{"id":1592,"date":"2014-07-28T00:00:00","date_gmt":"2014-07-28T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/mulheres-negras-tem-salario-menor-e-menos-acesso-ao-mercado-de-trabalho\/"},"modified":"2014-07-28T00:00:00","modified_gmt":"2014-07-28T03:00:00","slug":"mulheres-negras-tem-salario-menor-e-menos-acesso-ao-mercado-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/mulheres-negras-tem-salario-menor-e-menos-acesso-ao-mercado-de-trabalho\/","title":{"rendered":"Mulheres negras t\u00eam sal\u00e1rio menor e menos acesso ao mercado de trabalho"},"content":{"rendered":"<p>O Dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha \u00e9 uma oportunidade para impulsionar o enfrentamento da combina\u00e7\u00e3o entre racismo e sexismo.<\/p>\n<p>A discrimina\u00e7\u00e3o racial e de g\u00eanero s\u00e3o eixos extremos de exclus\u00e3o, aprisionando as mulheres negras nos extratos mais baixos da pir\u00e2mide social. Ainda que a popula\u00e7\u00e3o negra tenha sido a grande beneficiada pelas pol\u00edticas inclusivas dos \u00faltimos anos, ela permanece como a principal v\u00edtima das desigualdades e da viol\u00eancia, fruto da discrimina\u00e7\u00e3o e do racismo.<\/p>\n<p>O sal\u00e1rio m\u00e9dio da mulher negra com emprego formal, por exemplo, \u00e9 menos da metade do que o sal\u00e1rio de um homem branco, geralmente elas se inserem no mercado de trabalho em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias e de informalidade, s\u00e3o maioria no trabalho dom\u00e9stico, e as poucas que conseguem romper as barreiras do preconceito e da discrimina\u00e7\u00e3o racial e ascender socialmente necessitam se empenhar mais e abdicar de outros aspectos de suas vidas, como lazer, relacionamento, maternidade.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso, portanto, insistirmos na den\u00fancia tenaz do racismo, opera\u00e7\u00e3o pela qual se subalterniza e, portanto, se cria cidad\u00e3os de segunda classe. Esta realidade, que manifesta resqu\u00edcios do per\u00edodo de escravid\u00e3o, tem sido transformada atrav\u00e9s da luta e da organiza\u00e7\u00e3o das mulheres negras que apesar estar ainda em desvantagem, cada vez mais est\u00e3o se inserindo na universidade e no mercado de trabalho, est\u00e3o conquistando espa\u00e7os importantes na economia, na sociedade, na pol\u00edtica.<\/p>\n<p>No ano de 2015 ter\u00e1 in\u00edcio a d\u00e9cada dos afrodescendentes e marcar\u00e1 os 320 anos da morte de Zumbi. Neste contexto as mulheres negras realizar\u00e3o uma grande marcha, da qual a CUT far\u00e1 parte, que marcar\u00e1 estas importantes datas. Esta marcha, que traz como enunciado \u201ccontra o racismo e pelo bem viver\u201d, ser\u00e1 um processo liderado pelas mulheres afro-brasileiras, com foco no debate e no posicionamento pol\u00edtico e p\u00fablico sobre o racismo, a viol\u00eancia e o bem viver.<\/p>\n<p>O Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha \u00e9 mais do que uma data comemorativa; \u00e9 um marco da luta e resist\u00eancia da mulher negra contra a opress\u00e3o de g\u00eanero, o racismo e a explora\u00e7\u00e3o de classe.<\/p>\n<p>A CUT seguir\u00e1 trabalhando pela melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida e de trabalho das mulheres negras para transformar a realidade, superar as desigualdades e construir uma nova cultura na sociedade, de combate \u00e0 opress\u00e3o de g\u00eanero e ao racismo.<\/p>\n<p><strong>Maria Julia Reis Nogueira<br \/>Secret\u00e1ria de Combate ao Racismo da CUT<\/strong><\/p>\n<p>Fonte: CUT<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha \u00e9 uma oportunidade para impulsionar o enfrentamento da combina\u00e7\u00e3o entre racismo e sexismo. 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