{"id":16263,"date":"2025-04-02T18:03:10","date_gmt":"2025-04-02T21:03:10","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/igualdade-de-oportunidades-bancarias-avaliam-resultados-da-mesa-e-cobram-avancos-na-paridade-salarial\/"},"modified":"2025-04-02T18:03:10","modified_gmt":"2025-04-02T21:03:10","slug":"igualdade-de-oportunidades-bancarias-avaliam-resultados-da-mesa-e-cobram-avancos-na-paridade-salarial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/igualdade-de-oportunidades-bancarias-avaliam-resultados-da-mesa-e-cobram-avancos-na-paridade-salarial\/","title":{"rendered":"Igualdade de Oportunidades: banc\u00e1rias avaliam resultados da mesa e cobram avan\u00e7os na paridade salarial"},"content":{"rendered":"<p>O Comando Nacional dos Banc\u00e1rios se reuniu com a Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Bancos (Fenaban), nesta segunda-feira (31), na mesa de Igualdade de Oportunidades.<\/p>\n<p>Entre os pontos abordados no encontro, marcado para concluir as atividades do M\u00eas da Mulher, est\u00e3o as a\u00e7\u00f5es dos bancos para reduzir a desigualdade salarial e de ascens\u00e3o entre homens e mulheres;\u00a0<a href=\"https:\/\/contrafcut.com.br\/noticias\/mais-mulheres-na-ti-movimento-sindical-apresenta-do-programa-para-ministerio-da-mulher\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">programa \u201cMais Mulheres na TI\u201d<\/a>\u00a0(resultado da negocia\u00e7\u00e3o do ano passado) e dados de atendimento dos canais de combate \u00e0 viol\u00eancia de g\u00eanero.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA reuni\u00e3o foi importante para avaliar o resultado do que conquistamos em negociamos no ano passado: muitas mulheres foram beneficiadas pelos canais de atendimento contra viol\u00eancia \u2013 1.106, considerando os canais dos bancos e do movimento sindical. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de mulheres na TI, temos mais de 1.000 inscritas, isto na primeira fase das bolsas de estudo. E estamos recolocando o debate de igualdade salarial, de oportunidade e acess\u00e3o profissional nos bancos\u201d, destacou\u00a0<strong>Juvandia Moreira<\/strong>, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Banc\u00e1rios e presidenta da Contraf-CUT.\u00a0<\/p>\n<h2>Igualdade salarial<\/h2>\n<p>Segundo levantamento do Dieese, a partir de dados oficiais, nos bancos as mulheres recebem, em m\u00e9dia,\u00a0<strong>19% menos que os colegas homens<\/strong>. No recorte racial, o cen\u00e1rio \u00e9 ainda pior: as banc\u00e1rias negras tem remunera\u00e7\u00e3o 34,5% inferior \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia do banc\u00e1rio branco do sexo masculino.<\/p>\n<p>A categoria conquistou, na \u00faltima renova\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o Coletiva de Trabalho (CCT), o compromisso dos bancos de alcan\u00e7ar a paridade de remunera\u00e7\u00e3o entre homens e mulheres. A proposta \u00e9 que as empresas acelerem o cumprimento da<a href=\"http:\/\/contrafcut.com.br\/noticias\/no-brasil-mulheres-recebem-20-7-menos-que-homens-que-exercem-mesma-funcao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0Lei de Igualdade Salarial, em vig\u00eancia no pa\u00eds desde 2023<\/a>.<\/p>\n<p>Com base em dados da Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais (Rais) dos \u00faltimos 10 anos, o\u00a0<strong>Dieese estima que a categoria banc\u00e1ria poder\u00e1 alcan\u00e7ar a paridade salarial em 46 anos<\/strong>.<\/p>\n<p>&#8220;Por isso que a Lei de Igualdade Salarial \u00e9 fundamental, porque\u00a0<strong>o que acontece em nossa categoria \u00e9 um reflexo da sociedade e o que enfrentamos em todo o mercado de trabalho.<\/strong>\u00a0Mas para que o seu cumprimento seja efetivo, existem medidas que n\u00f3s defendemos, como a forma em que os dados s\u00e3o divulgados e organizados pelos bancos\u201d, explicou\u00a0<strong>Juvandia Moreira<\/strong>.<\/p>\n<p>A t\u00edtulo de compara\u00e7\u00e3o, o\u00a0<a href=\"https:\/\/forbes.com.br\/forbes-mulher\/2023\/06\/cada-vez-mais-longe-estamos-a-131-anos-da-equidade-de-genero\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial aponta<\/a>\u00a0que a equidade salarial de g\u00eanero levar\u00e1 131 anos para ser atingida, na realidade global.<\/p>\n<p>A lei brasileira de igualdade salarial entre homens e mulheres prev\u00ea que estabelecimentos com mais de 100 funcion\u00e1rios devem enviar, periodicamente, ao Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego, informa\u00e7\u00f5es para o relat\u00f3rio anual de transpar\u00eancia. \u201cExigimos que os bancos divulguem os dados por empresa e n\u00e3o somente por estabelecimento (CNPJ), isso porque cada banco tem v\u00e1rias CNPJs, e o envio por CNPJ vem dificultando o entendimento do cen\u00e1rio real para a melhor efetividade do planejamento de a\u00e7\u00f5es rumo \u00e0 igualdade de remunera\u00e7\u00e3o entre g\u00eaneros\u201d, explicou Juvandia.\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Apesar de o quadro da categoria banc\u00e1ria estar muito aqu\u00e9m da igualdade que defendemos,\u00a0<strong>\u00e9 por conta dos 23 anos da mesa de Igualdade de Oportunidades que avan\u00e7amos<\/strong>. Mas precisamos seguir com a\u00e7\u00f5es concretas e afirmativas\u201d, refletiu a tamb\u00e9m coordenadora do Comando Nacional,\u00a0<strong>Neiva Ribeiro<\/strong>.\u00a0<\/p>\n<p>Ficou negociada a\u00a0<strong>realiza\u00e7\u00e3o de um novo encontro, em abril, com as \u00e1reas de Recursos Humanos (RHs) dos bancos<\/strong>, n\u00e3o s\u00f3 dos que j\u00e1 participam comiss\u00e3o de negocia\u00e7\u00e3o. Neste encontro, o Comando Nacional ir\u00e1 apresentar a diferen\u00e7a salarial e de oportunidades e as propostas para alcan\u00e7ar equidade.\u00a0<\/p>\n<h2>Desigualdade \u00e9 maior nos altos cargos\u00a0<\/h2>\n<p>As banc\u00e1rias tamb\u00e9m destacaram, com base em dados do Dieese, o avan\u00e7o da desigualdade salarial de g\u00eanero quanto maiores s\u00e3o os cargos.\u00a0<strong>Enquanto que, numa fun\u00e7\u00e3o da base, como de escritur\u00e1rios, as mulheres recebem, em m\u00e9dia, 96% da remunera\u00e7\u00e3o dos homens, nos cargos de dirigentes e gerentes elas recebem 68,9% da remunera\u00e7\u00e3o dos colegas homens.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;J\u00e1 \u00e9 dif\u00edcil que mulheres alcancem espa\u00e7os de lideran\u00e7a e, quando chegam l\u00e1, simplesmente recebem menos por uma quest\u00e3o de g\u00eanero, simplesmente, porque a fun\u00e7\u00e3o delas \u00e9 exatamente a mesma dos homens&#8221;, destacou a secret\u00e1ria da Mulher da Contraf-CUT,\u00a0<strong>Fernanda Lopes<\/strong>.<\/p>\n<h2>Mulheres s\u00e3o maioria entre desligados\u00a0<\/h2>\n<p>O Comando Nacional cobrou n\u00e3o s\u00f3 a igualdade salarial de g\u00eanero, mas a revers\u00e3o de queda de mulheres no setor.<\/p>\n<p>&#8220;Entre 2020 e 2024, o saldo de emprego na categoria banc\u00e1ria foi negativo em 17.066 postos de trabalho&#8221;, alertou Juvandia Moreira. &#8220;Nesse per\u00edodo, as admiss\u00f5es foram maiores para homens e os desligamentos muito superiores para as mulheres, fazendo com que o saldo negativo de empregos para os homens ficasse em 730 postos e o das mulheres negativo em 16.336 postos. &#8220;Ou seja,\u00a0<strong>mais de 95,7% dos postos de trabalho fechados nos bancos foram os que eram ocupados por mulheres<\/strong>&#8220;, completou.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o de mulheres tamb\u00e9m ocorre na \u00e1rea que mais cresce em contrata\u00e7\u00e3o nos bancos, o da Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o (TI), onde a representa\u00e7\u00e3o de mulheres caiu de 31,9% para 25,2%, entre os anos de 2012 e 2023.<\/p>\n<p>&#8220;Sem a\u00e7\u00f5es afirmativas, com o estabelecimento de prioridades, mentorias e incentivos, n\u00e3o vamos alcan\u00e7ar a correta inclus\u00e3o e, com isso, a paridade de g\u00eanero&#8221;, pontuou Juvandia Moreira. &#8220;Foi por isso que negociamos a inclus\u00e3o de cl\u00e1usulas, na CCT, para forma\u00e7\u00e3o de mulheres na tecnologia&#8221;, observou.<br \/>\u00a0<\/p>\n<h2>Mais mulheres na TI\u00a0<\/h2>\n<p>Representantes das escolas PrograMaria e Laborat\u00f3ria trouxeram dados da primeira fase do programa \u201cMais Mulheres na TI\u201d, conquistado pela categoria na \u00faltima renova\u00e7\u00e3o da CCT.<\/p>\n<p>O programa prev\u00ea um total de 3.100 bolsas para a capacita\u00e7\u00e3o de meninas e mulheres.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cDesse total, 1.000 j\u00e1 foram selecionadas pela PrograMaria e 118 pela Laborat\u00f3ria. Essa iniciativa \u00e9 o resultado efetivo de reivindica\u00e7\u00f5es da nossa categoria e estamos muito felizes por esses cursos, em andamento\u201d, destacou Fernada Lopes. \u201cAs beneficiadas s\u00e3o mulheres negras, m\u00e3es, empreendedoras, que est\u00e3o buscando suas carreiras\u201d, completou a secret\u00e1ria da Mulher da Contraf-CUT.<\/p>\n<p><strong>Uma segunda fase de inscri\u00e7\u00f5es ser\u00e1 aberta, ainda neste semestre, e divulgadas pelo movimento sindical<\/strong>.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA procura foi muito alta, mostrando que existe uma demanda reprimida entre as mulheres que querem, sim, aprender e atuar na \u00e1rea da tecnologia\u201d, pontuou Fernanda Lopes. \u201cSegundo a PrograMaria, as inscri\u00e7\u00f5es superaram em 295% a expectativa de buscas pelas bolsas\u201d, completou.\u00a0<\/p>\n<h2>Canais de combate \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica<\/h2>\n<p>Por fim, \u00e0 pedido do movimento sindical, os bancos prestaram dados sobre outra conquista da categoria na CCT: a oferta de canais de combate \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica.<\/p>\n<p><strong>Segundo a Fenaban, 84% dos bancos j\u00e1 disponibilizam canais de den\u00fancia e acolhimento e outros 11% afirmaram que ir\u00e3o implement\u00e1-los em 2025.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>\u201cVamos seguir acompanhando para que esses canais funcionem efetivamente. \u00c9 importante que as banc\u00e1rias saibam da exist\u00eancia deles e como buscar essa ajuda. \u00c9 uma conquista que salva vidas e que, em conjunto com os canais de atendimento dos sindicatos, que \u00e9 o &#8216;Basta! N\u00e3o ir\u00e3o nos calar!&#8217;, j\u00e1 atendeu 1.161 v\u00edtimas\u201d, ressaltou Fernanda Lopes.\u00a0<\/p>\n<p>O Comando Nacional tamb\u00e9m apresentou\u00a0<a href=\"https:\/\/contrafcut.com.br\/noticias\/movimento-sindical-lanca-mais-um-canal-de-assessoria-juridica-as-vitimas-de-violencia-domestica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">dados do programa \u201cBasta!\u201d<\/a>, promovido exclusivamente pelo movimento sindical: desde 2021 foram 14 canais criados em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds e 504 atendimentos.\u00a0<\/p>\n<p><strong>&#8220;Quando negociamos a cria\u00e7\u00e3o desses canais, em 2020, n\u00e3o faz\u00edamos ideia de que tantas mulheres sofriam com a viol\u00eancia dom\u00e9stica e sem saber a quem recorrer. Agora, bancos e sindicatos oferecem esses canais de acolhimento e assessoria jur\u00eddica&#8221;,<\/strong>\u00a0destacou Juvandia Moreira.\u00a0<strong>&#8220;Este fato comprova como foi importante os sindicatos terem colocado este tema em pauta na CCT e isso porque muitas banc\u00e1rias perdiam empregos em decorr\u00eancia da viol\u00eancia domestica. Agora, com ajuda dos sindicatos e dos bancos, elas podem romper esse ciclo de viol\u00eancia e de preju\u00edzos&#8221;<\/strong>, pontuou Juvandia Moreira.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Fonte: Contraf-CUT<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Comando Nacional dos Banc\u00e1rios se reuniu com a Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Bancos (Fenaban), nesta segunda-feira (31), na mesa de Igualdade de Oportunidades. 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