{"id":11599,"date":"2021-10-13T14:01:00","date_gmt":"2021-10-13T17:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/bancos-demitem-milhares-na-pandemia-e-sao-alvo-de-acoes-na-justica\/"},"modified":"2021-10-13T14:01:00","modified_gmt":"2021-10-13T17:01:00","slug":"bancos-demitem-milhares-na-pandemia-e-sao-alvo-de-acoes-na-justica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/bancos-demitem-milhares-na-pandemia-e-sao-alvo-de-acoes-na-justica\/","title":{"rendered":"Bancos demitem milhares na pandemia e s\u00e3o alvo de a\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p><strong>Brasil de Fato<\/strong> \u2013 Bancos privados que atuam no Brasil s\u00e3o alvos de a\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a que questionam o descumprimento do compromisso p\u00fablico de n\u00e3o demitir trabalhadores durante a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/minuto-a-minuto\/coronavirus-no-brasil\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pandemia de covid-19<\/a>. Em meio \u00e0 crise sanit\u00e1ria, os bancos reduziram despesas, tiveram lucro recorde e, ainda assim, fecharam cerca de 12 mil postos de trabalho no per\u00edodo, segundo o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.dieese.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese)<\/a>.<\/p>\n<p>Em um ano, Bradesco, Caixa e Banco do Brasil fecharam juntos 16.439 postos de trabalho. A defasagem para o dado anterior deve-se ao fato de que, em bancos como o Ita\u00fa, houve reposi\u00e7\u00e3o de vagas em outros setores, como tecnologia da informa\u00e7\u00e3o, \u201camenizando\u201d o balan\u00e7o final.<\/p>\n<p>\u201cO Bradesco responde por praticamente 60% do fechamento de vagas em 12 meses\u201d, observa Vivian Machado, mestre em Economia Pol\u00edtica e t\u00e9cnica do Dieese, na subse\u00e7\u00e3o da\u00a0<a href=\"https:\/\/contrafcut.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (CONTRAF-CUT)<\/a>.<\/p>\n<p>A senten\u00e7a judicial mais importante at\u00e9 o momento foi contra o banco espanhol Santander, em 3 de agosto. O juiz Jeronimo Azambuja Franco Neto, da 60\u00aa Vara do Trabalho de S\u00e3o Paulo,\u00a0<a href=\"https:\/\/contrafcut.com.br\/noticias\/santander-e-condenado-em-r-50-milhoes-por-demissoes-na-pandemia-e-por-condutas-antissindicais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condenou a institui\u00e7\u00e3o em R$ 50 milh\u00f5es por danos morais<\/a>, em a\u00e7\u00e3o aberta pelo Sindicato dos Empregados Estabelecimentos Banc\u00e1rios S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<figure><\/figure>\n<p>Al\u00e9m da demiss\u00e3o de 3.220 trabalhadores na pandemia, considerou-se que o Santander perseguiu dirigentes sindicais.<\/p>\n<p>O banco espanhol recorreu, e a indeniza\u00e7\u00e3o est\u00e1 suspensa at\u00e9 o julgamento do recurso. Se a condena\u00e7\u00e3o for confirmada, os R$ 50 milh\u00f5es ir\u00e3o para o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, destinado a reparar danos \u00e0 sociedade como um todo.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>Brasil de Fato<\/strong>\u00a0entrou em contato com o Santander para comentar o caso, mas n\u00e3o houve retorno at\u00e9 o fechamento da mat\u00e9ria.<\/p>\n<h2><span style=\"text-decoration: underline;\">A promessa<\/span><\/h2>\n<p>Assim que a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) decretou o in\u00edcio da pandemia, o Comando Nacional dos Banc\u00e1rios, que representa os trabalhadores da categoria, apresentou uma lista de demandas \u00e0\u00a0<a href=\"https:\/\/fenaban.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Bancos (Fenaban)<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cA gente solicitou uma reuni\u00e3o e cobrou da Fenaban que, primeiro, isolasse as pessoas de grupos de risco, que n\u00e3o podiam trabalhar presencialmente. Pedimos tamb\u00e9m EPIs \u2013 \u00e1lcool em gel, m\u00e1scaras \u2013, que houvesse rod\u00edzio nas ag\u00eancias, uma s\u00e9rie de reivindica\u00e7\u00f5es\u201d, explica Neiva Ribeiro, secret\u00e1ria geral do\u00a0<a href=\"https:\/\/spbancarios.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Sindicato dos Banc\u00e1rios de S\u00e3o Paulo, Osasco e Regi\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cDos bancos privados, um dos compromissos que a gente conseguiu era que n\u00e3o haveria demiss\u00f5es naquele per\u00edodo. Eles fizeram compromisso p\u00fablico, chamaram a imprensa, disseram que estavam fazendo a parte deles\u201d, completa.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/trabalho\/2017\/02\/estatuto-da-seguranca-pode-restringir-direito-de-greve-dos-bancarios\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">:: Proposta de estatuto pode restringir direito de greve dos banc\u00e1rios ::<\/a><\/strong><\/p>\n<p>No primeiro semestre de 2020, os bancos usaram diferentes canais de comunica\u00e7\u00e3o para propagandear essa promessa.<\/p>\n<p>\u201cO Bradesco faz parte do \u2018N\u00e3o Demita\u2019, um movimento para evitar a demiss\u00e3o de milhares de pessoas nesse momento de quarentena. \u00c9 nosso dever, como um dos maiores bancos brasileiros, cuidar das pessoas que nos ajudam diariamente\u201d, escreveu o Bradesco em suas redes sociais.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"lazyloaded\" src=\"https:\/\/images02.brasildefato.com.br\/79d2425868ca7ddfd41d0606eeac41b4.jpeg\" alt=\"\" data-ll-status=\"loaded\" \/><figcaption><em>Postagem do Bradesco nas redes sociais [esq.] contrasta com fechamento de ag\u00eancias; na imagem [dir.], sindicalistas protestam contra demiss\u00f5es em ag\u00eancia de SC \/ Reprodu\u00e7\u00e3o \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Na demonstra\u00e7\u00e3o financeira publicada em abril, o Santander \u2013 que tamb\u00e9m aderiu ao \u2018N\u00e3o Demita\u2019 \u2013 informou que \u201cdevido ao contexto atual da covid-19, o Santander firmou o compromisso de n\u00e3o demitir funcion\u00e1rios durante a crise.\u201d<\/p>\n<p>A promessa durou at\u00e9 julho de 2020. Foi quando Santander, Ita\u00fa e Bradesco, respectivamente, come\u00e7aram a demitir.<\/p>\n<p>O Dieese trabalha com estimativas a partir de dados informados pelos pr\u00f3prios bancos, uma vez que, desde a reforma trabalhista, as homologa\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o feitas nos sindicatos.<\/p>\n<p>Santander e Bradesco teriam fechado 10.933 postos de trabalho entre julho de 2020 e mar\u00e7o de 2021. O Ita\u00fa foi o \u00fanico dos grandes bancos privados que aumentou o n\u00famero de funcion\u00e1rios, com 1,8 mil postos de trabalho a mais \u2013 resultado da incorpora\u00e7\u00e3o de uma empresa de tecnologia.<\/p>\n<h2><span style=\"text-decoration: underline;\">Rotatividade<\/span><\/h2>\n<p>Presidenta da CONTRAF-CUT, Juvandia Moreira lembra que a \u201cMesa Covid\u201d, envolvendo representantes dos trabalhadores e dos bancos, resultou em um compromisso verbal para\u00a0manuten\u00e7\u00e3o do emprego.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cO Santander come\u00e7ou a demitir em julho. O Ita\u00fa, no final de agosto, e o Bradesco, em outubro. A desculpa deles era que ningu\u00e9m sabia quanto tempo iria durar a pandemia, e que n\u00e3o se tratava de um acordo coletivo, mas apenas de um compromisso\u201d, conta.<\/p>\n<p>\u201cNa nossa vis\u00e3o, eles teriam condi\u00e7\u00f5es de manter os empregos, com certeza. \u00c9 s\u00f3 ver os lucros dos bancos no per\u00edodo. N\u00e3o tem justificativa\u201d, enfatiza Moreira.<\/p>\n<p>De setembro de 2020 a agosto de 2021, os bancos cortaram 9.165 postos de trabalho.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cEste ano, houve 27.642 contrata\u00e7\u00f5es e 26.194 desligamentos at\u00e9 agosto. O\u00a0saldo est\u00e1 positivo, mas s\u00f3 por causa da Caixa. Quando se analisa s\u00f3 Ita\u00fa, Santander, Bradesco e os que aposentaram do BB, temos um saldo negativo de 1.401 postos\u201d, explica a presidenta da CONTRAF-CUT.<\/p>\n<p>\u201cO n\u00famero de demiss\u00f5es e admiss\u00f5es \u00e9 alto, o que mostra que eles fazem rotatividade, para reduzir o custo. Ou seja, demitem quem tem sal\u00e1rio maior e contratam, no lugar, pessoas com sal\u00e1rios menores.\u201d<\/p>\n<h2><span style=\"text-decoration: underline;\">Mais lucro, menos despesa<\/span><\/h2>\n<p>Em plena migra\u00e7\u00e3o para o formato digital, bancos privados fecharam ao menos 1.647 ag\u00eancias desde mar\u00e7o de 2020.<\/p>\n<p>\u201cEles aproveitaram a pandemia para fazer ajustes internos\u201d, relata a sindicalista Neiva Ribeiro, trabalhadora do Bradesco.<\/p>\n<p>No 1\u00ba trimestre de 2020, houve queda nos balan\u00e7os, mas n\u00e3o por problemas na atividade financeira. Diante de um cen\u00e1rio imprevis\u00edvel, com a pandemia decretada, os bancos elevaram o provisionamento, temendo uma explos\u00e3o da inadimpl\u00eancia \u2013 n\u00e3o pagamento de empr\u00e9stimos e outros compromissos.<\/p>\n<p>Provisionamentos s\u00e3o reservas que os bancos criam para cobrir perdas futuras estimadas.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio foi menos desastroso do que se imaginava, devido a planos emergenciais de cr\u00e9dito lan\u00e7ados pelo Banco Central. A inadimpl\u00eancia caiu, e o provisionamento excedente foi revertido, gerando crescimentos expressivos de lucros em 2021.<\/p>\n<p>No primeiro semestre, o lucro dos cinco maiores \u2013 Ita\u00fa, Banco do Brasil, Caixa, Bradesco e Santander \u2013 atingiu R$ 54,7 bilh\u00f5es, com alta m\u00e9dia de 61,4% em doze meses.<\/p>\n<p>O segundo trimestre de 2021 teve um dos maiores saltos da hist\u00f3ria recente do setor: 63,6% em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano anterior.<\/p>\n<p>Um dos fatores centrais para entender o crescimento da lucratividade \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o das despesas, por meio do fechamento de ag\u00eancias e da demiss\u00e3o de trabalhadores.<\/p>\n<p>A economia estimada pelo Dieese foi de R$ 766 milh\u00f5es, entre \u00e1gua, luz, g\u00e1s, materiais, vigil\u00e2ncia e transporte.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 justo socialmente, enquanto concess\u00f5es p\u00fablicas, eles estarem cada vez mais demitindo, fechando postos de trabalho, especialmente em um momento delicado como esse\u201d, afirma Vivian Machado, t\u00e9cnica do Dieese, em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/05\/06\/entenda-por-que-lucro-de-bancos-cresce-enquanto-resto-da-economia-encolhe-na-pandemia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">entrevista\u00a0<\/a>ao\u00a0<strong>Brasil de Fato<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cOs bancos alegam que est\u00e3o digitalizando tudo porque \u00e9 interesse do cliente, mas tem muita gente que precisa da ag\u00eancia. Se n\u00e3o tivesse essa procura, as lot\u00e9ricas e a Caixa Econ\u00f4mica n\u00e3o estariam sempre cheias.\u201d<\/p>\n<h2><span style=\"text-decoration: underline;\">Outros processos<\/span><\/h2>\n<p>A maioria dos processos contra bancos que demitiram na pandemia foram abertos individualmente por trabalhadores.<\/p>\n<p>O Sindicato dos Banc\u00e1rios de S\u00e3o Paulo, Osasco e Regi\u00e3o, por exemplo, n\u00e3o entrou com a\u00e7\u00e3o coletiva com esse objeto. O tema \u00e9 apenas mencionado em a\u00e7\u00f5es referentes \u00e0s altera\u00e7\u00f5es feitas pelo Banco do Brasil e \u00e0 pr\u00e1tica \u201cantissindical\u201d do Santander.<\/p>\n<p>Parte significativa das a\u00e7\u00f5es individuais se concentram no Rio de Janeiro, ainda sem senten\u00e7a definitiva.<\/p>\n<p>Conforme\u00a0<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/trabalho\/bancos-sao-condenados-por-quebrar-promessa-de-nao-demitir-na-pandemia-04102021?utm_campaign=jota_info__ultimas_noticias_-_destaques_-_04102021&amp;utm_medium=email&amp;utm_source=RD+Station\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">levantamento do portal\u00a0<em>JOTA<\/em><\/a>, a Justi\u00e7a do Trabalho tem considerado, na maior parte dos casos, que as dispensas feitas por empresas que aderiram ao movimento \u201cN\u00e3o Demita\u201d s\u00e3o ilegais. O portal identificou ao menos 15 a\u00e7\u00f5es referentes ao tema em Tribunais Regionais do Trabalho da 1\u00aa (TRT1) e 2\u00aa Regi\u00f5es (TRT2).<\/p>\n<p>Duas decis\u00f5es do TRT1, por exemplo, ordenaram a reintegra\u00e7\u00e3o de trabalhadores demitido pelo Bradesco, alegando viola\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da boa-f\u00e9 objetiva, expresso no artigo 422 do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n<p>O banco alega que \u201cn\u00e3o se imaginava que a pandemia tivesse a dura\u00e7\u00e3o e os efeitos delet\u00e9rios que at\u00e9 o momento perduram.\u201d<\/p>\n<p>A sindicalista Neiva Ribeiro espera que as decis\u00f5es sejam confirmadas por tribunais superiores, formando jurisprud\u00eancia e garantindo direitos a todos que foram demitidos em meio \u00e0 crise sanit\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u201cComo a nossa economia vai reaquecer sem emprego, sem cr\u00e9dito? As pessoas est\u00e3o comendo p\u00e9 de galinha como se fosse fil\u00e9, e os bancos v\u00e3o fazer o qu\u00ea com todo esse dinheiro?\u201d, questiona a sindicalista Neiva Ribeiro.<\/p>\n<p>\u201cAs a\u00e7\u00f5es est\u00e3o pipocando, e a gente espera que logo se crie jurisprud\u00eancia. Os bancos precisam entender que o melhor caminho para ter uma economia forte, uma democracia forte, \u00e9 com sindicatos fortes tamb\u00e9m. Precisamos fazer acordos que sejam bons para a sociedade como um todo, e n\u00e3o s\u00f3 para eles, se n\u00e3o eles v\u00e3o ter que responder por anos na Justi\u00e7a\u201d, finaliza.<\/p>\n<p>Juvandia Moreira, presidenta da CONTRAF-CUT, concorda que o caminho priorit\u00e1rio deve ser o negocial.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cSe a gente n\u00e3o tivesse negociado esse compromisso, os trabalhadores teriam sido demitidos antes. Os acordos t\u00eam que valer, os bancos t\u00eam que cumprir. \u00c9 isso que a gente cobra deles. Porque eles n\u00e3o falaram \u2018n\u00e3o vamos demitir durante quatro meses\u2019. Falaram que n\u00e3o iriam demitir na pandemia\u201d, observa.<\/p>\n<p>\u201cOs sindicatos est\u00e3o recorrendo \u00e0 Justi\u00e7a\u00a0para buscar o cumprimento do acordo. S\u00e3o iniciativas importantes. J\u00e1 fizemos outros acordos verbais que eles [bancos]\u00a0cumpriram. Se eles tivessem nos avisado antes\u00a0que estavam planejando demitir, a gente poderia ter negociado. O problema, al\u00e9m da falta de justificativa para essas demiss\u00f5es,\u00a0\u00e9 n\u00e3o avisar e criar uma desconfian\u00e7a para as pr\u00f3ximas mesas de negocia\u00e7\u00e3o\u201d, completa.<\/p>\n<h2><span style=\"text-decoration: underline;\">Outro lado<\/span><\/h2>\n<p>O\u00a0<strong>Brasil de Fato<\/strong>\u00a0apresentou as cr\u00edticas e questionamentos \u00e0 Fenaban, \u00e0 Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban), ao Bradesco e ao Santander.<\/p>\n<p>A Febraban respondeu por meio de nota. Confira:<\/p>\n<p><em>\u201cA Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Bancos n\u00e3o negociou ou assinou nenhum acordo setorial sindical para a n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o de desligamentos durante a pandemia. A rotatividade de trabalhadores do setor banc\u00e1rio \u00e9 tradicionalmente cerca de 3 vezes menor do que a m\u00e9dia nacional. Os bancos se valem dos desligamentos volunt\u00e1rios, como pedidos de demiss\u00e3o, PDVs e aposentadorias, para adequar sua estrutura \u00e0 nova realidade do mercado.<\/em><\/p>\n<p><em>E o crescimento das opera\u00e7\u00f5es digitais n\u00e3o tem como consequ\u00eancia a redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de pessoas que atuam no setor, pelo contr\u00e1rio. O avan\u00e7o dos servi\u00e7os digitais tem levado as institui\u00e7\u00f5es financeiras a contratar um grande volume de profissionais, especialmente em \u00e1reas como TI e seguran\u00e7a contra fraudes digitais, por exemplo.\u201d<\/em><\/p>\n<p>O Bradesco disse que n\u00e3o vai comentar o assunto. Os demais n\u00e3o responderam at\u00e9 o fechamento da reportagem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasil de Fato \u2013 Bancos privados que atuam no Brasil s\u00e3o alvos de a\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a que questionam o descumprimento do compromisso p\u00fablico de n\u00e3o demitir trabalhadores durante a\u00a0pandemia de covid-19. 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