{"id":12212,"date":"2022-02-24T17:54:20","date_gmt":"2022-02-24T20:54:20","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/violencia-contra-lgbtqia-no-trabalho-e-problema-mundial\/"},"modified":"2022-02-24T17:54:20","modified_gmt":"2022-02-24T20:54:20","slug":"violencia-contra-lgbtqia-no-trabalho-e-problema-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/violencia-contra-lgbtqia-no-trabalho-e-problema-mundial\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia contra LGBTQIA+ no trabalho \u00e9 problema mundial"},"content":{"rendered":"<p>Discrimina\u00e7\u00e3o nas candidaturas ao emprego, bloqueios \u00e0s oportunidades e tratamento desigual para promo\u00e7\u00f5es s\u00e3o algumas das formas mais comuns de viol\u00eancia contra o trabalhador e a trabalhadora da comunidade LGBTQIA+ em todo o mundo. Essas informa\u00e7\u00f5es foram confirmadas em uma pesquisa da Global Union (UNI), \u00e0 qual a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) \u00e9 afiliada. O levantamento foi feito com mais de 120 sindicatos de diferentes ramos profissionais, distribu\u00eddos em 51 pa\u00edses das quatros regi\u00f5es de atua\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o (Europa, \u00c1sia e Pac\u00edfico, Am\u00e9ricas e \u00c1frica).<\/p>\n<p>No fundo, s\u00e3o duas sondagens que se complementam. A primeira busca compreender como as entidades associadas \u00e0 UNI avaliam a situa\u00e7\u00e3o e os avan\u00e7os relacionados \u00e0 comunidade, em seus respectivos pa\u00edses como um todo, bem como nos locais de trabalho. A segunda refere-se aos desafios enfrentados diretamente pela comunidade LGBTQIA+ no ambiente profissional. Ao todo, foram respondidos 1.327 question\u00e1rios, sendo 958 para a primeira investiga\u00e7\u00e3o e 373 para a segunda.<\/p>\n<p><strong>Avan\u00e7os s\u00e3o impercept\u00edveis<br \/><\/strong><br \/>Numa vis\u00e3o panor\u00e2mica, as entidades sindicais ligadas \u00e0 UNI entendem que, nos \u00faltimos anos, houve avan\u00e7os institucionais, que, de um modo geral, favorecem a prote\u00e7\u00e3o e a garantia dos direitos da comunidade LGBTQIA+ nas v\u00e1rias legisla\u00e7\u00f5es nacionais. No entanto, quando se trata da manifesta\u00e7\u00e3o direta dos trabalhadores e trabalhadoras que se identificam como LGBTQIA+, o progresso do arcabou\u00e7o legal sobre o tema \u00e9 visto como insuficiente, ou, na pr\u00e1tica, sentido como insignificante ou invis\u00edvel pelas pessoas.<\/p>\n<p>\u00c9 clara a percep\u00e7\u00e3o de que ainda h\u00e1 muito a se conquistar, e que a prote\u00e7\u00e3o jur\u00eddica precisa melhorar. Al\u00e9m disso, para que a lei se torne de fato efetiva, s\u00e3o necess\u00e1rias campanhas educativas, que sensibilizem e conscientizem a respeito dos direitos LGBTQIA+, como caminho para eliminar as diferentes formas de discrimina\u00e7\u00e3o e de viol\u00eancia de g\u00eanero e de orienta\u00e7\u00e3o sexual. Segundo os entrevistados, essas a\u00e7\u00f5es devem, igualmente, abranger n\u00e3o apenas as legisla\u00e7\u00f5es nacionais, como tamb\u00e9m tratados internacionais, para que esse movimento alcance as particularidades de cada pa\u00eds, bem como as de car\u00e1ter cultural e religioso.<\/p>\n<p>Conforme manifesta\u00e7\u00e3o de Christy Hoffman, secret\u00e1ria-geral da UNI, \u201cos sindicatos defendem e lutam pelos direitos da classe trabalhadora, pois \u00e9 imposs\u00edvel ter sal\u00e1rios justos ou trabalho digno sem sociedades justas e igualit\u00e1rias, livres de qualquer forma de discrimina\u00e7\u00e3o e de viol\u00eancia, para todas as pessoas. A discrimina\u00e7\u00e3o com base na orienta\u00e7\u00e3o sexual e na identidade de g\u00eanero n\u00e3o pode mais ser tolerada\u201d.<\/p>\n<p><strong>Sindicatos precisam se mobilizar<\/p>\n<p><\/strong>Os dados levantados pela UNI mostram que, embora tenha havido progressos significativos para aumentar a visibilidade das quest\u00f5es LGBTQIA+, os sindicatos ainda devem trabalhar para mudar a situa\u00e7\u00e3o e verdadeiramente representar todos os seus membros, e, assim, conseguir tratamento justo e a inclus\u00e3o de todos trabalhadores e trabalhadoras, a despeito de sua identidade de g\u00eanero ou orienta\u00e7\u00e3o sexual. Forma\u00e7\u00e3o no tema, treinamento para entidades sindicais e medidas de inclus\u00e3o universal s\u00e3o algumas das principais a\u00e7\u00f5es a serem empreendidas, para as quais os sindicatos devem estar de fato envolvidos com as redes LGBTQIA+, com o objetivo de entender os problemas enfrentados por elas. Tais quest\u00f5es continuar\u00e3o a ganhar import\u00e2ncia na agenda sindical.<\/p>\n<p>Os resultados da pesquisa da UNI devem ser utilizados como ferramenta pelos membros afiliados como importante oportunidade para aprofundar as quest\u00f5es enfrentadas pela classe trabalhadora, para compartilhar as melhores pr\u00e1ticas e buscar avan\u00e7os na cria\u00e7\u00e3o de sindicatos mais inclusivos e diversificados. Essa luta \u00e9 de todos.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Adilson Barros, membro da Executiva da Contraf-CUT e militante LGBTQIA+, \u201cde fato o resultado da pesquisa, al\u00e9m de ser um marco para identificar o rosto dos trabalhadores e trabalhadoras LGBTQIA+, passa a ser uma ferramenta fundamental para ampliar e conquistar mais direitos no \u00e2mbito do trabalho. N\u00e3o basta apenas buscar suas certifica\u00e7\u00f5es ou colocar a bandeira do arco \u00edris em suas marcas, \u00e9 importante priorizar as contrata\u00e7\u00f5es, sem olhar a orienta\u00e7\u00e3o e identidade de g\u00eanero como crit\u00e9rio de exclus\u00e3o. E mais: s\u00e3o necess\u00e1rias campanhas efetivas para aceitar e respeitar os LGBTQIA+, tornando assim, o ambiente inclusivo e muito mais saud\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>Acompanhe nos pr\u00f3ximos dias, aqui no site da Contraf-CUT, novas mat\u00e9rias sobre a pesquisa da UNI. A pr\u00f3xima ser\u00e1 sobre viol\u00eancia contra LBGTQIA+ no ambiente de trabalho.<\/p>\n<p><strong>Fonte: Contraf-CUT<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Discrimina\u00e7\u00e3o nas candidaturas ao emprego, bloqueios \u00e0s oportunidades e tratamento desigual para promo\u00e7\u00f5es s\u00e3o algumas das formas mais comuns de viol\u00eancia contra o trabalhador e a trabalhadora da comunidade LGBTQIA+ em todo o mundo. Essas informa\u00e7\u00f5es foram confirmadas em uma pesquisa da Global Union (UNI), \u00e0 qual a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":12211,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-12212","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12212","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12212"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12212\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12211"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12212"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12212"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12212"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}