{"id":16529,"date":"2025-06-30T18:07:06","date_gmt":"2025-06-30T21:07:06","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/desemprego-recua-para-6-2-no-trimestre-e-atinge-a-menor-taxa-da-serie-historica\/"},"modified":"2025-06-30T18:07:06","modified_gmt":"2025-06-30T21:07:06","slug":"desemprego-recua-para-6-2-no-trimestre-e-atinge-a-menor-taxa-da-serie-historica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/desemprego-recua-para-6-2-no-trimestre-e-atinge-a-menor-taxa-da-serie-historica\/","title":{"rendered":"Desemprego recua para 6,2% no trimestre e atinge a menor taxa da s\u00e9rie hist\u00f3rica"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p>A taxa de desemprego no Brasil recuou para 6,2% no trimestre encerrado em maio, o menor patamar para esse per\u00edodo desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua, em 2012. Nos tr\u00eas meses anteriores, a taxa era de 6,8%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>O resultado representa uma queda de 1 ponto percentual (p.p.) em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo trimestre do ano passado, quando a taxa era de 7,1%.<\/p>\n<p>Ao todo, 6,8 milh\u00f5es de pessoas estavam sem emprego no pa\u00eds \u2014 uma redu\u00e7\u00e3o de 8,6% em compara\u00e7\u00e3o com o trimestre anterior (7,5 milh\u00f5es). Na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2024 (7,8 milh\u00f5es), a queda foi de 12,3%.<\/p>\n<p>J\u00e1 o n\u00famero de trabalhadores com carteira assinada no setor privado atingiu um novo recorde: 39,8 milh\u00f5es de pessoas. O total representa uma alta de 0,5% em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior e um avan\u00e7o de 3,7% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>Segundo o analista da pesquisa do IBGE, William Kratochwill, o recuo na taxa de desemprego foi impulsionado pelo aumento no n\u00famero de ocupados e pela queda nas taxas de subutiliza\u00e7\u00e3o. &#8220;Assim como nas divulga\u00e7\u00f5es anteriores, o mercado de trabalho segue aquecido, o que reduz a disponibilidade de m\u00e3o de obra mais qualificada e aumenta a oferta de vagas formais&#8221;, explica.<\/p>\n<p>A Contraf-CUT avalia que os bons resultados s\u00e3o reflexo direto de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas ao fortalecimento da economia e da gera\u00e7\u00e3o de empregos. \u201cN\u00f3s, do movimento sindical banc\u00e1rio, reconhecemos todos os esfor\u00e7os do governo federal, do presidente Lula, em melhorar os \u00edndices da economia para pavimentar o caminho da gera\u00e7\u00e3o de empregos. Essa pol\u00edtica de Estado \u00e9 fundamental. Se depend\u00eassemos apenas do mercado, n\u00e3o ver\u00edamos esses avan\u00e7os. \u00c9 uma demonstra\u00e7\u00e3o clara de que \u00e9 preciso um Estado fortalecido, com pol\u00edticas p\u00fablicas robustas para garantir emprego e renda\u201d, destaca o secret\u00e1rio de Assuntos Socioecon\u00f4micos da Contraf-CUT, Walcir Previtale.<\/p>\n<p>Segundo Walcir, o movimento sindical tamb\u00e9m tem papel importante nesse processo. \u201cA Contraf-CUT e o movimento sindical banc\u00e1rio v\u00eam sempre apresentando propostas para garantir os empregos existentes e criar novas oportunidades com direitos. A gente precisa valorizar essas pol\u00edticas p\u00fablicas, porque os n\u00fameros mostram que o desemprego vem caindo, e isso s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel com planejamento e atua\u00e7\u00e3o do Estado\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, Walcir refor\u00e7a a cr\u00edtica \u00e0 pol\u00edtica de juros altos mantida pelo Banco Central, que impede um avan\u00e7o ainda maior do emprego no pa\u00eds. \u201cSe tiv\u00e9ssemos uma taxa de juros mais baixa, como defendemos h\u00e1 tempos, os n\u00fameros do IBGE poderiam ser ainda melhores. O Banco Central n\u00e3o pode atuar apenas com base nas metas de infla\u00e7\u00e3o. A pr\u00f3pria lei determina que o emprego tamb\u00e9m deve ser considerado. Cada ponto percentual de alta nos juros encarece o cr\u00e9dito e desestimula os investimentos produtivos, travando a gera\u00e7\u00e3o de emprego\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m ressaltou a import\u00e2ncia do debate sobre justi\u00e7a fiscal e tribut\u00e1ria para viabilizar pol\u00edticas p\u00fablicas duradouras. \u201cA Contraf-CUT defende uma justi\u00e7a fiscal verdadeira. Os super-ricos, bilion\u00e1rios e banqueiros precisam contribuir mais. S\u00f3 com essa redistribui\u00e7\u00e3o \u00e9 que conseguiremos sustentar pol\u00edticas p\u00fablicas que promovam inclus\u00e3o, emprego e desenvolvimento com igualdade\u201d, finaliza.<\/p>\n<p>O total de pessoas ocupadas chegou a 103,9 milh\u00f5es no trimestre encerrado em maio, uma alta de 1,2% ante os tr\u00eas meses anteriores e de 2,5% na compara\u00e7\u00e3o anual. J\u00e1 o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o \u2014 propor\u00e7\u00e3o de pessoas ocupadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em idade de trabalhar \u2014 foi de 58,5%, com alta de 0,6 p.p. em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior.<\/p>\n<p>Outro destaque da pesquisa foi a redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de desalentados \u2014 aqueles que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego. Esse grupo somou 2,89 milh\u00f5es de pessoas, uma queda de 10,6% em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior e de 13,1% na compara\u00e7\u00e3o anual. \u00c9 o menor n\u00famero desde 2016.<\/p>\n<p>&#8220;Essa queda pode ser explicada pela melhoria consistente nas condi\u00e7\u00f5es do mercado de trabalho. O aumento da ocupa\u00e7\u00e3o gera mais oportunidades, que s\u00e3o percebidas por pessoas antes desmotivadas&#8221;, afirma William, em nota oficial.<\/p>\n<p>A taxa composta de subutiliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho \u2014 que inclui pessoas que poderiam estar trabalhando, mas n\u00e3o est\u00e3o \u2014 foi de 14,9%, com queda de 0,8 p.p. na compara\u00e7\u00e3o trimestral e de 1,9 p.p. em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.\u00a0<\/p>\n<p>Veja os destaques da pesquisa:<\/p>\n<ul>\n<li>Taxa de desocupa\u00e7\u00e3o: 6,2%<\/li>\n<li>Popula\u00e7\u00e3o desocupada: 6,8 milh\u00f5es<\/li>\n<li>Popula\u00e7\u00e3o ocupada: 103,9 milh\u00f5es<\/li>\n<li>Popula\u00e7\u00e3o fora da for\u00e7a de trabalho: 66,7 milh\u00f5es<\/li>\n<li>Popula\u00e7\u00e3o desalentada: 2,89 milh\u00f5es<\/li>\n<li>Empregados com carteira assinada: 39,8 milh\u00f5es<\/li>\n<li>Empregados sem carteira assinada: 13,7 milh\u00f5es<\/li>\n<li>Trabalhadores por conta pr\u00f3pria: 26,2 milh\u00f5es<\/li>\n<li>Trabalhadores informais: 39,3 milh\u00f5es<\/li>\n<li>Taxa de informalidade: 37,8%<\/li>\n<\/ul>\n<p>A taxa de informalidade, que representa a propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores informais na popula\u00e7\u00e3o ocupada, foi de 37,8%, o equivalente a 39,3 milh\u00f5es de pessoas. Houve queda em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior (38,1%) e ao mesmo per\u00edodo do ano passado (38,6%).<\/p>\n<p>De acordo com o IBGE, essa redu\u00e7\u00e3o est\u00e1 relacionada \u00e0 estabilidade no n\u00famero de empregados sem carteira assinada (13,7 milh\u00f5es) e ao crescimento de 3,7% no n\u00famero de trabalhadores por conta pr\u00f3pria com CNPJ.<\/p>\n<p>Entre os dez grupamentos de atividades analisados, apenas o segmento de Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, defesa, seguridade social, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade humana e servi\u00e7os sociais registrou crescimento na ocupa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior.<\/p>\n<p>\u201cEsse grupamento tem uma caracter\u00edstica espec\u00edfica nesse per\u00edodo, pois \u00e9 quando se inicia o ano letivo. Consequentemente, h\u00e1 demanda por profissionais de apoio, como professores, ajudantes, cuidadores, cozinheiros e recepcionistas\u201d, explica o analista da pesquisa.<\/p>\n<p><b>Fonte: Contraf-CUT<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa de desemprego no Brasil recuou para 6,2% no trimestre encerrado em maio, o menor patamar para esse per\u00edodo desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua, em 2012. Nos tr\u00eas meses anteriores, a taxa era de 6,8%. 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