{"id":15584,"date":"2024-07-26T07:23:26","date_gmt":"2024-07-26T10:23:26","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/mulheres-negras-unidas-pela-forca-e-pelo-sofrimento\/"},"modified":"2024-07-26T07:23:26","modified_gmt":"2024-07-26T10:23:26","slug":"mulheres-negras-unidas-pela-forca-e-pelo-sofrimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/mulheres-negras-unidas-pela-forca-e-pelo-sofrimento\/","title":{"rendered":"Mulheres negras unidas pela for\u00e7a e pelo sofrimento"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p>Um dia para destacar as desigualdades, o sofrimento, a dor. Mas, principalmente, um dia para gritar ao mundo a for\u00e7a das mulheres negras, das ind\u00edgenas, das oriundas de comunidades tradicionais. O 25 de julho marca o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha. E, no Brasil, o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, homenageando uma das principais mulheres, s\u00edmbolo de resist\u00eancia e important\u00edssima lideran\u00e7a na luta contra a escravid\u00e3o. A data, reconhecida em 2014 por meio da lei 12.987, celebra essas mulheres e busca dar visibilidade \u00e0s suas lutas.<\/p>\n<p>Relat\u00f3rio elaborado pelo Minist\u00e9rio da Igualdade Racial (MIR), divulgado em setembro passado, mostra um Brasil de maioria negra: 119,75 milh\u00f5es de brasileiros e brasileiras ou 56% da popula\u00e7\u00e3o total. As mulheres negras s\u00e3o 60,6 milh\u00f5es, 28% da popula\u00e7\u00e3o total.<\/p>\n<p>De acordo com a\u00a0Associa\u00e7\u00e3o de Mulheres Afro, na Am\u00e9rica Latina e no Caribe, 200 milh\u00f5es de pessoas se identificam como afrodescendentes. A parcela da popula\u00e7\u00e3o mundial que mais sofre com a pobreza, a desigualdade e a viol\u00eancia. De acordo com dados da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), dos 25 pa\u00edses com os maiores \u00edndices de feminic\u00eddio do mundo, 14 ficam na Am\u00e9rica Latina e no Caribe.<\/p>\n<p>\u201cDa\u00ed a import\u00e2ncia dessa data\u201d, ressalta o secret\u00e1rio de Combate ao Racismo da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Almir Aguiar. \u201cEm 1992, um grupo decidiu que era preciso se organizar para denunciar a exclus\u00e3o que atinge essa gigantesca parcela da popula\u00e7\u00e3o em todo o mundo. Assim foi realizado o primeiro\u00a0Encontro de Mulheres Negras Latinas e Caribenhas,\u00a0em Santo Domingo, na Rep\u00fablica Dominicana. De l\u00e1 para c\u00e1, no dia 25 de julho, eventos em diversos pa\u00edses discutem os problemas que atingem essas mulheres e formas de atacar essa desigualdade e injusti\u00e7a social. Uma a\u00e7\u00e3o fundamental da qual a Contraf-CUT se orgulha em fazer parte.\u201d<\/p>\n<p><strong>Ataque racista<\/strong><\/p>\n<p>Se as mulheres negras s\u00e3o v\u00edtimas de ataques e exclus\u00e3o Brasil afora, a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 diferente para umas das mais importantes parlamentares brasileiras, s\u00edmbolo dessa luta no pa\u00eds. Benedita da Silva, deputada federal (PT-RJ) eleita por cinco mandatos, foi chamada pela deputada Carla Zambeli (PL-SP) de Chica da Silva. A parlamentar de extrema-direita, que j\u00e1 perseguiu desafetos de arma em punho nas ruas de S\u00e3o Paulo, proferiu o ataque durante uma queixa por n\u00e3o ter discursado na Reuni\u00e3o de Mulheres Parlamentares do P20 em Macei\u00f3 (AL), evento de parlamentares dos pa\u00edses que comp\u00f5em o G20, grupo atualmente presidido pelo Brasil. Benedita da Silva, coordenadora da Bancada Feminina e da\u00a0Secretaria da Mulher da C\u00e2mara, discursou no encontro realizado no Dia Nacional de Combate \u00e0 Discrimina\u00e7\u00e3o Racial (3 de julho).<\/p>\n<p>Tendo no curr\u00edculo cargos como o de primeira senadora negra do Brasil (1995-1998), ex-governadora do Rio de Janeiro (2002-2003), ministra da Assist\u00eancia e Promo\u00e7\u00e3o Social (2003-2007), Benedita recebeu amplo apoio da popula\u00e7\u00e3o, de parlamentares e do presidente da Rep\u00fablica, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva. \u201cBenedita da Silva \u00e9 exemplo de f\u00e9, muito trabalho e amor pelo povo brasileiro.\u201d<\/p>\n<p>Francisca da Silva de Oliveira, a Chica da Silva, foi uma mulher escravizada do s\u00e9culo 18 que obteve alforria e rompeu barreiras sociais ao se tornar uma figura proeminente e poderosa em\u00a0Arraial do Tijuco, atual Diamantina, em Minas Gerais. Sua hist\u00f3ria inspirou livros, filmes e novelas, uma delas protagonizada pela atriz Zez\u00e9 Motta.<\/p>\n<p>A declara\u00e7\u00e3o de Zambelli, referindo-se a Benedita da Silva com o nome da mulher escravizada que ganhou alforria, foi feita em tom de deboche. \u201cQuem Zambelli pensa que \u00e9?\u201d, questiona Almir Aguiar. \u201cEssa declara\u00e7\u00e3o parece demonstrar, al\u00e9m do racismo evidente, um tom de desgosto de uma parlamentar que nunca ter\u00e1 no Brasil e entre os brasileiros, trajet\u00f3ria com a for\u00e7a e a import\u00e2ncia da de Ben\u00ea\u201d, ressalta o secret\u00e1rio de Combate ao Racismo da Contraf-CUT.<\/p>\n<p><strong>Fonte: Contraf-CUT<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dia para destacar as desigualdades, o sofrimento, a dor. Mas, principalmente, um dia para gritar ao mundo a for\u00e7a das mulheres negras, das ind\u00edgenas, das oriundas de comunidades tradicionais. O 25 de julho marca o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha. E, no Brasil, o Dia Nacional de Tereza de Benguela e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":15583,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-15584","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15584","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15584"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15584\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15583"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15584"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15584"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15584"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}