{"id":14249,"date":"2023-06-30T18:46:31","date_gmt":"2023-06-30T21:46:31","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/bancarios-fazem-planejamento-de-acoes-para-diversidades\/"},"modified":"2023-06-30T18:46:31","modified_gmt":"2023-06-30T21:46:31","slug":"bancarios-fazem-planejamento-de-acoes-para-diversidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/bancarios-fazem-planejamento-de-acoes-para-diversidades\/","title":{"rendered":"Banc\u00e1rios fazem planejamento de a\u00e7\u00f5es para diversidades"},"content":{"rendered":"<p>A Comiss\u00e3o de G\u00eanero, Ra\u00e7a, Orienta\u00e7\u00e3o Sexual e Trabalhadores e Trabalhadoras com Defici\u00eancia (CGROS) da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) se reuniu, nesta quinta-feira (29), para tra\u00e7ar o planejamento de atua\u00e7\u00e3o neste per\u00edodo. Participaram do evento, na sede da entidade, em S\u00e3o Paulo, dirigentes da Confedera\u00e7\u00e3o e representantes de federa\u00e7\u00f5es filiadas, integrantes do coletivo nacional.<\/p>\n<p>Para o secret\u00e1rio de Pol\u00edticas Sociais da Contraf-CUT, Elias Jord\u00e3o, \u201ceste \u00e9 o primeiro passo, com vistas \u00e0 cria\u00e7\u00e3o dos coletivos nas federa\u00e7\u00f5es, e, em breve, caminharemos para desdobramentos de atua\u00e7\u00e3o, com semin\u00e1rios e encontros mais amplos, levantando todas as demandas pertinentes ao debate da CGROS\u201d.<\/p>\n<p>Elias entende que o planejamento de atua\u00e7\u00e3o da CGROS requer que se leve em conta o atual momento pol\u00edtico do pa\u00eds. \u201cDurante o governo passado, todas as pol\u00edticas sociais foram destru\u00eddas, junto com muitos direitos, e nossa preocupa\u00e7\u00e3o era derrotar o fascismo e o retrocesso\u201d. Com o retorno de um governo popular e a retomada do estado democr\u00e1tico de direito, \u201crespirando novamente os ares da democracia\u201d, como ressalta o secret\u00e1rio, \u201ca sociedade civil organizada \u00e9 chamada a participar e contribuir com todas as pautas sociais\u201d.<\/p>\n<p>Elias enfatiza que os banc\u00e1rios, com protagonismo no movimento sindical brasileiro, t\u00eam importante papel a exercer no que diz respeito \u00e0s pol\u00edticas sociais. \u201cN\u00f3s, que debatemos todos estes temas dentro da nossa categoria, queremos nos organizar e dar tamb\u00e9m a nossa melhor contribui\u00e7\u00e3o em todos os espa\u00e7os da sociedade\u201d, garante.<\/p>\n<p>Para ele, a retomada efetiva do CGROS \u00e9 importante neste momento, pois, ap\u00f3s a pandemia, a Campanha Nacional da categoria e a elei\u00e7\u00e3o de 2022, alguns temas precisam de aten\u00e7\u00e3o mais assertiva do movimento sindical. \u201cEnquanto vemos que alguns setores seguem bem estruturados, como juventude, combate ao racismo e g\u00eanero e mulheres, que t\u00eam inclusive secretarias espec\u00edficas na Contraf-CUT, as demandas ligadas aos trabalhadores e trabalhadoras com defici\u00eancia e da comunidade LBGTQIAP+, por exemplo, t\u00eam demandas espec\u00edficas importantes que precisam ser conquistadas\u201d.<\/p>\n<p>Para a secret\u00e1ria da Juventude, Bianca Garbelini, \u201ca Contraf-CUT est\u00e1 sempre na vanguarda desse debate, e no momento vemos a necessidade da organiza\u00e7\u00e3o do coletivo LGBTQIAP+, como est\u00e1 ocorrendo na CUT, onde o coletivo est\u00e1 j\u00e1 bastante estruturado. Assim, as reivindica\u00e7\u00f5es para essa comunidade podem ser bem sistematizadas e isso aumenta a for\u00e7a da categoria nas mesas de negocia\u00e7\u00f5es com os bancos\u201d.<\/p>\n<p>A diretora da Contraf-CUT Rosalina Amorim lembra que \u201ca CGROS tem a tradi\u00e7\u00e3o de ser muito din\u00e2mica, em especial nas mesas de negocia\u00e7\u00e3o com a Fenaban, e esta retomada permite fortalecer os debates, com a participa\u00e7\u00e3o das federa\u00e7\u00f5es e dos sindicatos, que sentem essa necessidade para desenvolver seus trabalhos e para sua organiza\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 muito importante especialmente para segmentos como PcDs, mulheres e LGBTQIAP+.\u201d<\/p>\n<h3><strong>Distor\u00e7\u00f5es no emprego<\/strong><\/h3>\n<p>O Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese) trouxe ao encontro um estudo que mostra as distor\u00e7\u00f5es no emprego da categoria, decorrentes de discrimina\u00e7\u00e3o a v\u00e1rios segmentos, como comunidade LGBTQIAP+, pessoas com defici\u00eancia (PcD), mulheres e trabalhadores negros e negras, entre outros.<\/p>\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o, feita pela economista da subse\u00e7\u00e3o na Contraf-CUT do Dieese, V\u00edvian Machado, mostrou problemas que afetam, por exemplo, as mulheres, que recebem menos que os homens, s\u00e3o as maiores v\u00edtimas do endividamento familiar e sofrem forte viol\u00eancia. \u201cNo 1\u00ba semestre de 2022, a cada 6 horas, uma mulher foi v\u00edtima de feminic\u00eddio no Brasil\u201d, conforme o estudo.<\/p>\n<p>A remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia, com dados de 2021, revela tamb\u00e9m resultados da discrimina\u00e7\u00e3o no emprego banc\u00e1rio. Enquanto um homem branco recebia R$ 11.831, o sal\u00e1rio m\u00e9dio de uma mulher preta ficou em R$ 8.018. O mesmo se observa em cargos de lideran\u00e7a, preenchidos em 40,8% por homens brancos, em 7,4% por mulheres pardas e em apenas 1,1% por mulheres pretas.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o a trabalhadores e trabalhadoras com defici\u00eancia, os n\u00fameros revelam que a inclus\u00e3o \u00e9 outra pauta que deve receber aten\u00e7\u00e3o do movimento sindical. Embora o percentual de banc\u00e1rios com defici\u00eancia tenha subido de 2,4%, em 2012, para 3,7% em 2021, o \u00edndice ainda \u00e9 considerado baixo. Nesse ano, dos 442,5 mil banc\u00e1rios, apenas 16,3 mil eram PcDs.<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria da Mulher da Contraf-CUT, Fernanda Lopes, ressaltou que \u201coutra quest\u00e3o a ser levada em conta \u00e9 que as PcDs, al\u00e9m de serem contratadas, devem ser valorizadas pelos bancos, devem ser consideradas na plenitude de sua capacidade, e n\u00e3o ficarem jogadas num canto do setor onde trabalham, fazendo um trabalho secund\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>Para o secret\u00e1rio de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, Almir Aguiar, \u201cas pesquisas s\u00e3o importantes, porque sistematizam os dados que mostram o cen\u00e1rio e suas distor\u00e7\u00f5es, e assim permitem a elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas e municiam o movimento sindical para suas lutas e negocia\u00e7\u00f5es, como exigir equidade na remunera\u00e7\u00e3o a negras e negros e mais contrata\u00e7\u00e3o de PcDs e pessoas LGBTQIAP+. Na quest\u00e3o de g\u00eanero, tamb\u00e9m, observamos que mesmo nas entidades sindicais a maior parte dos dirigentes \u00e9 formada por homens. E quando vamos para as mesas de negocia\u00e7\u00e3o, o mesmo ocorre com os representantes dos bancos. Ent\u00e3o, \u00e9 fundamental aprofundarmos esse debate, para que possamos enfrentar esse problema, que \u00e9 estrutural em nossa sociedade\u201d.<\/p>\n<p>Confira detalhes na apresenta\u00e7\u00e3o do Dieese\u00a0<a href=\"https:\/\/contrafcut.com.br\/igualdade-de-oportunidades-planejamento-cgros-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Igualdade de Oportunidades \u2013 Planejamento CGROS<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Fonte: Contraf-CUT<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Comiss\u00e3o de G\u00eanero, Ra\u00e7a, Orienta\u00e7\u00e3o Sexual e Trabalhadores e Trabalhadoras com Defici\u00eancia (CGROS) da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) se reuniu, nesta quinta-feira (29), para tra\u00e7ar o planejamento de atua\u00e7\u00e3o neste per\u00edodo. 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