{"id":10616,"date":"2021-03-16T13:43:28","date_gmt":"2021-03-16T16:43:28","guid":{"rendered":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/luta-das-mulheres-contra-a-desigualdade-e-tema-de-mesa-com-fenaban\/"},"modified":"2021-03-16T13:43:28","modified_gmt":"2021-03-16T16:43:28","slug":"luta-das-mulheres-contra-a-desigualdade-e-tema-de-mesa-com-fenaban","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hostnetart.com.br\/baixada\/luta-das-mulheres-contra-a-desigualdade-e-tema-de-mesa-com-fenaban\/","title":{"rendered":"Luta das mulheres contra a desigualdade \u00e9 tema de mesa com Fenaban"},"content":{"rendered":"<p>Um ano ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o do canal de atendimento \u00e0s banc\u00e1rias v\u00edtimas de viol\u00eancia, a mesa bipartite tem\u00e1tica de Igualdade de Oportunidades fez uma avalia\u00e7\u00e3o da conquista. Nesse tempo, mais de 120 casos foram atendidos. Representantes da Comiss\u00e3o de G\u00eanero, Ra\u00e7a, Orienta\u00e7\u00e3o Sexual e Trabalhadores e Trabalhadoras com Defici\u00eancia (CGROS), do Coletivo de Mulheres da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e da Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Bancos (Fenaban) se reuniram para discutir o canal e tamb\u00e9m outras pautas como a desigualdade salarial e os problemas de ascens\u00e3o profissional para as mulheres.<\/p>\n<p>\u201cO canal de atendimento \u00e9 trabalho que o movimento sindical banc\u00e1rio vinha fazendo bem antes. Est\u00e1 em constru\u00e7\u00e3o, mas j\u00e1 \u00e9 importante porque est\u00e1 fazendo mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia se sentirem acolhidas. Foram 128 casos desde abril. Se formos somar ao Projeto Basta, do Sindicato dos Banc\u00e1rios de S\u00e3o Paulo e Osasco, o total chega a 226 casos\u201d, informou a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, que participou da mesa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do canal de atendimento, faz parte do acordo negociado com os bancos um programa de treinamento para os funcion\u00e1rios. \u201cEsse programa tamb\u00e9m prev\u00ea a forma\u00e7\u00e3o do quadro dos gestores. O objetivo \u00e9 que eles saibam identificar o que \u00e9 a viol\u00eancia, seja psicol\u00f3gica, patrimonial ou f\u00edsica\u201d, ressaltou a secret\u00e1ria de Pol\u00edticas Sociais da Contraf-CUT, Rosalina Amorim.<\/p>\n<p><strong>Quase um s\u00e9culo<\/strong><\/p>\n<p>Outra parte do debate da mesa foi sobre cobran\u00e7as feitas \u00e0 Fenaban. Apesar das banc\u00e1rias terem obtidos conquistas importantes ao longo de anos de luta da categoria, a desigualdade entre homens e mulheres ainda perdura. Estudo feito pelo Departamento Intersindical de Estudos e Estat\u00edsticas Socioecon\u00f4micas (Dieese) mostra que, no ritmo atual, as mulheres banc\u00e1rias levar\u00e3o 88 anos para que seus rendimentos se equiparem ao dos colegas homens.<\/p>\n<p>No estudo, apresentado durante a reuni\u00e3o, est\u00e1 registrado que em 2003, a diferen\u00e7a da remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia entre homens e mulheres no setor banc\u00e1rios era de 26,08%. Em 2018, a diferen\u00e7a era menos, mas estava em 21,75% No mercado de trabalho brasileiro, a diferen\u00e7a \u00e9 de 18%, menor do que no setor banc\u00e1rio. \u201cEsse tema \u00e9 debatido h\u00e1 mais de 20 anos. N\u00e3o queremos esperar 88 anos para que os sal\u00e1rios se equiparem. N\u00e3o \u00e9 justo a gente ganhar menos. Essa \u00e9 uma injusti\u00e7a que precisa ser corrigida nos bancos\u201d, afirmou Juvandia Moreira.<\/p>\n<p><strong>Exclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A desigualdade tamb\u00e9m afeta as banc\u00e1rias na ascens\u00e3o profissional. O estudo do Dieese mostra que \u00e9 maior a propor\u00e7\u00e3o de homens com mais de tr\u00eas promo\u00e7\u00f5es na carreira, de 31,7%, contra 19,9% das banc\u00e1rias. Na reuni\u00e3o foi cobrado tamb\u00e9m mais informa\u00e7\u00f5es sobre o aceso das mulheres aos novos empregos na \u00e1rea de tecnologia. No Ita\u00fa, por exemplo foram contratadas em 2020 cerca de 4 mil pessoas entre cientistas de dados, engenheiros e equipes de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o (TI).<\/p>\n<p>\u201cQuantas dessas novas contrata\u00e7\u00f5es na \u00e1rea de tecnologia s\u00e3o de mulheres? Precisamos estimular que elas tenham maior acesso a essa \u00e1rea, sen\u00e3o vamos manter a exclus\u00e3o\u201d, destacou a presidenta da Contraf-CUT. Os representantes da Fenaban se comprometeram, na nova reuni\u00e3o da mesa de Igualdade de Oportunidades, a ser realizada ainda em mar\u00e7o, a trazer esses dados.<\/p>\n<p>O estudo do Dieese tamb\u00e9m mostra que as mulheres negras s\u00e3o as maiores v\u00edtimas da desigualdade. Em 2020, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o das mulheres n\u00e3o negras era de 13,5%, enquanto que a das mulheres negras era de 19,8%. A mulher negra precisa trabalhar o dobro do tempo do que um homem branco para ter a mesma renda.<\/p>\n<p><strong>Pandemia<\/strong><\/p>\n<p>A pandemia tamb\u00e9m foi tema da reuni\u00e3o. \u201cAs mulheres foram as mais afetadas na pandemia. Existe a cultura que o trabalho dom\u00e9stico \u00e9 da mulher. \u00a0Os homens precisam compartilhar todas as responsabilidades. Al\u00e9m disso tem o aumento da viol\u00eancia dom\u00e9stica nesse per\u00edodo da pandemia. As mulheres sofreram mais com a viol\u00eancia e ficaram com sobrecarga de trabalho em casa\u201d, ressaltou a secret\u00e1ria da Mulher da Contraf-CUT, Elaine Cutis.<\/p>\n<p>Causa de v\u00e1rios problemas para as mulheres, a pandemia tem de ser combatida com isolamento social e a vacina. Por isso, as representantes da Contraf-CUT destacaram a necessidade de se lutar pela vacina j\u00e1. A Contraf-CUT enviou carta ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade reivindicando que os banc\u00e1rios da linha de frente no atendimento \u00e1 popula\u00e7\u00e3o durante a pandemia estejam na lista de prioridade para a vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Fonte: Contraf-CUT<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um ano ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o do canal de atendimento \u00e0s banc\u00e1rias v\u00edtimas de viol\u00eancia, a mesa bipartite tem\u00e1tica de Igualdade de Oportunidades fez uma avalia\u00e7\u00e3o da conquista. 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