\u00e3o envolve todos os bancos\u201d, destaca Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Banc\u00e1rios de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ela citou o caso de sua base sindical, onde h\u00e1 640 casos de ass\u00e9dio moral registrados, muitos dos quais discutidos em cada local de trabalho, sem utiliza\u00e7\u00e3o do instrumento previsto na Conven\u00e7\u00e3o Coletiva. H\u00e1 casos de respostas-padr\u00e3o dos bancos que aderiram. \u201cEsse instrumento precisa ser aprimorado\u201d, defendeu.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Programa de Reabilita\u00e7\u00e3o profissional<\/strong><\/p>\n<p>O Comando Nacional questionou os bancos sobre a raz\u00e3o pela qual nenhum deles aderiu ainda ao Programa de Reabilita\u00e7\u00e3o Profissional, que est\u00e1 desde 2009 na Conven\u00e7\u00e3o Coletiva. Pelo acordo, cuja implementa\u00e7\u00e3o \u00e9 opcional, os bancos devem instituir programas de reabilita\u00e7\u00e3o visando assegurar condi\u00e7\u00f5es para a manuten\u00e7\u00e3o ou a reinser\u00e7\u00e3o ao trabalho do banc\u00e1rio com diagn\u00f3stico de adoecimento, de origem ocupacional ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cO que observamos \u00e9 que a grande maioria dos trabalhadores, ao retornarem ao trabalho depois de um determinado per\u00edodo de afastamento, \u00e9 recolocada no mesmo posto de trabalho que o adoeceu, sem nenhuma mudan\u00e7a nas condi\u00e7\u00f5es e no ritmo de trabalho\u201d, salienta Walcir.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A Fenaban tentou fugir do questionamento, sugerindo remeter a quest\u00e3o \u00e0 mesa tem\u00e1tica de sa\u00fade e condi\u00e7\u00f5es de trabalho, mas os dirigentes sindicais cobraram uma solu\u00e7\u00e3o na mesa de negocia\u00e7\u00e3o. Por fim, a Fenaban se comprometeu a fazer reuni\u00f5es com os bancos e procurar resolver o assunto ainda na atual Campanha Nacional.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Nova rodada de negocia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Os debates sobre sa\u00fade e condi\u00e7\u00f5es de trabalho continuar\u00e3o na segunda rodada de negocia\u00e7\u00e3o, que ocorre na pr\u00f3xima quarta 15 e quinta-feira 16, em S\u00e3o Paulo. Tamb\u00e9m ser\u00e3o discutidas as reivindica\u00e7\u00f5es sobre seguran\u00e7a banc\u00e1ria, igualdade de oportunidades e remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Comando Nacional se re\u00fane na ter\u00e7a-feira 14, \u00e0s 10h, na sede da Contraf-CUT, para preparar os debates com os bancos.<\/p>\n<p>Fonte: Contraf-CUT<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cN\u00e3o existem metas abusivas nos bancos. Elas s\u00e3o apenas desafiadoras. O ass\u00e9dio moral, quando existe, \u00e9 resultado do desvio de car\u00e1ter de alguns gestores. 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