{"id":1572,"date":"2014-07-25T00:00:00","date_gmt":"2014-07-25T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/baixa-representacao-de-mulheres-na-politica-agrava-desigualdade-de-genero\/"},"modified":"2014-07-25T00:00:00","modified_gmt":"2014-07-25T03:00:00","slug":"baixa-representacao-de-mulheres-na-politica-agrava-desigualdade-de-genero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/baixa-representacao-de-mulheres-na-politica-agrava-desigualdade-de-genero\/","title":{"rendered":"Baixa representa\u00e7\u00e3o de mulheres na pol\u00edtica agrava desigualdade de g\u00eanero"},"content":{"rendered":"<p>A baixa representa\u00e7\u00e3o das mulheres na pol\u00edtica agrava a desigualdade de g\u00eanero no Brasil. A avalia\u00e7\u00e3o consta do Relat\u00f3rio de Desenvolvimento Humano de 2014, divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).<\/p>\n<p>Al\u00e9m de apresentar o \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH) 2013, com 187 pa\u00edses pesquisados, o Pnud divulgou o \u00cdndice de Desigualdade de G\u00eanero (IDG) para 149 pa\u00edses. O indicador \u00e9 elaborado com base em cinco dados: taxa de mortalidade materna, taxa de fertilidade na adolesc\u00eancia, propor\u00e7\u00e3o de mulheres no parlamento nacional, percentual de mulheres e homens com educa\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria e a taxa de participa\u00e7\u00e3o de mulheres e homens no mercado de trabalho.<br \/>mulheres<\/p>\n<p>De acordo com o Pnud, o Brasil ficou em 85\u00ba lugar no IDG, com nota 0,441. O indicador varia de 0 a 1, com o valor m\u00ednimo atribu\u00eddo a sociedades com menos disparidades entre homens e mulheres. A Eslov\u00eania, no Leste Europeu, foi considerado o pa\u00eds com menor desigualdade de g\u00eanero, com IDG de apenas 0,021, seguida por Su\u00ed\u00e7a (0,030) e Alemanha (0,046). As \u00faltimas posi\u00e7\u00f5es ficaram com Afeganist\u00e3o (0,705), Chade (0,707) e I\u00eamen (0,733).<\/p>\n<p>No caso do Brasil, a taxa de mortalidade materna \u00e9 de 56 mulheres a cada 100 mil nascidos vivos; e a taxa de fertilidade na adolesc\u00eancia, de 70,8 mulheres a cada mil mulheres entre 15 e 19 anos. Na educa\u00e7\u00e3o, existem progressos, com as mulheres se qualificando um pouco mais que os homens. A parcela da popula\u00e7\u00e3o adulta com educa\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria \u00e9 51,9% entre as mulheres e 49% entre os homens.<\/p>\n<p>Outros par\u00e2metros, no entanto, apontam desafios. Em rela\u00e7\u00e3o ao mercado de trabalho, continua a existir uma diferen\u00e7a consider\u00e1vel entre os sexos, com 59,5% das mulheres de mais de 15 anos trabalhando, contra 80,9% dos homens. A maior lacuna, no entanto, est\u00e1 na representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. No Brasil, atualmente apenas 9,6% dos assentos no Congresso Nacional s\u00e3o ocupados por mulheres.<\/p>\n<p>\u201cApesar de o Brasil ter uma presidenta mulher, esse movimento n\u00e3o se estendeu para as outras esferas do sistema pol\u00edtico\u201d, destacou a coordenadora do Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil, Andr\u00e9a Bolzon. \u201cOs outros indicadores est\u00e3o pr\u00f3ximos da m\u00e9dia da Am\u00e9rica Latina, mas, no caso da representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, o Brasil est\u00e1 muito atr\u00e1s.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio, na Am\u00e9rica Latina e no Caribe, a taxa de mortalidade materna est\u00e1 \u00e9 de 74 mulheres a cada 100 mil nascidos vivos, a taxa de fertilidade na adolesc\u00eancia \u00e9 de 68,3 mulheres a cada mil mulheres entre 15 e 19 anos, a propor\u00e7\u00e3o de adultos com ensino secund\u00e1rio totalizou 53,3% para mulheres e 53,9% para homens, e a participa\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho somou 53,7% para mulheres e 79,8% para homens. A representa\u00e7\u00e3o das mulheres na pol\u00edtica est\u00e1 em 21,1% no continente.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio revelou discrep\u00e2ncias entre em rela\u00e7\u00e3o aos membros do Brics, grupo das principais economias emergentes (Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia, China e \u00c1frica do Sul). Na \u00c1frica do Sul, a taxa de mortalidade materna chega a 300 mulheres para cada 100 mil nascidos vivos. A China registra n\u00edveis baixos de fertilidade na adolesc\u00eancia, com apenas 8,6 m\u00e3es de 15 a 19 anos a cada mil nascimentos e o menor IDG do grupo, na 37\u00aa posi\u00e7\u00e3o. Na R\u00fassia, a taxa de mortalidade materna \u00e9 a menor do bloco, com 34 \u00f3bitos a cada 100 mil nascimentos. A \u00cdndia n\u00e3o teve o \u00cdndice de Desigualdade de G\u00eanero calculado.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do IDG, o Pnud divulgou uma vers\u00e3o do IDH diferenciada por homens e mulheres para 148 pa\u00edses. O Brasil, no entanto, n\u00e3o teve o IDH ajustado por sexo calculado por falta de dados internacionais dispon\u00edveis.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A baixa representa\u00e7\u00e3o das mulheres na pol\u00edtica agrava a desigualdade de g\u00eanero no Brasil. A avalia\u00e7\u00e3o consta do Relat\u00f3rio de Desenvolvimento Humano de 2014, divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). 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