{"id":1373,"date":"2012-06-08T00:00:00","date_gmt":"2012-06-08T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/portela-concede-entrevista-e-volta-a-negar-venda-do-santander-brasil\/"},"modified":"2012-06-08T00:00:00","modified_gmt":"2012-06-08T03:00:00","slug":"portela-concede-entrevista-e-volta-a-negar-venda-do-santander-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/portela-concede-entrevista-e-volta-a-negar-venda-do-santander-brasil\/","title":{"rendered":"Portela concede entrevista e volta a negar venda do Santander Brasil"},"content":{"rendered":"<p>O jornal O Estado de S.Paulo publicou nesta sexta-feira (8) uma entrevista de p\u00e1gina interna com o presidente do Santander Brasil, Marcial Portela, sob o t\u00edtulo \u201cA ind\u00fastria financeira do Brasil vai se transformar nos pr\u00f3ximos 2 a 3 anos\u201d. O executivo volta a negar a venda da subsidi\u00e1ria brasileira do banco espanhol.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Confira a \u00edntegra da entrevista de Portela:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA ind\u00fastria financeira do Brasil vai se transformar nos pr\u00f3ximos 2 a 3 anos\u201d<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Executivo descarta venda da opera\u00e7\u00e3o brasileira, que classifica como um \u201cobjeto de desejo\u201d para outros bancos<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>LEANDRO MOD\u00c9 \u2013 O Estado de S.Paulo<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A queda da taxa b\u00e1sica de juros para n\u00edveis historicamente baixos veio para ficar e vai mudar completamente o neg\u00f3cio financeiro no Brasil. A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 do presidente do Santander no Pa\u00eds, Marcial Portela.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cMudar\u00e1 o spread (diferen\u00e7a entre a taxa de juros que a institui\u00e7\u00e3o paga e a que cobra), mudar\u00e1 a estrutura de funding (capta\u00e7\u00e3o) dos bancos, hoje muito dependentes das receitas de cr\u00e9dito. Amanh\u00e3, ser\u00e1 tudo mais bem distribu\u00eddo entre servi\u00e7os banc\u00e1rios de diferentes naturezas\u201d, afirma. No bolso do cliente, a mudan\u00e7a a qual se refere Portela se traduz em juros mais baixos. N\u00e3o s\u00f3 por causa da taxa b\u00e1sica menor. Mas tamb\u00e9m pelo prov\u00e1vel fim do que ele chama de \u201csubs\u00eddios cruzados\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O sotaque n\u00e3o impede que o espanhol de 67 anos deixe bem claro o que quer dizer com a express\u00e3o t\u00e9cnica: hoje, muitos clientes arcam com taxas salgadas para permitir que outros paguem menos. Nesta entrevista ao Estado, concedida na v\u00e9spera do feriado de Corpus Christi, Portela nega que o Santander v\u00e1 se desfazer da opera\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Confira:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>O Santander pensa em vender a opera\u00e7\u00e3o no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O Santander nunca pensou em vender a opera\u00e7\u00e3o brasileira. Ao contr\u00e1rio: sempre procurou faz\u00ea-la crescer. Qualquer banco mundial com situa\u00e7\u00e3o de capital boa gostaria de ter um banco no Brasil. Mas \u00e9 impens\u00e1vel comprar um Bradesco, um Ita\u00fa, um Banco do Brasil. O Santander acaba sendo um objeto de desejo. Mas n\u00e3o est\u00e1 \u00e0 venda. Nunca esteve. O Santander seria um comprador se existisse um ativo para comprar no Brasil. Temos um princ\u00edpio, como banco de varejo: \u00e9 preciso ter massa cr\u00edtica. Se voc\u00ea n\u00e3o consegue ter massa cr\u00edtica em um prazo razo\u00e1vel, de cinco anos, vende a opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 essa massa cr\u00edtica?<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Para n\u00f3s, \u00e9 ter ao redor de 10% do sistema financeiro de um Pa\u00eds. Mas \u00e9 preciso ser um sistema financeiro grande. Vendemos opera\u00e7\u00f5es em v\u00e1rios lugares porque n\u00e3o havia massa cr\u00edtica. Tomemos como exemplo um pa\u00eds com 7 milh\u00f5es de clientes banc\u00e1rios. Se voc\u00ea tiver 10% do mercado, estamos falando de 700 mil clientes. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel tornar rent\u00e1vel uma opera\u00e7\u00e3o s\u00e9ria de varejo com 700 mil clientes. \u00c9 preciso 5 milh\u00f5es, 7 milh\u00f5es, 10 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, estrategicamente, para o Santander, o Brasil \u00e9 um mercado natural. O Santander hoje n\u00e3o \u00e9 um banco espanhol. A sede \u00e9 na Espanha, mas tem acionistas no mundo todo e o maior n\u00famero de clientes est\u00e1 no Brasil. Na matriz, querem uma opera\u00e7\u00e3o brasileira ainda maior.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Por que maior?<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Para acompanhar o processo de transforma\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds. Por exemplo: o desenvolvimento da ind\u00fastria de petr\u00f3leo. H\u00e1 enorme riqueza potencial nisso.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O Santander tem quest\u00f5es a resolver na Espanha, por causa da crise. Precisa de capital. Poderia aceitar novo s\u00f3cio no Brasil?<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>J\u00e1 temos s\u00f3cios no Brasil. Os investidores do Catar, com quase 5% do banco, e os minorit\u00e1rios, com 23,5%. \u00c9 preciso ficar claro que a matriz n\u00e3o precisa de capital. O Santander na Espanha tem um n\u00edvel de capital pr\u00f3ximo de 10%, acima do exigido pelas autoridades, de 9%.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>O Santander tem sido criticado aqui por ser menos rent\u00e1vel do que prometeu na \u00e9poca da abertura de capital. O que o sr. diz ao acionista?<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Tenho repetido muito aqui dentro o que dizia ao meu predecessor, F\u00e1bio Barbosa: em uma crise mundial t\u00e3o forte, o ponto cr\u00edtico n\u00e3o \u00e9 ter rentabilidade elevada, mas sim capital elevado. \u00c9 o que os reguladores est\u00e3o fazendo agora. As exig\u00eancias de capital s\u00e3o bem mais elevadas agora.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O debate n\u00edvel de capital versus rentabilidade \u00e9 falso na atualidade. N\u00edveis de 16% ou 17% de rentabilidade est\u00e3o bons para uma taxa de juros de 12%. Se a taxa de juros for menor, a rentabilidade pode ser menor e continuar\u00e1 sendo boa para o acionista mesmo assim.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Esse atual n\u00edvel dos juros veio para ficar?<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Sim. A sociedade brasileira quer ter um n\u00edvel de juros compat\u00edvel com o fato de ser a sexta maior economia do mundo. N\u00e3o se trata, portanto, de uma demanda da presidente Dilma Rousseff. \u00c9 da sociedade. Todo mundo reconhece que o n\u00edvel de juro real do Brasil no passado era inacredit\u00e1vel. Hoje est\u00e1 provado que as taxas podem ficar mais pr\u00f3ximas da dos pa\u00edses \u201cnormais\u201d. N\u00e3o h\u00e1 nada que justifique o fato de o Brasil n\u00e3o ter uma taxa de juros \u201cnormal\u201d. Pode haver diferen\u00e7as pequenas, claro. Mas n\u00e3o enormes. Isso implica que muitos operadores econ\u00f4micos, inclusive o governo, t\u00eam de mudar de comportamento.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>No caso do Santander, o que precisa mudar?<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O sistema financeiro tem muito subs\u00eddio cruzado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Como assim?<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Por exemplo: uma taxa de juros muito elevada no cart\u00e3o de cr\u00e9dito acaba subsidiando outro neg\u00f3cio. H\u00e1 clientes que pagam juros insustent\u00e1veis at\u00e9. E isso alimenta o subs\u00eddio cruzado, que beneficia outros clientes. Esse tipo de distor\u00e7\u00e3o vai ser corrigida. Como? Pela melhora da avalia\u00e7\u00e3o de risco do cliente \u2013 o que envolve cadastro positivo, alguma outra regulamenta\u00e7\u00e3o para poder cobrar os devedores com mais facilidade. O relacionamento com o consumidor tamb\u00e9m ser\u00e1 diferente, mas respeitoso. O cliente vai conhecer melhor o cr\u00e9dito, ser\u00e1 mais bem educado para isso.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Como o sr. v\u00ea a press\u00e3o do governo sobre os bancos para redu\u00e7\u00e3o dos juros cobrados de empresas e pessoas f\u00edsicas?<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Seria muito bom n\u00e3o precisar da press\u00e3o do governo para fazer aquilo que deve ser feito. Mas, \u00e0s vezes, as coisas s\u00f3 acontecem quando tem press\u00e3o de algum lugar. Para mim, n\u00e3o \u00e9 nem tanto a press\u00e3o do governo, mas da sociedade brasileira. A presidente apenas refletiu uma demanda das pessoas e dos empres\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Quando entrou no Brasil, o Santander sentiu alguma dificuldade para conseguir operar com pre\u00e7os mais baixos?<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Estamos acostumados a operar em outros lugares do mundo com taxas de juros e spreads bem mais baixos. \u00c9 poss\u00edvel ser rent\u00e1vel em situa\u00e7\u00f5es bem diferentes. O Brasil tem um n\u00edvel de funding (capta\u00e7\u00e3o de dinheiro) muito elevado. A poupan\u00e7a \u00e9 um exemplo. Tanto que poucos acreditavam que o governo teria coragem de mexer.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Quando chegamos aqui, percebemos que, se o sistema n\u00e3o muda, um operador privado n\u00e3o consegue mudar sozinho. Muita coisa ainda precisa mudar em rela\u00e7\u00e3o ao funding. Por exemplo: n\u00e3o \u00e9 l\u00f3gico que o Brasil, sendo a sexta pot\u00eancia mundial, tenha prazos de funding praticamente di\u00e1rios, como se houvesse hiperinfla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>O cliente brasileiro \u00e9 sens\u00edvel aos pre\u00e7os no sistema banc\u00e1rio?<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Sim. Nosso cliente \u00e9 inteligente, sens\u00edvel a pre\u00e7os.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Pode dar exemplos?<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Em 2004, 2005, t\u00ednhamos de 2% a 2,5% de participa\u00e7\u00e3o no mercado de cart\u00e3o de cr\u00e9dito. Hoje, temos mais de 10%. Por que isso? Naquele momento, o Santander identificou uma oportunidade de crescer de forma sustent\u00e1vel nesse mercado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Com inadimpl\u00eancia em alta, h\u00e1 espa\u00e7o para ampliar o cr\u00e9dito?<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 razo\u00e1vel uma expectativa de expans\u00e3o de cr\u00e9dito para os pr\u00f3ximos dois ou tr\u00eas anos entre 15% e 20% anuais. Essa estimativa leva em conta um crescimento do PIB de 3%, com infla\u00e7\u00e3o de 4% a 5%. Nesse contexto, n\u00e3o vemos problemas. Com rela\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel do endividamento das fam\u00edlias, h\u00e1 dados importantes.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O Brasil tem aproximadamente 60 milh\u00f5es de fam\u00edlias. Metade toma cr\u00e9dito, metade n\u00e3o. Das 30 milh\u00f5es que tomam, cerca de 10 milh\u00f5es est\u00e3o muito endividadas. Portanto, h\u00e1 um grupo grande de 20 milh\u00f5es de fam\u00edlias que ainda pode pegar mais empr\u00e9stimos. E ainda h\u00e1 as outras 30 milh\u00f5es que n\u00e3o tomam cr\u00e9dito. Ou seja, h\u00e1 espa\u00e7o para expans\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>E \u00e9 poss\u00edvel haver novas redu\u00e7\u00f5es dos juros no Santander?<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Sim.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>O cliente pode esperar novas redu\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 razo\u00e1vel esperar que sim.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Por qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 por causa da transforma\u00e7\u00e3o do sistema. A ind\u00fastria financeira vai transformar-se nos pr\u00f3ximos dois a tr\u00eas anos. N\u00e3o \u00e9 algo para dez anos, n\u00e3o. J\u00e1 vivemos uma transforma\u00e7\u00e3o muito forte. As taxas de juros chegaram a um lugar para ficar.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>E os juros v\u00e3o cair para empresas tamb\u00e9m?<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Para empresas, a conversa \u00e9 outra. Empresas grandes j\u00e1 t\u00eam n\u00edveis de spread muito baixos. \u00c9 um assunto relacionado com aquilo que falei sobre os subs\u00eddios cruzados.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>O que detona isso \u00e9 a mudan\u00e7a de n\u00edvel da taxa b\u00e1sica de juros?<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a do n\u00edvel da taxa de juros \u00e9 t\u00e3o estrutural para um pa\u00eds que leva consigo a transforma\u00e7\u00e3o do mercado financeiro. O processo fica ainda mais forte se est\u00e1 associado a uma transforma\u00e7\u00e3o social profunda, como a que ocorre hoje no Brasil.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Como a interven\u00e7\u00e3o no Cruzeiro do Sul impacta o Santander?<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>N\u00e3o tem impacto, de in\u00edcio. O Cruzeiro tinha participa\u00e7\u00e3o muito pequena no mercado. \u00c9 um banco com modelo de neg\u00f3cio muito espec\u00edfico, de nicho. Mas nunca \u00e9 bom ter bancos em situa\u00e7\u00e3o complicada. Aproveito para elogiar a solu\u00e7\u00e3o dada pelo Banco Central. Concordo com o que foi feito.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>De 2010 para c\u00e1, vimos v\u00e1rios bancos pequenos e m\u00e9dios com problemas. Isso muda a vis\u00e3o sobre nosso sistema financeiro?<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Isso \u00e9 parte da vida. Nossa vis\u00e3o \u00e9 a de que o Brasil, entre os muitos privil\u00e9gios que tem, disp\u00f5e de um sistema financeiro s\u00f3lido, que est\u00e1 bem capitalizado e bem provisionado. \u00c9 um privil\u00e9gio que o Pa\u00eds deve preservar. Em compara\u00e7\u00e3o com Estados Unidos e Europa, \u00e9 um privil\u00e9gio fant\u00e1stico.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>Fonte: O Estado de S.Paulo<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O jornal O Estado de S.Paulo publicou nesta sexta-feira (8) uma entrevista de p\u00e1gina interna com o presidente do Santander Brasil, Marcial Portela, sob o t\u00edtulo \u201cA ind\u00fastria financeira do Brasil vai se transformar nos pr\u00f3ximos 2 a 3 anos\u201d. 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