{"id":1081,"date":"2014-04-29T00:00:00","date_gmt":"2014-04-29T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/trabalho-assediado-e-manchete-de-capa-da-revista-cartacapital\/"},"modified":"2014-04-29T00:00:00","modified_gmt":"2014-04-29T03:00:00","slug":"trabalho-assediado-e-manchete-de-capa-da-revista-cartacapital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/trabalho-assediado-e-manchete-de-capa-da-revista-cartacapital\/","title":{"rendered":"Trabalho assediado \u00e9 manchete de capa da Revista CartaCapital"},"content":{"rendered":"<p>Triste constata\u00e7\u00e3o \u00e0s v\u00e9speras do 1\u00ba de Maio: os processos por ass\u00e9dio moral multiplicam-se a ponto de caracterizar uma epidemia. Chamam a isso de \u201cprecariza\u00e7\u00e3o\u201d<\/p>\n<p>Temos hoje as mo\u00e7as e mulheres da f\u00e1brica, insignificantes flores de p\u00e1lidas cores, com um sangue sem rutil\u00e2ncia, com o est\u00f4mago deteriorado, com os membros sem energia!\u201d, lamentava Paul Lafargue no cl\u00e1ssico O Direito a Pregui\u00e7a, em 1880, ao descrever as condi\u00e7\u00f5es de trabalho na Europa de ent\u00e3o: mulheres e jovens explorados em jornadas de at\u00e9 14 horas, v\u00edtimas de doen\u00e7as e acidentes, sob a amea\u00e7a de castigos e puni\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Houve mudan\u00e7as decisivas na vida de mulheres e homens que no pr\u00f3ximo 1\u00ba de Maio celebram o seu dia, por incr\u00edvel que pare\u00e7a, um ambiente hostil voltou a se estabelecerem grandes empresas, f\u00e1bricas e bancos nos \u00faltimos dez anos, em um quadro que os especialistas definem como \u201cprecariza\u00e7\u00e3o do trabalho\u201d.<\/p>\n<p>Os processos por ass\u00e9dio moral multiplicam-se na Justi\u00e7a. S\u00f3 existem n\u00fameros isolados, indicam, por\u00e9m, uma epidemia. Na Bahia, por exemplo, em 2001 houve apenas uma queixa por ass\u00e9dio moral em 2010 fora m 081. Pressionados por metas excessivas, trabalhadores s\u00e3o submetidos a xingamentos e constrangimentos pelos superiores. Com medo de perder o emprego, calam-se at\u00e9 o limite do \u201cdano existencial\u201d, que come\u00e7a a ser reconhecido na Justi\u00e7a trabalhista: depress\u00e3o, press\u00e3o alta, s\u00edndrome do p\u00e2nico e at\u00e9 o suic\u00eddio.<\/p>\n<p>Tudo isso oculto em um ambiente \u00e0 primeira vista limpo, onde s\u00e3o chamados n\u00e3o de \u201cempregados\u201d mas de \u201ccolaboradores\u201d, um eufemismo para cooptar o oper\u00e1rio a aceitar jornadas longas sem sequer se dar conta de que est\u00e1 sendo explorado<\/p>\n<p>\u201cA pessoa acorda de manh\u00e3 pensando que vai para o inferno\u201d, diz o procurador do Trabalho Valdir Pereira da Silva, autor de uma a\u00e7\u00e3o coletiva contra a rede americana de supermercados Walmart, alvo de v\u00e1rios processos por dano moral.<\/p>\n<p>\u201cCom a ado\u00e7\u00e3o do sistema de metas, o mundo do trabalho hoje \u00e9 onde tem mais psicopatas e as empresas permitem. Para mim esta \u00e9 uma vis\u00e3o amador\u00edstica, porque o maior patrim\u00f4nio da empresa \u00e9 o empregado. O lucro n\u00e3o pode estar acima da dignidade da pessoa humana\u201d<\/p>\n<p>Em outubro do ano passado, o Walmart foi condenado a pagar 22,3 milh\u00f5es reais de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais coletivos, a maior do Pa\u00eds at\u00e9 hoje (a empresa est\u00e1 recorrendo). H\u00e1 dois meses, a rede anunciou o fechamento de 25 lojas no Brasil, e uma das raz\u00f5es que a pr\u00f3pria empresa apontou est\u00e1 no \u201caumento significativo das reivindica\u00e7\u00f5es trabalhistas nos \u00faltimos anos\u201d.<\/p>\n<p>Na den\u00fancia, os funcion\u00e1rios narram humilha\u00e7\u00f5es, xingamentos constantes, preconceito racial e a imposi\u00e7\u00e3o de cantar hinos motivacionais e dan\u00e7ar nas reuni\u00f5es. A rede varejista limitaria at\u00e9 mesmo as sa\u00eddas ao banheiro. Em mar\u00e7o do ano passado, um ex-vendedor do Walmart conseguiu no Tribunal Superior do Trabalho (TST) uma indeniza\u00e7\u00e3o de 6 mil reais por ter sido submetido a \u201ccastiguinhos\u201d quando n\u00e3o cumpria as metas estabelecidas pela empresa, como limpar o ch\u00e3o do supermercado ou descarregar produtos.<\/p>\n<p>O rapaz \u201cpassou a apresentar um quadro de ansiedade, depress\u00e3o e s\u00edndrome do p\u00e2nico, indo diversas vezes ao banheiro para chorar\u201d. Em nota, o Walmart disse a CartaCapital que \u201cos procedimentos adotados em suas unidades ocorrem em total respeito aos funcion\u00e1rios e \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o vigente no Brasil\u201d. Tamb\u00e9m nos EUA, as den\u00fancias trabalhistas contra a rede s\u00e3o frequentes, sobretudo no que diz respeito a sal\u00e1rios.<\/p>\n<p>Perto de 15% dos funcion\u00e1rios do Walmart s\u00e3o obrigados a recorrer aos t\u00edquetes-alimenta\u00e7\u00e3o fornecidos pelo governo norte-americano para complementar a renda.<\/p>\n<p>Em fevereiro deste ano, o banco brit\u00e2nico HSBC foi multado em 67,5 milh\u00f5es de reais, em primeira inst\u00e2ncia, por espionar empregados em Curitiba. Entre 1999 e 2003, a institui\u00e7\u00e3o financeira teria contratado detetives para descobrir a \u201creal\u201d raz\u00e3o do alto n\u00famero de afastamentos por licen\u00e7a m\u00e9dica. Disfar\u00e7ados de entregadores de flores ou pesquisadores, os investigadores abordavam os empregados, seguiam-nos, filmavam e fotografavam, e remexiam o lixo de suas casas. O banco vai recorrer.*<\/p>\n<p>Na semana passada, o HSBC sofreu nova condena\u00e7\u00e3o, desta vez no TST, pelas metas abusivas, cobran\u00e7as exageradas e persegui\u00e7\u00e3o a uma ex-funcion\u00e1ria.<\/p>\n<p>Na den\u00fancia, a banc\u00e1ria reclamava que o chefe nem sequer lhe dirigia a palavra e a expunha publicamente dizendo que ia demiti-la. De acordo com uma pesquisa feita em 2009 na Universidade de Bras\u00edlia, a categoria banc\u00e1ria tem \u00edndices de suic\u00eddio alarmantes, motivados sobretudo pela press\u00e3o para cumprir metas e as amea\u00e7as de demiss\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cPor tr\u00e1s desta aparente melhora no mundo da produ\u00e7\u00e3o, a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho vem aumentando em escala muito ampliada\u201d, diz o soci\u00f3logo Ricardo Antunes, professor da Unicamp. \u201cAcabou o tempo poroso, os minutos de pausa. A redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de trabalhadores significa que passaram a produzir em um ritmo muito mais intenso.\u201d De fato, na \u00e9poca em que o ex-presidente Lula liderava as greves no A BC, entre 1978 e 1980, a Volkswagen chegou a ter 40 mil empregados na f\u00e1brica de S\u00e3o Bernardo do Campo. Hoje, com a implanta\u00e7\u00e3o de maquin\u00e1rio, s\u00e3o 13 mil, produzindo cada vez mais.<\/p>\n<p>Torneiro mec\u00e2nico, Lula perdeu o dedo m\u00ednimo da m\u00e3o esquerda quando trabalhava no turno da madrugada e um colega, ao cochilar por cansa\u00e7o, acabou soltando a prensa e causando o acidente. Atualmente, a pr\u00f3pria profiss\u00e3o de torneiro mec\u00e2nico est\u00e1 em extin\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que os tornos s\u00e3o program\u00e1veis, e a m\u00e1quina executa quase todo o processo sozinha. Oper\u00e1rios raramente perdem membros trabalhando, mas as les\u00f5es invis\u00edveis a olho nu aumentam a cada dia, com o nome de LER\/Dort (Les\u00e3o por Esfor\u00e7o Repetitivo\/Dist\u00farbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho).<\/p>\n<p>Estamos em Campinas, a 100 quil\u00f4metros da capital paulista. Na sede do sindicato dos metal\u00fargicos, ou\u00e7o o testemunho de funcion\u00e1rias e ex-funcion\u00e1rias das ind\u00fastrias de tecnologia que proliferam pela regi\u00e3o. Como trabalham em linha de produ\u00e7\u00e3o, os problemas acontecem em cascata: Luzia dos Santos tem 57 anos e montava placas de computador na norte-americana Sanmina, uma das maiores fabricantes terceirizadas de componentes eletroeletr\u00f4nicos do mundo. \u00c0 seu lado, F\u00e1tima de Oliveira, de 51, preparava as placas para a inspe\u00e7\u00e3o. Por \u00faltimo, F\u00e1tima de Ara\u00fajo, de 48, inspecionava as placas e as colocava no carrinho para irem ao forno.<\/p>\n<p>Tudo isso repetido at\u00e9 400 vezes por turno causou dores nos ombros, m\u00e3os e bra\u00e7os das tr\u00eas, que n\u00e3o conseguem realizar tarefas prosaicas em casa, como varrer o ch\u00e3o ou passar roupa. Duas meninas entram na sala para contar sua hist\u00f3ria. Carina Jeremias tem 24 anos e Karolline Yukari, 21.<\/p>\n<p>Ambas trabalharam na filial da gigante da tecnologia sul-coreana Samsung em Campinas durante pouco mais de 2 anos e meio. Carina parafusava placas de LCD para notebooks. Tr\u00eas parafusos de cada lado, durante oito horas por dia, e passava para a pr\u00f3xima colega, at\u00e9 come\u00e7ar a sentir dores cr\u00f4nicas nos ombros e m\u00e3os.<\/p>\n<p>Karolline montava a tela e o teclado, tamb\u00e9m parafusando. De 150 a 200 aparelhos di\u00e1rios, sem parar. A ociosidade n\u00e3o \u00e9 bem-vinda. \u201cFica um coreano passando e falando \u201cpalado por qu\u00ea?\u201d, imita. O polegar da m\u00e3o direita, um dia, deixou de mexer. Foi operado, mas perdeu o movimento. Ela mostra o dedo, inerte. E o que voc\u00ea vai fazer no futuro se n\u00e3o consegue nem segurar uma caneta para escrever? \u201cN\u00e3o sei\u201d, diz.<\/p>\n<p>Patrocinadora da Copa. a Samsung \u00e9 alvo de um processo do MPT em Manaus no valor de 250 milh\u00f5es de reais, com relatos semelhantes: \u201cRealiza a mesma atividade o dia todo, fazendo 2,7 mil aparelhos embalados por dia\u201d, \u201c\u00e0s vezes perde o tato, por insensibilidade\u201d. O procurador autor da den\u00fancia compara a situa\u00e7\u00e3o com o filme Tempos Modernos, de Charles Chaplin, e diz que, se a atual situa\u00e7\u00e3o se mantiver, 20% dos trabalhadores da empresa ter\u00e3o doen\u00e7as ocupacionais. A LER\/Dort atinge mais as mulheres e, como elas s\u00e3o maioria ali, o trabalho nas f\u00e1bricas de eletroeletr\u00f4nicos \u00e9 uma bomba-rel\u00f3gio.<\/p>\n<p>H\u00e1 relatos de oper\u00e1rios que acordam exaustos, porque sonham a noite inteira que est\u00e3o montando e montando, sem parar. Os acidentes f\u00edsicos se reduziram, mas os problemas at\u00edpicos, sobretudo os psicol\u00f3gicos, sobem vertiginosamente, \u201c0 governo estabeleceu como prioridade o n\u00famero de trabalhadores com carteira assinada, mas n\u00e3o pergunta como \u00e9 esse trabalho\u201d, critica o presidente do Sindicato dos Metal\u00fargicos de Campinas, Jair dos Santos. \u201cA fiscaliza\u00e7\u00e3o em cima das empresas \u00e9 praticamente nula.\u201d<\/p>\n<p>Jair conta que, em 2011, uma m\u00e3e acionou o sindicato dizendo que a filha, empregada da Samsung, estava sendo mantida de castigo em uma sala, olhando para a parede, porque havia cometido um erro. Ap\u00f3s aceitar pagar uma indeniza\u00e7\u00e3o de 500 mil reais por danos coletivos em um acordo com o MPT, a empresa sul-coreana comprometeu-se a acabar Com o ass\u00e9dio aos funcion\u00e1rios, \u201cO problema \u00e9 que o pr\u00f3prio modelo \u00e9 assediador, porque o trabalhador funciona como um rob\u00f4, em linha de produ\u00e7\u00e3o. Com menos de 30 anos, o trabalhador est\u00e1 estragado\u201d, diz o presidente do sindicato.<\/p>\n<p>Procurada por nossa reportagem, a Samsung negou irregularidades. \u201cA Samsung tem a confian\u00e7a de que trata seus funcion\u00e1rios com dignidade, proporcionando um ambiente de trabalho que assegura os mais elevados padr\u00f5es da ind\u00fastria sob os aspectos de sa\u00fade, seguran\u00e7a e bem-estar\u201d, disse a empresa em nota, informando que a a\u00e7\u00e3o do MPT em Manaus est\u00e1 suspensa, porque as partes est\u00e3o tentando um acordo. A Sanmina n\u00e3o quis se pronunciar.<\/p>\n<p>\u201cDescobriu-se que era imposs\u00edvel substituir todo o trabalho vivo por m\u00e1quinas, mas ele foi reduzido ao m\u00e1ximo. Por isso, os patr\u00f5es extraem dos funcion\u00e1rios o m\u00e1ximo poss\u00edvel. S\u00e3o seres humanos sugados at\u00e9 o caro\u00e7o\u201d diz a procuradora Renata Coelho, do M PT em Campinas. \u201cOs anos 2000 s\u00e3o aqueles em que os empres\u00e1rios buscam recuperar a chamada \u201cd\u00e9cada perdida\u201d, os anos 1990, 0 ritmo se acelerou tanto que se passou a regular at\u00e9 o tempo que os empregados gastam indo ao banheiro,\u201d<\/p>\n<p>De fato, casos de ass\u00e9dio por n\u00e3o ter o direito de ir ao banheiro pipocam na Justi\u00e7a trabalhista. Em outubro do ano passado, o TST condenou a Seara Alimentos a indenizar em 5 mil reais uma funcion\u00e1ria que tinha hor\u00e1rios preestabelecidos para ir ao toalete, com um tempo cronometrado de 14 minutos, e, como trabalhava na desossa de frangos, precisava antes se desvencilhar de todo o equipamento: avental, luvas e botas.<\/p>\n<p>Outro problema que acarreta queixas e consequentemente a\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a s\u00e3o as revistas na sa\u00edda da f\u00e1brica. O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho em Pernambuco acionou a Unilever, dona da Kibon, por submeter os empregados a sorteio na portaria para ver quem seria revistado: quem tirasse a bola vermelha dentro de uma bolsa teria de abrir seus pertences.<\/p>\n<p>As t\u00e1ticas de \u201cmotiva\u00e7\u00e3o\u201d tamb\u00e9m s\u00e3o questionadas. Em Mato Grosso, a Renosa, engarrafadora da Coca-Cola, foi condenada em 2011 por distribuir trof\u00e9us \u201ctartaruga\u201d e \u201clanterna\u201d aos piores funcion\u00e1rios. No mesmo ano, a multinacional brasileira de bebidas AmBev, que j\u00e1 sofreu outras condena\u00e7\u00f5es por submeter funcion\u00e1rios a situa\u00e7\u00f5es consideradas vexat\u00f3rias, teve de indenizar um ex empregado por obrig\u00e1-lo a se deitar num caix\u00e3o quando n\u00e3o atingia a meta fixada pela empresa.<\/p>\n<p>No m\u00eas passado, a construtora baiana Vertical Engenharia foi condenada pelo TST a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais coletivos ao estampar no holerite dos funcion\u00e1rios a seguinte frase: \u201cN\u00e3o desanime, pois at\u00e9 um p\u00e9 na bunda te empurra pra frente\u201d. Em agosto do ano passado, a rede de lanchonetes McDonalds foi multada em 7,5 milh\u00f5es de reais e fez um acordo se comprometendo a acabar com a jornada flex\u00edvel, pela qual \u00e9 alvo de protestos em v\u00e1rias partes do mundo.<\/p>\n<p>Enquanto as condi\u00e7\u00f5es de trabalho se precarizam, os empres\u00e1rios fazem lobby junto ao Congresso para modificar a Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho. \u00c0s v\u00e9speras de completar 71 anos, \u00e9 unanimidade entre os procuradores do trabalho que a CLT precisa ser modernizada. mas as propostas nesse sentido s\u00e3o vistas como mais uma forma de precariza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>H\u00e1 dois anos, a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria lan\u00e7ou um documento contendo 101 propostas para \u201cmoderniza\u00e7\u00e3o da CLT. Um dos objetivos seria flexibilizar a jornada e colocar os acordos coletivos acima do que diz a lei, o que chegou a ser proposto no governo Fernando Henrique Cardoso e foi engavetado por Lula.<\/p>\n<p>O projeto foi ressuscitado pelo deputado federal Iraj\u00e1 Abreu (PS D-TO), filho da senadora K\u00e1tia Abreu, e est\u00e1 atualmente em aprecia\u00e7\u00e3o pela Comiss\u00e3o de Trabalho da C\u00e2mara. Para quem est\u00e1 do lado dos trabalhadores, oficializar o fim da jornada fixa de 8 horas, o que j\u00e1 ocorre na pr\u00e1tica em muitas empresas, seria como jogar 200 anos de lutas pelo ralo e voltar de vez aos tempos pr\u00e9-Revolu\u00e7\u00e3o Industrial.<\/p>\n<p>Fonte: Revista Carta Capital<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Triste constata\u00e7\u00e3o \u00e0s v\u00e9speras do 1\u00ba de Maio: os processos por ass\u00e9dio moral multiplicam-se a ponto de caracterizar uma epidemia. 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